3 de outubro de 2011

Comprou um imóvel na planta? Veja os cuidados que você deve tomar

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Hoje muitas pessoas compram o seu imóvel na planta ou em fase de construção. Para isso é de suma importância prestar atenção nas cláusulas contratuais, o que deve ser feito com a ajuda de um profissional habilitado, preferencialmente advogado.
Da mesma forma, na entrega do imóvel, o adquirente do bem deve ser assessorado por um engenheiro para que sejam verificadas se foram cumpridas todas as cláusulas contratuais  no que diz respeito às condições de habitabilidade do imóvel. Isso deve ocorrer quando for assinado o termo de vistoria da sua unidade e das áreas comuns. Neste momento, o comprador deverá exigir que conste do referido termo os chamados vícios aparentes: paredes mal pintadas, portas quebradas, rachaduras, defeitos na cerâmica, entre outros.
É importante ressaltar que tais vícios devem ser reclamados pelo comprador do imóvel no prazo de até 90 dias, conforme dispõe o Código de Defesa do Consumidor, no seu artigo 26º, II.
Superada tal fase, o comprador poderá também reclamar dos vícios ocultos, ou juridicamente chamados de redibitórios, como problemas na rede elétrica, hidráulica e outros imperceptíveis no momento da vistoria, e somente detectados com o uso do bem. Para reclamar esses defeitos, o proprietário também deverá cumprir um prazo. Ele será de 1 ano a contar do momento em que o mesmo foi constatado.
Conforme salientam os especialistas em direito imobiliário,  a questão da segurança e solidez da obra, normalmente ocasionados por infiltrações, umidade grave, perigo de incêndio, entre outros, tem prazo estabelecido por lei em 5 anos. Todavia, conhecido o defeito, o proprietário precisa ajuizar a ação respectiva no prazo de até 180 dias, sob pena de perder o direito de ação contra a construtora e/ou incorporadora.
Segundo o entendimento de nossos tribunais, em especial o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a garantia acima descrita nada tem a ver com a responsabilidade do construtor da obra, cujo prazo só prescreve em 20 anos, desde que o defeito seja comprovado em juízo e  seja de responsabilidade do construtor.
Outro aspecto a ser considerado pelos compradores de imóvel, diz respeito à instalação do condomínio. Considerando que muitas construtoras não têm cumprido o prazo de entrega, tem sido comum a instalação de condomínios sem que todas as unidades tenham sido efetivamente entregues. Neste caso, o condômino que não recebeu a sua unidade, não pode ser coagido a pagar a taxa condominial.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), já decidiu que ”A efetiva posse do imóvel, com a entrega das chaves, define o momento a partir do qual surge para o condômino a obrigação de efetuar o pagamento das despesas condominiais (EDRESP n. 489.647 – RJ. Julgado em 2009).
Portanto o comprador que não recebeu o seu imóvel tem o direito de deixar de pagar as despesas de condomínio, ou pagá-las, e pleitear na justiça a devolução em dobro, com juros e correção monetária.
Ressaltamos que mesmo tendo sido previsto em contrato que a instalação do condomínio poderia ser feita antes da entrega das chaves (imóvel), o comprador poderá arguir na justiça que não pode ser cobrado pela taxa condominial.
Se convocados pela construtora para a instalação do condomínio, os compradores poderão recusar (por maioria simples) a sua instalação, desde que o empreendimento não esteja em condições de habitabilidade; se as chaves não tiverem sido entregues, apesar de as unidades estarem quitadas, ou se o habite-se do imóvel não tiver sido disponibilizado.

Aos leitores recomendamos que repassem para seus amigos: hoje muitas pessoas estão necessitando receber tais informações.

2 de outubro de 2011

O famoso pic pic e ratimbum cantado nos aniversários




Instigado pela minha amiga e leitora Marilena, Guarujá,SP, trago aos meus leitores duas versões que conheço sobre a origem do famoso “pic pic” cantorolado nas festas de aniversários no Brasil.

