14 de outubro de 2010

15 DE OUTUBRO - DIA DO PROFESSOR



Amigos (as) professores(as),


Não poderia deixar de prestar neste blog a minha homenagem a todos os Professores, heróis anônimos num país em a que arte de ensinar está cada dia mais desvalorizada.

Uma pena que a lição de D. Pedro I foi esquecida por todos os governantes que o sucederam neste pais:
"Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro."

Que Deus ilumine o caminho de todos.

 Feliz dia do Professor.

Assista o vídeo clicando no link abaixo:


Precisamos de uma nova lei eleitoral

A eleição do palhaço Tiririca a uma das vagas à Câmara Federal pelo Estado de São Paulo, com mais de 1,3 milhões de votos, mostra bem o cenário político brasileiro e o quanto ainda devemos caminhar para se tornar um país onde a democracia é exercida na sua plenitude por meios de representantes escolhidos pelo povo. Sem isso, “a democracia muitas vezes significa o poder nas mãos de uma maioria incompetente.", conforme preconizou Bernard Shaw.

A imprensa internacional deu amplo espaço ao fato, sendo que muitos americanos, em tom de piada, elogiaram a postura dos brasileiros, pela coragem de colocar agora um “palhaço de verdade” no Congresso Nacional.

A escolha de candidatos no Brasil é realizada pelos respectivos partidos. Para tanto, eles buscam pessoas que possam de alguma forma conseguir a adesão do eleitor. Dentro desse pressuposto, ao contrário de oferecer, como deveria, à sociedade, candidatos capacitados para o exercício do mandato eletivo, a regra é flexibilizada com a escolha daqueles chamados “exóticos” que irão puxar votos para o partido. Foram os casos em São Paulo, além de Tiririca, da Mulher Pêra, Maguila, Marcelinho Carioca, Ronald Esper, Tati Quebra-Barraco e tantos outros.

Apesar de entender que vivemos num regime democrático, pelo qual à sociedade deve ser representada por todos os seus segmentos, pois “a democracia não é apenas a lei da maioria, é a lei da maioria respeitando o direito das minorias.", conforme preconiza Clement Attlee, não vislumbramos que o objetivo dos partidos seja bem esse. Buscam, na verdade, com a estratégia de indicar pessoas que apenas irão amealhar votos para garantir a eleição dos chamados “caciques” do partido ou da coligação. Foi assim que Tiririca, além de eleito, garantiu a vaga de mais alguns candidatos do seu partido e da sua coligação.

A nossa legislação eleitoral precisa ser mudada, pois os candidatos eleitos pela somatória de votos obtidos por Tiririca e outros tantos candidatos “exóticos” não representa a vontade popular, descaracterizando-os, desta forma, como legítimos representantes do povo que não os elegeu.

Além de uma legislação eleitoral compatível com os princípios democráticos, que venha vedar as manobras dos partidos políticos na escolha dos seus candidatos, o nosso país precisa de uma lei que não contemple tantas imperfeições, dando margem às constantes interpretações de juízes e ministros. Da mesma forma, precisa de uma lei que seja editada tempestivamente, e não como ocorre atualmente, quase sempre às vésperas de uma eleição, como ocorreu com a questão da obrigatoriedade de apresentação de documentos no ato de votar.

Na verdade não temos uma única lei que venha regular o processo eleitoral, pois nosso código é antigo (1965), já tendo sido alterado por várias leis ordinárias, complementares e diversas interpretações de nossos tribunais, que além de desfigurá-lo, não está adequado ao momento atual.

Enquanto isso não ocorrer, nós eleitores iremos continuar participando de um processo eleitoral que não nos garante eleger os candidatos que efetivamente venham merecer os nossos votos.



































O Brasil precisa de professoras iguais a essa



No site da Uol educação foi publicada uma matéria com o título ‘Uma professorinha do barulho”, que abaixo reproduzimos na íntegra para justificar o título deste post.

“Foi na semana passada durante a conferência, ou convenção, do Partido Conservador, realizada em Birmingham. Aqui os sócios de carteirinha e mensalidades em dia, após uma ligeira triagem, têm o direito de se dirigir ao plenário e apresentar suas queixas, sugestões ou meras louvações. Tudo dentro da cartilha democrática que estas ilhas adotaram há mais de um século.