A primeira dela, afirma que a expressão “ratibum ou ra-tim-bum”, significa “amaldiço-o você”, originada de rituais satânicos.
Folclore? Verdade? Deixo que vocês, meus leitores, façam suas pesquisas a respeito. Aliás, a internet é uma ferramente que lhe permite isso.
Boa pesquisa.
A segunda delas, afirma que o bordão “é pique é pique, é hora é hora, rá-tim-bum”, incorporado no Brasil ao Parabéns a você, é uma colagem de bordões dos pândegos estudantes das Arcadas (como a faculdade também era chamada) da década de 1930. “É pique” era uma saudação ao estudante Ubirajara Martins, conhecido como “pic-pic” porque vivia com uma tesourinha aparando a barba e o bigode pontiagudo. “É hora” era um grito de guerra de botequim: nos bares, os estudantes eram obrigados a aguardar meia hora por uma nova rodada de cerveja –era o tempo necessário para a bebida refrigerar em barras de gelo. Quando dava o tempo, eles gritavam: “É meia hora, é hora, é hora, é hora”.


"Rá-tim-mum", por incrível que pareça, refere-se a um rajá indiano chamado Timbum, ou coisa parecida, que visitou a faculdade – e cativou os estudantes com a sonoridade de seu nome. O amontoado de bordões ecoava nas mesas do restaurante Ponto Chic (que criou o sanduíche Bauru graças a outro estudante de Direito, Casemiro Pinto Neto), com um formato um pouco diferente do que se conhece hoje:“Pic-pic, pic-pic; meia hora, é hora, é hora, é hora; rá, já, tim, bum”

Rá-tim-bum”, por
Essa segunda versão está estribada em uma pesquisa realizada e publicada na revista da FAPESP, páginas 56 e 57 cujo link no rodaé deste post (nota 1)
Leia, também, artigo escrito por Eduardo Cesar Vieira Vita Marchi, perofessor titular de Direito Ronamo da Faculdade do Largo São Francisco (USP), 2002/2006, cuja reprodução digitalizada o leitor poderá conferir no rodapé deste post (nota 2).




Notas:

(1)


(2)








Crédito: Marilena, Guarujá, SP.

1 de outubro de 2011

NO BRASIL CADEIA É PARA OS TRÊS PÊS : POBRE, PRETO E PROSTITUTA

 NÃO, TEM MAIS UM "PE" - DE PROFESSOR



Professor universitário não vai dar aulas e é condenado

Correta a pena aplicada ao servidor público federal, professor universitário, pela prática de crime de improbidade administrativa. É inconcebível que um professor deixe de cumprir o mínimo que dele se espere: dar aulas.
O que soa estranho na notícia que reproduzimos abaixo, é que se condene um professor por improbidade administrativa, quando tal crime é cometido em escala inimaginável por prefeitos, vereadores, deputados, senadores, ministros e eles não são condenados.
Já se dizia na linguagem do povo, e até mesmo do subprocurador de Justiça (vide nota1) que cadeia no Brasil era apenas para três pés (pobre, preto e prostituta).
Ao ler  notícia chegamos à conclusão que temos que incluir agora mais um "pe" – de professor.
Lastimável.
Vamos a notícia:
Justiça Federal determina multa e devolução dos salários de servidor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Por faltar às aulas, um professor universitário de Direito foi condenado pela Justiça Federal de Minas Gerais. Servidor federal, ele foi enquadrado no crime de improbidade administrativa. O nome do docente não foi divulgado pelo Ministério Público Federal (MPF), responsável por investigar o caso.
Além de perder o cargo na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), cidade a 535 quilômetros de Belo Horizonte, o professor também deverá pagar uma multa cujo valor não foi informado, mas representa seis vezes o salário do professor. Ele também está proibido de ser contratado pela UFU por um período de 10 anos e terá de ressarcir integralmente o dano causado aos cofres públicos, já que recebeu remuneração sem prestar o serviço correspondente.
O juiz federal de Uberlândia Gustavo Soratto Uliano considerou as faltas ato de improbidade administrativa "que importou em enriquecimento ilícito, causou dano ao erário e atentou contra os princípios da administração pública". A condenação tem como base os artigos 9º, 10 e 11 da Lei 8.429/92, que trata da improbidade administrativa.
O réu da ação do MPF era professor efetivo da cadeira de Direito Processual Civil Execução e Cautelar e por faltar muito às aulas teve sua conduta investigada no ano de 2006. O iG entrou em contato com a universidade, por meio da assessoria de imprensa, mas ninguém comentou oficialmente o caso até o final da tarde desta sexta-feira (30).
"No decorrer da investigação, o MPF recebeu e teve acesso a inúmeros documentos que atestavam a inassiduidade do réu às aulas que deveria ministrar nas turmas do 4º ano de Direito. Por meses seguidos, durante mais de dois anos, verificou-se que era frequente a ausência injustificada do professor", informou a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal. O professor justificou as faltas em decorrência de "atividades na advocacia" e "por motivos de saúde".
Na sentença, o juiz federal destaca que a conduta do professor "retrata um lamentável descaso do requerido, servidor público (professor universitário), em relação ao cumprimento de seus deveres institucionais junto à Universidade Federal de Uberlândia. E chama a atenção para o fato de que o descaso não se limitava às constantes ausências. O requerido sequer entregou os diários de classe referentes ao ano letivo de 2007".