Eu disse cartilha. Sei o que digo.

Além dos discursos dos líderes do partido, pegou um bom espaço na imprensa o de uma professorinha. O diminutivo soa a condescendência. Injustiça. Coisas de um tempo que passou, num país bem passado e com um ovo a cavalo em cima.

Refiro-me, pois, e me penitencio, às palavras que a professora Katharine Birbalsingh, de 37 anos, dirigiu a seus colegas partidários. Katharine é a nova vice-diretora de um colégio aqui de Londres que vem vindo aos trancos e barrancos, ou caindo pelas tabelas, para usar de termos idiomáticos familiares aos nossos ouvidos e sensibilidade de botequim. O St Michael and All Angels, situado no bairro de Southwark, em Camberwell, sul de Londres, barra pesadíssima.

Bairro multi-étnico ou globalizado, conforme queiram, onde os alunos, igualmente multi-étnicos e globalizados, botam, quase que literalmente, para quebrar. Todos os dias. A posição, quase exaltada, da professora (aliás, ela também multi-étnica, como não se pode deixar de notar rso apaixonado e ovacionado na quarta-feira, ordens expressas da diretoria do estabelecimento de ensino em questão para ficar em casa na quinta e na sexta-feira. O que disse a professora Katharine Birbalsingh diante de seus colegas convencionais e que tanto ofendeu seus pares?

A professora apontou para todos os presentes o fato de que os pais dos alunos do educandário onde lecionava, e quase-quase ia dirigir, não tinham a menor ideia de que, na maior parte dos colégios (não especificou se de Londres ou de toda a Grã-Bretanha), o “clima era de caos total”.

Criticou principalmente o que ela chamou de “falta de disciplina entre alunos negros” (anglo-africano ainda não chegou aqui). Foi mais longe, se tal é possível, e disse que o sistema estava em pleno estado de “ruptura” e que não fazia mais do que manter “pobres as crianças pobres.”

Foi uma balbúrdia. Onde já se viu? A professora, antes da ovação, já fizera referência, ao fato de que as escolas e colégios temem perder pupilos se admitirem os problemas existentes no sistema. A St Michael onde leciona (sim, ela foi prontamente reintegrada após a notícia ser dada com destaque pela imprensa) foi chamada por ela de “Alcatraz do mundo da educação.” Alcatraz: aquela notória prisão nos Estados Unidos.

Katharine mantinha um blog até sexta feira. To Miss With Love (uma referência a um filme muito conhecido dos anos 70, com o Sydney Poitier, todo passado na Inglaterra). Saiu do ar até segunda ordem devida à reação obtida por suas palavras incandescentes.

Lá estava, e tudo indica que voltará ao ar, a frase terrível, onde ela contava como o colégio pagava por guardas de segurança para revistar as crianças (sim, crianças) antes do início do dia letivo. Acrescentava que, nos últimos seis meses, três crianças foram esfaqueadas no colégio. No dia em que uma colega fazia a aplicação para o posto que acabou (quase que literalmente) com ela, o de vice-diretora, um bando de alunos a derrubou ao chão num dos corredores do St Michael.

Na sexta-feira, procurada pela imprensa, que voou em cima, Katharine Birbalsingh se confessou diante do dilema de falar ou calar sobre o sistema e fazer o que era o mais correto no caso de “seu” colégio. E foi explícita: o colégio, por ele, moitava. Calava a boca. Não dava um pio.

A professora não moitou e não calou. Deu um baita pio. No que fez muitíssimo bem”.

O Brasil está precisando que professorinhas como Katharine Birbalsingh, não se calem diante do mesmo caos que impera em nossas escolas públicas. O momento de colocar a “boca no trombone” já passou há muito tempo. Sem ensino de qualidade o nosso país não avançará.

Fonte:Ivan Lessa,Colunista da BBC Brasil-http://educacao.uol.com.br/ultnot/bbc/2010/10/11/uma-professora-do-barulho.jhtm








 


























12 de outubro de 2010

Dia da Criança – 12 de outubro - O governo não gosta de crianças

GIOVANA

MAIARA

ISABELLA E LUANA

VINICIUS

Para homenagear todas as crianças, e em especial os meus netos Maiara, Vinicius, Giovana, Luana e Isabella, reporto-me a um poema de Albert Einsten:


A Lógica De!


Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.


Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.


De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.


A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.


Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:


- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!


Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:


- Eu sei como ele conseguiu.


Todos perguntaram:


- Pode nos dizer como?


- É simples: - respondeu o velho.


- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

Concluindo queremos justificar o título deste post, com a notícia hoje estampada no site contas abertas -  Folha de São Paulo, que reproduzimos parcialmente: Tributação dos brinquedos chega a 72%, revela estudo.A escolha do presente para o Dia das Crianças pode render boas cifras aos cofres públicos. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) aponta que a carga tributária varia entre 15%, para livros, e 72%, para os jogos de videogames. Significa dizer que se um jogo custa R$ 100, R$ 72 vão para a boca do “leão”. Segundo o diretor técnico do IBPT, João Eloi Olenike, a alta incidência de impostos nos principais presentes para as crianças acontece porque os produtos não são considerados de primeira necessidade.




   Para o governo brasileiro criança não é prioridade!!!

fonte: http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=290

A descriminalização do aborto no Brasil





A descriminalização do aborto no Brasil voltou a constar da pauta dos noticiários nas eleições presidenciais, tendo sido, na opinião de alguns analistas, uma das razões de a candidata do PT, Dilma Rousseff não ter sido eleita já no primeiro turno. Ao se declarar a favor da descriminalização do aborto quando ainda era Ministra da Casa Civil, Dilma foi duramente atacada ao longo da disputa eleitoral pelos segmentos religiosos que se opõem à legalização do aborto no Brasil.

Considerando que a questão da legalização do aborto provoca intensa discussão toda vez que vem a tona, não poderíamos deixar de abordá-lo neste blog, e manifestar nossa crença de que somente por meio de uma consulta popular – plebiscito – é que qualquer mudança na legislação atual poderia ser feita. Para que o leitor não imagine que ficaremos em cima do muro, queremos desde já manifestar que somos totalmente contra a descriminalização do aborto no Brasil.

O prática do aborto é tipificada no Código Penal (Arts. 123/128) como crime no Brasil, existindo apenas duas situações em que esse ilícito penal não é punido (Art.128): a)- quando não há outro meio para salvar a vida da mãe; e b)- quando a gravidez resulta de estupro. É oportuno esclarecer que ao permitir que não ocorra a punição nesses casos, a nossa legislação penal não está tornando o aborto lícito, mas apenas autorizando que não venha ocorrer a punição se assim entender a autoridade judiciária.

Em conjunto com a legislação penal temos que considerar que a nossa Constituição Federal ( Art. 5º) estabelece a inviolabidade do direito à vida (norma pétrea) e o Código Civil brasileiro estabelece a proteção do nascituro desde à sua concepção.

O aborto já é hoje permitido em mais de 56 países (mais de um terço da população mundial) sem qualquer restrição. Em outros, que representam 15%, ele é permitido quando a mulher se encontra até a 12a semana da gestação. O Brasil está incluído em um pequeno grupo de países em que o aborto é ilegal e/ou só permitido em circunstâncias muito específicas.

Na visão dos juízes e promotores brasileiros deveriam ser ampliadas as circunstâncias em que o aborto não é punido ou que a prática deveria deixar de ser considerado crime em qualquer situação. Destacam entre elas, os casos de anencefalia e má-formação congênita grave.

Em entrevista concedida para o jornal A Folha de São Paulo, o juiz João Ricardo dos Santos Costa, vice-presidente de direitos humanos da Associação dos Magistrados brasileiros (AMB) afirmou que nos casos de anencefalia muitos juízes vêm concedendo autorizações para o aborto. Mas ele admite que ainda há vários pedidos indeferidos. “Pela ótica da mulher, é uma violência sonegar o direito de tirar um cadáver da barriga. Cientificamente, o anencéfalo não tem vida, conclui o Juiz”.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Campinas – UNICAMP - em parceria com a Associação Brasileira dos Magistrados (ABM), e divulgada pela Folha de São Paulo, revela que “ao se confrontar com uma gravidez indesejada, a maioria dos juízes opta pelo aborto. As informações constam de um levantamento maior, que investigou o que pensam os magistrados e promotores sobre a legislação brasileira e as circunstâncias em que o aborto provocado deveria ser permitido no país. Entre os 1.148 juízes que responderam a questionários enviados pelos Correios, 207 (19,8%) relataram que já tiveram parceiras que engravidaram "sem querer". Nessa situação, 79,2% abortaram. Das 345 juízas que participaram do estudo, 15% disseram que já tiveram gravidezes indesejadas. Dessas, 74% optaram pelo aborto. Apesar de não representar a opinião da maioria dos magistrados (só 14% deles participaram da pesquisa), o trabalho é o primeiro a retratar a opinião pessoal daqueles que operam as leis sobre o abortol”.