Enquanto isso, o famoso caso do mensalão sequer há previsão de ser julgado em 2012. Quem afirma é o presidente do Supremo Tribunal Federal. Veja:

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2011/10/01/04028D1C3362CC892326.jhtm?stf-nao-garante-votacao-do-mensalao-em-2012-04028D1C3362CC892326

Fonte: Portal Secom
Notícia disponibilizada no Portal
Nota 1:

Sob um governo que prende injustamente, o lugar de um homem justo também é na cadeia.

Cursos de Direito com Zero de Aprovação na OAB

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Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), através de seu secretário-geral Marcos Vinicius Furtado Coelho, divulgou que deverá enviar ao Ministério da Educação (MEC) a lista das faculdades que não tiveram nenhum candidato aprovado nos seus últimos três exames. "O ideal é que o MEC tome alguma providência para garantir uma qualidade mínima no ensino”, disse, sem, contanto, informar o número de instituições que se enquadram nessa situação.

Fonte:


Nota:
Alguns cursos de Direito já avaliados pelo Ministério da Educação estão sendo obrigados a assinar um Termo de Saneamento das Deficiências, por meio do qual assinaram um termo de compromisso que deverão ser implantadas até o retorno de uma nova Comissão de Avaliação das Condições de Ensino/MEC.

Certamente essas instituições que serão listadas pela OAB passarão por situação semelhante.

Pós-graduação de graça para professores da rede pública






O ministro da Educação e pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira (30) a criação de um Fies do professor, por meio do qual os docentes de escolas públicas poderão fazer cursos de mestrado e doutorado em educação de graça em instituições privadas.
O anúncio foi feito durante um evento sobre educação infantil, feito pelo sindicato municipal dos trabalhadores na educação infantil de São Paulo.
Segundo o MEC (Ministério da Educação), o regulamento do programa será definido nos próximos dias, mas, a princípio, o professor que trabalhar na rede pública terá a dívida abatida automaticamente.
Haddad assumiu a pré-candidatura no começo de agosto e tem feito, desde então, anúncios de impacto na área da educação.

Durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no começo do mês, Haddad disse que pretendia distribuir tablets para alunos de escolas públicas a partir de 2012. Ele não soube dizer, na época, quantos equipamentos seriam comprados, mas afirmou que o volume seria de centenas de milhares.

No dia 13, o ministro tornou público que o MEC estuda ampliar o total de dias letivos nas escolas brasileiras atualmente, em 200 dias. "Ou ampliamos o número de horas por dia ou, caso não haja infraestrutura para isso, aumentamos o número de dias letivos. Mas essas alternativas não são excludentes", afirmou Haddad, na época.

Questionado, o MEC afirmou que não há relação entre a pré-candidatura e os anúncios.

Fonte: Portal Uol - Educação

BEBA A VONTADE E NÃO FIQUE BEBADO!



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Pesquisadores australianos e parceria com outros dos Estados Unidos estão em testando uma pílula capaz de permitir que você beba e não fique bêbado.

Se hoje, especialmente os jovens, já bebem demais apesar das consequências do pós, imaginem se der certo essa experiência.

As indústrias de bebidas devem estar investindo uma fábula de dinheiro nessa pesquisa. Por outro, os fabricantes de bafômetros devem estar torcendo para que não se chegue ao resultado esperado.

É esperar para ver.

Leia a notícia completa no link abaixo:



O Ministério da Cultura quer a sua opinião



    
Consulta pública quer sugestões às metas sugeridas para o Plano Nacional de Cultura.
O Ministério da Cultura abriu, deste a última quarta-feira (21), consulta pública para receber sugestões às metas propostas para o Plano Nacional de Cultura (PNC), como prevê a Lei nº 12.343/2010.
O intuito da consulta é angariar contribuições de gestores públicos e da sociedade civil para o processo de construção das metas que conduzirão as políticas públicas na área cultural, enquanto durar o PNC, no prazo de 10 anos.
A consulta pública ficará em vigor até o dia 20 de outubro e, após esse período, membros do Ministério da Cultura e do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) estarão reunidos para a concretização das metas, que serão publicadas em dezembro. Os interessados que desejam enviar contribuições podem acessar o site do Ministério da Cultura.
Fonte:

Publishnews

O amor é cego e bestial

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Um professor universitário do curso de Direito da Uniceub (Centro Universitário de Brasília) matou a tiros uma aluna de 24 anos e entregou o corpo dela na 27ª delegacia no Recanto das Emas, por volta das 18h de sexta-feira (30).