Falamos no início deste post que qualquer alteração na legislação que trata da questão do aborto deveria ser objeto de uma consulta popular. Neste sentido, e de acordo com o site Wikipédia ( 2007), o instituto de pesquisas Datafolha (do jornal Folha de S. Paulo) realizou um estudo estatístico que revelou que 65% dos brasileiros acreditam que a atual legislação sobre o aborto não deve ser alterada, enquanto que 16% disseram que deveria ser expandida para permitir a prática para outras causas, 10% que o aborto deveria ser descriminalizado e 5% declararam não terem certeza de sua posição sobre o assunto.

Apesar de a nossa Constituição estabelecer que o o nosso Estado é laico, não se pode deixar de menosprezar a força dos segmentos religiosos em nossa sociedade e a influência de que eles exercem sobre aqueles que governam o país e têm a incumbência de instrumentá-lo por meio de leis. Exemplo claro disso foi a determinação do Presidente Lula aos seus Ministros de retirar, do Programa Nacional dos Direitos Humanos, a intenção de o governo apoiar a aprovação de projeto de lei que viesse descriminalizar o aborto.

Para concluir, entendemos que a questão ainda será exaustivamente explorada pelos candidados e pela mídia ao longo do processo eleitoral do segundo turno presidencial, considerando que os opositores de Lula e de sua candidata, já perceberam a força dos votos dos segmentos católicos em nosso país.

Encerrado o processo eleitoral, a questão da descriminalização do aborto ficará adormecida.

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1010201013.htm


Quem não cola não sai da escola

A nossa longa experiência como gestor educacional nos proporcionou vivenciar histórias inusitadas que passaremos a contar neste blog. A primeira da série, como diz o título, tem como atores principais um severo professor de Química e um aluno que cursava as séries iniciais de um curso de engenharia.

Omitiremos, por questão de ética, os nomes dos protagonistas, apesar do grande risco que corremos de a identidade do docente ser revelada para aqueles que conhecem a minha trajetória profissional. Não estamos preocupados com isso, na certeza de que a amizade que existe entre o citado professor e este bloguista nos autorizaria, até mesmo, a divulgar o seu nome.

Falamos que o Professor de Química era muito severo. Sua fama corria não só nos corredores da faculdade, como fora dela. Ele, com certeza, e ao contrário do que se possa pensar, prezava muito a imagem de “carrasco” que carregava.

Os alunos, por sua vez, já sabiam que para concluir o curso de engenharia naquela faculdade, seriam obrigados a sofrer nas mãos daquele professor. Outros, não menos exigentes existiam, mas aquele professor era, na visão dos alunos, muito especial.

Aos seus colegas docência o professor alardeava de que com ele o aluno não colava. Em parte ele tinha razão. O pavor era tal, que um atrevimento desses poderia custar alguns anos de dependência naquela disciplina. Portanto, por medo, a maioria dos alunos não se atrevia a colar com o referido mestre.

Mas como sempre acontece, uma das turmas foi premiada com a presença de um aluno com um dom de humor inusitado. E ele pregou uma peça no rigoroso professor de química, que passou a constar dos anais daquele curso.

Ocorreu numa das provas bimestrais. Naquele dia, como soe acontecer, a prova começou a ser realizada pelos alunos. Como de praxe, todos estavam sentados em suas respectivas carteiras e com os olhos fixos apenas para sua própria prova. O uso de qualquer material era expressamente vedado. Na carteira somente a folha de questões e de respostas e uma caneta. Todos os materiais já tinham sido deixados na frente da sala antes da prova começar.

Como de costume, o professor iniciava a prova de pé sobre a sua própria mesa de trabalho, onde a visão era quase total. Cada aluno que dirigia o seu olhar para ele sentia a sensação de que estava sendo observado pelo professor. Não raro era observar o rubor nas faces desses alunos.

Naquele dia, após descer da mesa, o citado professor começou a circular pela sala. Bem no fundo estava sentado o outro protagonista desta historia: aquele aluno com senso de humor apurado de que falamos.

Em dado momento, esse aluno começou de forma ostensiva abrir e fechar a sua mão esquerda, num gesto típico de que lá estava tendo o atrevimento de colar com aquele professor. Os colegas, ao seu lado, estavam todos apavorados. Mas ele não. Sua atitude continua foi agora deixando que o rubor da face dos alunos fosse transportado para a do professor.

Incontinenti a isso, o professor procurou circular até que conseguiu ficar postado estrategicamente bem atrás do aluno, a espera do momento certo para dar o seu bote. O aluno não se intimidou com a presença do professor e, mais uma vez, fez o gesto típico de abrir e fechar a sua mão. Neste momento, já visivelmente irritado com a petulância do aluno, o professor segurou firmemente a sua mão, naquele instante fechada, e pediu que ele ficasse em pé. Incontinente a isso o professor, em altos brados, ordenou que ele a abrisse as sua mãos. O aluno abriu e para surpresa de todos um som metálico pode ser ouvido: na mão do aluno, ao invés da cola imaginada não só pelo professor, como pelos demais alunos, estava uma medalha de Nossa Senhora Aparecida. O aluno, imediatamente, falou ao professor: - Mestre, o que seguro não é cola, mas a imagem da minha santa protetora.

Todos continuaram a prova, inclusive o aluno que a fazia com a proteção da sua santa. O Professor, embora sem graça, continuou com a sua natural postura na busca de alguma cola.

O fato, evidentemente, mereceu ampla divulgação nas rodas dos alunos e dos professores. O professor, pelo que se sabe, jamais mudou de postura e continua até hoje aterrorizando os seus alunos.
























Marina 2014

Mariana Silva (PV), detentora de quase 20 milhões de votos no primeiro turno das eleições presidenciais deste ano, já começou sua campanha para o pleito de 2014. Com esse objetivo já delineado, ao que tudo indica não irá declarar o seu apoio pessoal a qualquer um dos dois candidatos.

Na sua página do twitter e nas entrevistas dadas aos jornais, Marina sutilmente procura desqualificar Serra e Dilma, afirmando que ambos não transmitem aos eleitores suas “visões de país” e “escondem suas trajetórias”, numa clara demonstração de que está aproveitando a sua visibilidade atual rumo eleições de 2014.

Em declarações recentes ela afirmou que percebe nítida ansiedade nos candidatos e que ambos passaram para o “vale-tudo” eleitoral. Nesse sentido, indaga quando “a política com P. maiúsculo vai entrar em cena” para “tratar dos erros e dos novos desafios para o Brasil”. Após o último debate na TV fez críticas veladas aos dois candidatos afirmando que ambos “deveriam descer do ringue e subir no palanque” para tentar conquistar os votos que ela recebeu.

Desta forma, Marina Silva procura com elegância e imparcialidade atacar os seus adversários de primeiro turno, não comprometendo eventual apoio que o seu partido ou ela pessoalmente ainda possam dar a um dos candidatos, da mesma forma que, sutilmente, prepara o terreno para sua eventual candidatura em 2014.

Se por um lado Marina está correta ao afirmar que mais de 20 milhões de brasileiros estão ainda indecisos em quem votar, por outro somente o tempo irá demonstrar se o eleitor não vai esquecer as sementes que ela plantou no atual momento político da nação brasileira.

Concluímos citando Érico Veríssimo:

“O tempo faz a gente esquecer. Há pessoas que esquecem depressa. Outras apenas fingem que não se lembram mais”.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/813061-marina-diz-que-serra-e-dilma-continuam-a-apostar-no-vale-tudo-eleitoral.shtml

10 de outubro de 2010

Somos alvos de chacota por mérito

O brasileiro sempre gostou de fazer piadas com os seus irmãos portugueses. Para muitos isso se deve pelo fato de o português ser mais literal e que os dois povos têm lógicas diferentes. Uma análise superficial das piadas de que os brasileiros fazem dos portugueses realmente confirmam tal tese.