Segundo a polícia civil, o professor matou a estudante porque não aceitava o fim do relacionamento que mantinha com ela.

Em depoimento à polícia, o professor disse que esperou a estudante no pátio da universidade para conversar, por volta das 16h. Ele assumiu a direção do carro da vítima e fora da universidade disparou três tiros contra a estudante -- dois na cabeça e um no tórax.

Depois do crime, o professor levou o corpo da vítima à delegacia, onde se entregou e disse aos policiais que estava arrependido.

Fonte:

PIADAS: IMPOSSÍVEL TRADUZÍ-LAS.





Fui jantar na casa de um amigo que completava mais um ano de vida. Poucos amigos, mas presentes um casal de italianos e outro de bósnios. Quatro línguas faladas o tempo todo: português, bósnio, italiano e inglês (os bósnios também se comunicavam em inglês).

Tudo corria bem, com alguns tradutores de plantão, e a comunicação fluía sem maiores problemas. Durante todo esse tempo, a conversa girou sobre questões do dia a dia, ou que demandaria interpretações maiores.

Em um dado momento, todavia, ficou convencionado que era hora de contar piadas.

Foi uma tragédia!

Imaginem um brasileiro contando uma piada que era simultaneamente traduzida para os bósnios e italianos. Ou um bósnio contando a sua, que por sua vez era traduzida para o português e para o italiano, e o italiano contando que era traduzida para os brasileiros e para os bósnios em inglês.

Garanto que foi muito divertido, mas não sei se dei bastante risada das piadas em si, ou das fisionomias dos bósnios e dos italianos a cada piada contada.

Cheguei à seguinte conclusão: não se pode traduzir uma piada.

IDOSOS NÃO TEM VEZ NO MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL


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Trabalho diariamente com CEOs e executivos de primeiro nível nas empresas e ainda me assusto quando vejo a forma como os profissionais mais seniores encerram suas carreiras no mercado de trabalho tradicional. Ou melhor, a forma como eles são quase expulsos das corporações.
De repente, quando completam por volta de 60 ou no máximo 65 anos de idade, eles deixam de servir para liderar as empresas. O argumento é que a organização precisa de oxigênio, de gente nova, e que a falta de renovação no primeiro nível entope a estrutura de cima para baixo.
Por um lado faz sentido. É fato que pessoas mais jovens são importantes para oxigenar as empresas. Mas eu penso que, se os 40 anos de hoje equivalem aos 20 de duas décadas atrás, um executivo de 60 anos também deveria equivaler ao de 40. Infelizmente, impera ainda a mentalidade de que uma pessoa de 60 anos está perdendo energia e tende a estar defasada em relação ao que o mercado exige atualmente dos grandes líderes quando comparados aos mais jovens.

O que eu observo, entretanto, é que existem muitos profissionais que, a esta altura da vida, estão no seu auge da produção, conhecimento e energia. E, ao contrário do que se diz, são extremamente atualizados, flexíveis e bem informados. Apesar de oriundos de outra geração, são pessoas com uma capacidade enorme de agregar valor por seu conhecimento, ampla e variada experiência e rede de contatos.
A reflexão que eu provoco é: será que a idade deveria ser o limitador para essa transição? A cada dia que passa me convenço que deveríamos avaliar a possibilidade de desenvolvermos um olhar mais individualizado nesse processo. Conforme definiu Robert Critchley no livro "Reavaliando Sua Carreira" (Ed. Campus, 2002), cada pessoa é única e o sucesso profissional conquistado, independente de idade, tende a ser um resultado de sua flexibilidade ou inflexibilidade no trabalho.

No fundo, as organizações têm muito a amadurecer quando o assunto é liderança e sucessão. Fala-se muito, o discurso é crescente, mas na prática há um longo caminho a percorrer. Outro aspecto que me chama a atenção é que, preocupadas em resolver seus problemas de curto prazo durante a fase de transição dos seus principais executivos, a maioria das empresas não se foca em reter o conhecimento e as relações que seu principal líder possuía.