Todavia, começamos a verificar que de uns tempos para cá, os brasileiros começam a serem vítimas de piadas que os portugueses fazem, todavia, motivados por motivos bem diferentes.

A última tem relação direta com o fato de o nosso Congresso Nacional ter aprovado um projeto de lei que foi sancionado pelo Presidente da República – Lei n. 12.034/2009. Decorrido um tempo, movido por interesses eleitorais, esta lei deixa de sutir os seus efeitos por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT). O julgamento do STF não declarou a lei inconstitucional (!!!), mas vedou que fosse exigida do eleitor a posse de dois documentos – título de eleitor e outro de identidade com voto – para votar!

Importante: a decisão ocorreu a três dias do primeiro turno.

Em razão disso, os nossos irmãos portugueses lançaram mais uma piada de brasileiro:

Dois portugueses se encontram. Um diz para o outro: - Conheces a última do brasileiro? - Não, qual é? Responde o outro. - Ora, “pois, é que os brasileiros podem votar com qualquer documento, menos com o Título de Eleitor”.

Não resta dúvida: os portugueses estão absolutamente certos.













9 de outubro de 2010

Homem morto trabalha por uma semana

Recebi um email curioso e reproduzo abaixo. Diz tratar-se de notícia veiculada no New York Times.

 
Vejam:

Os Gerentes de uma Editora estão tentando descobrir, porque ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua mesa há CINCO DIAS.

George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como Verificador de Texto numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários.

Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana.

O seu chefe, Elliot Wachiaski, disse: 'O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente, ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição o tempo todo e não dissesse nada.

Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho.'

A autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco.

A seguir as sugestões contidas no email, cuja autoria desconhecemos.

Sugestão:

De vez em quando acene para os seus colegas de trabalho. Certifique-se de que eles estão vivos e mostre que você também está!

Moral da História:

Não trabalhe demais. Ninguém nota mesmo….









6 de outubro de 2010

DIA MUNDIAL DOS PROFESSORES

A Rádio do Vaticano informa que 5 de outubro será consagrado com o “Dia mundial do professor” por deliberação da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 2010 o tema de comemoração será a "Recuperação Começa com Professores".

Segundo a Rádio ONU, o objetivo da ação é homenagear docentes que atuam em áreas de desastres naturais, conflitos e outras crises. De acordo com a agência, os professores têm um papel vital na reconstrução social, econômica e intelectual.

Para a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, os professores são "construtores da paz", pois podem preparar o caminho para uma sociedade harmônica ao promoverem o respeito, a tolerância e a solidariedade.

Um dado importante e preocupante deve ser observado pela comunidade internacional. Em muitos países pobres e em desenvolvimento, faltam professores nas escolas. Segundo dados da Unesco, pelo menos mais 9 milhões de professores terão de ser contratados até 2015, em alguns países do mundo, para que se alcance a Meta do Milênio que estabelece a promoção de educação para todos. (ED).

Parabéns professores.

Fonte: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=427815

5 de outubro de 2010

MEC torna mais rígidas regras para universidade

O ministro da Educação, Fernando Haddad, homologa hoje uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que estabelece regras mais rígidas para que instituições de ensino superior tenham o status de universidade. Passam a ser exigidos pelo menos dois programas de doutorado e quatro de mestrado. As atuais universidades terão até 2016 para se adaptar - atualmente quase a metade delas não conta com esse requisito mínimo.

Segundo levantamento feito pelo Estado com base em dados da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes), das 187 universidades federais e particulares do País, 91 não têm os programas de pós-graduação exigidos pela nova norma. Delas, 12 são federais; as demais são instituições particulares.

A resolução não vale para entidades estaduais e municipais, que seguem leis específicas, mas representantes de universidades federais também contestam a validade da medida (mais informações nesta página).

São Paulo é o Estado com o maior número de universidades sem o novo nível mínimo obrigatório de pesquisa. São 24, todas particulares. No Sudeste, 43 das 80 universidades terão de se adaptar para não perder o título.

O Centro-Oeste é a região com situação mais confortável. Tem 14 universidades e apenas 4 delas ainda não têm os 2 doutorados e 4 mestrados. No Norte, o Amapá tem apenas uma universidade, a Universidade Federal do Amapá (Unifap), e ela ainda não atende a essa nova exigência, pois oferece apenas um curso de doutorado.

O "rebaixamento" para centros universitários ou faculdades tira da instituição parte de sua autonomia. "Nos anos 1980 e 1990, muita instituição virou universidade só em busca da autonomia, sem dar contrapartida em extensão e pesquisa. Dentro desse novo instrumento, muitas terão dificuldade de sobreviver como universidade", acredita o reitor da Universidade Nove de Julho (Uninove), Eduardo Storopoli, que classifica a medida do MEC como um "avanço na avaliação do ensino superior". "Uma universidade que está mal avaliada desde os anos 1990 pode cair até para faculdade", diz.

Muitas instituições de ensino particular, porém, não concordam com as novas regras e chegaram a entrar com recurso, que foi rejeitado pelo CNE. Roberto Covac, representante legal do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que reúne faculdades, centros universitários e universidades, diz que o grupo argumentou que faltou diálogo com o setor. "Outro problema é que a regra é única para um País muito grande, com realidades muito diferentes", afirmou.

"Sem dúvida é uma conquista, amplamente discutida com a sociedade", diz Paulo Speller, presidente da Câmara de Educação Superior do CNE. "Temos um bom prazo para as universidades se adaptarem. Não acredito que teremos problema com descredenciamentos."

DIFERENÇAS

Faculdade

Instituto de ensino superior que precisa de aprovação do MEC para ampliar vagas ou cursos; seus diplomas têm de ser registrados por uma universidade.

Centro Universitário

Pode criar novos cursos e vagas sem pedir aprovação do MEC, mas não novas sedes. Não precisa realizar pesquisa.

Universidade

Instituição com autonomia para criar novos cursos, sedes, alterar número de vagas, expedir diplomas. Tem de oferecer ensino, pesquisa e extensão.

Novas obrigações

Para manter ou conseguir status de universidade, a instituição vai precisar ter, no mínimo, um terço do corpo docente de mestres ou doutores e um terço dos professores em regime de tempo integral; 60% dos cursos de graduação reconhecidos pelo MEC ou em processo de reconhecimento; oferta regular de quatro mestrados e dois doutorados reconhecidos pelo MEC.

Mudança causa polêmica com entidade federal

As novas regras para a concessão de status de universidade estão provocando uma polêmica legal com as entidades federais. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) diz ser a favor do texto, mas considera que ele será "inócuo" para as universidades federais. "Do ponto de vista do mérito da questão, é muito importante. Mas do ponto de vista legal, é difícil que ela atinja as federais", afirmou o secretário executivo da Andifes, Gustavo Balduíno. "A norma em si é uma contradição, porque a universidade é criada por lei como entidade jurídica, estabelecendo um reitor e a possibilidade de abrir concursos públicos", explicou o dirigente. "Nenhuma universidade é criada já com doutorado; isso é processo da evolução acadêmica."

A reportagem procurou o MEC para esclarecer o caso, mas recebeu informação de que a secretária de Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci, falaria sobre o tema apenas hoje, em entrevista coletiva.

De forma geral, as universidades federais investem em pesquisa e estão entre as que oferecem maior número de programas de pós-graduação reconhecidos. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, têm 171 mestrados e doutorados, atrás apenas da Universidade de São Paulo (USP), que é estadual.

"Não precisamos de regras para impor que busquemos ter doutorados. Para todas as federais, quanto mais pesquisa, melhor", afirmou Balduíno. A maioria das universidades federais que ainda não cumprem as novas regras foi criada nos últimos cinco anos.

Fontes:
1- Luciana Alvarez, Fábio Mazzitelli / JORNAL DA TARDE - O Estado de S.Paulo, 5 de outubro de 2010;
2. http://www.cmconsultoria.com.br/vercmnews.php?codigo=47538




Já chegamos ao fundo do poço?

        A crise moral, política e financeira que se abateu sobre o nosso país não nos dá a certeza de que já chegamos ao fundo do poço....