Os gestores de RH e, quando existem, os comitês responsáveis pela sucessão, deveriam se preocupar em realizar uma transição de longo prazo para que esse conhecimento seja transmitido ao sucessor. Além disso, a renovação não significa ignorar os pontos positivos de quem está saindo.


Quando não é possível contar com esse tempo de transição, a organização tem ainda outras possibilidades de se aproveitar desse conhecimento e experiência mantendo o profissional de alguma forma próximo da companhia como membro do conselho de administração ou consultor. O único problema ao transformar um CEO em presidente do conselho -movimento muito comum no mercado -, é que os papéis são mais difíceis de serem separados e muitas vezes o ex-CEO tem dificuldades em deixar a operação, o que não é positivo para a organização nem para o novo líder O importante é que tudo aquilo que fora acumulado pelo profissional nos diferentes ciclos de carreira ao longo da vida e os seus pontos fortes identificados depois de tantos anos de janela possam ser agregados novamente, só que em outra formatação. O conhecimento adquirido precisa ser aproveitado não apenas pelo sucessor, mas deve ser de fácil acesso a todos os que se beneficiariam, de alguma forma, dessa sabedoria. Os sábios deveriam poder ser eternamente consultados pelo povo.

Vale o questionamento por parte dos profissionais experientes: "Quais investimentos que fiz nessa minha evolução que me dão a licença de exercer o papel de sábio, de forma a ajudar as novas gerações a fazer reflexões importantes no dia-a-dia?"

Com as mudanças que vêm ocorrendo no meio empresarial, estamos perdendo os sábios e os contadores de histórias - pessoas que sempre tiveram papel fundamental na transmissão dos valores e da cultura organizacional. Não podemos nos livrar dos sábios! Se você encontrar um deles pelo caminho, não o deixe ir embora assim tão fácil.

Fonte:
Vicky Bloch é professora da FGV, do MBA de Recursos Humanos da FIA e fundadora da Vicky Bloch Associados
Jornal Valor Econômico
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Brasil 1.240 x resto do mundo 1.100

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Há tempos ouço dizer que o Brasil tem mais faculdades de Direito do que o restante do mundo. Sempre recebi informações desse tipo com cautela, pois nunca havia lido pesquisa alguma acerca do tema. Sou como São Tomé: preciso ver para crer.

Quando alguém tocava no assunto, imaginava que a conta feita fosse um comparativo entre países. Segundo minha concepção, o Brasil teria mais faculdades do que as demais nações consideradas individualmente.

Tempos atrás, contudo, fui surpreendido com uma notícia estarrecedora. A informação é daquelas que, de tão fantástica, parece lenda urbana. A fonte, no entanto, é pessoa acima de qualquer suspeita: Jefferson Kravchychyn, integrante do Conselho Nacional de Justiça. Segundo o conselheiro, o Brasil tem mais faculdades de Direito do que o resto do mundo junto. Quando li a reportagem pensei que tivesse faltado alguém na conta, mas estava equivocado. Estão incluídos, os EUA, a China, a Índia e os continentes europeu e africano.

O placar é: Brasil 1.240, resto do mundo 1.100. A vitória, no entanto, não deve ser comemorada. Deve ser vista como derrota. Certamente não é o restante do mundo que está atrasado, mas sim o Brasil.

Os outros países têm menos cursos de Direito justamente porque atribuem ao ensino uma relevância maior do que o Brasil. A importância atribuída à educação reflete-se na excelência de suas universidades.

Em nosso País, a educação é desprezada. Cursos como o de Direito sofrem grande procura e apresentam um baixo custo. São fonte de lucro para instituições que não têm preocupação alguma com a qualidade de seus egressos.

Dezenas de faculdades ruins formam profissionais que jamais poderiam ingressar no mercado. Felizmente, a OAB tem efetuado um controle rigoroso para o ingresso em seus quadros, por intermédio do Exame de Ordem. É somente isso que evita que o Brasil tenha mais advogados que o resto do mundo junto.

É incrível que, apesar desse tipo de evidência, ainda exista quem queira o fim do exame. Nessa disputa entre Brasil e o resto do mundo, torço pelos estrangeiros. Espero que eles vençam e nos ensinem que o estudo do Direito é coisa séria.

Por Marcelo Harger,
advogado (OAB-SC nº 10.600B)

Publicado no
www.espacovital.com.br



Já chegamos ao fundo do poço?

        A crise moral, política e financeira que se abateu sobre o nosso país não nos dá a certeza de que já chegamos ao fundo do poço....