1 de setembro de 2013

BOMBA, BOMBA – MENSALEIROS IRÃO PARA HOTEL DE LUXO



Governo  transforma hotel de luxo em cadeia, para que mensaleiros cumpram  pena


Mensaleiros cumpriram pena em hotel de luxo



O Diário Oficial da União divulgou hoje a desapropriação do hotel Unique Garden Spa & Resort, que funciona na cidade de Mairiporã, São Paulo, que será transformado em presídio de segurança máxima.

No referido estabelecimento prisional, os condenados pelo escândalo que ficou conhecido por “Mensalão” cumprirão as penas em regime fechado. Segundo o ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, “a iniciativa faz parte de um projeto que tem por objetivo garantir mais dignidade aos brasileiros que cumprem pena. A dignidade da pessoa humana é um princípio constitucional”, afirmou.

Questionado sobre o motivo pelo qual o projeto somente será iniciado quando os mensaleiros forem conduzidos à prisão, Eduardo explicou que “foi uma grande coincidência. Já pensamos nisso há muito tempo, mas só agora foi possível viabilizar”.

O ministro lembrou que as cadeias brasileiras estão entre as piores do mundo. “Essa situação foi inclusive constatada pelo presidente do Supremo (Tribunal Federal). 

Está na hora de mudar essa triste realidade”, concluiu.

FONTE:
Texto recebido por e-mail, publicado:

http://joselitomuller.wordpress.com/2013/08/09/governo-transforma-hotel-de-luxo-em-cadeia-para-que-mensaleiros-cumpram-pena/ 



O fim do STF e do Brasil.







Nas próximas semanas, estará, definitivamente, selado o futuro de nosso País: ou os Ministros do Supremo confirmam o julgamento que eles mesmos fizeram sobre os crimes cometidos pelos mensaleiros e pelos PTistas apóstatas, ou voltam atrás e escancaram a impotência de nosso País em continuar a ser um País livre, justo e democrático!

E nada oportuno que rever um texto de Carlos Chagas, escrito há mais de três meses:


(*) CHAGAS: SOCORRO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Serão desastrosas as consequências, se os mensaleiros conseguirem convencer a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal a iniciar o segundo tempo do julgamento do maior escândalo político nacional, dando o dito pelo não dito e o julgado por não julgado, na apreciação dos embargos apresentados até quinta-feira.

Primeiro porque será a desmoralização do Poder Judiciário, tendo em vista que os réus já foram condenados em última instância, em seguida a exaustivas investigações e amplas condições de defesa. 

Depois, porque como reação a tamanha violência jurídica, Joaquim Barbosa poderá renunciar não apenas à presidência do Supremo, mas ao próprio exercício da função de ministro. Esse rumor tomou conta de Brasília, ontem, na esteira de uma viagem que o magistrado faz a Costa Rica, de onde retornará amanhã. 

Se verdadeiro ou especulativo, saberemos na próxima semana, mas a verdade é que Joaquim Barbosa não parece capaz de aceitar humilhações sem reagir. Depois de anos de trabalho como relator do processo, enfrentando até colegas de tribunal, conseguiu fazer prevalecer a Justiça, nesse emblemático caso em condições de desmentir o mote de que no Brasil só os ladrões de galinha vão para a cadeia. Assistir de braços cruzados a negação de todo o esforço que ia redimindo as instituições democráticas, de jeito nenhum.

Em termos jurídicos, seria a falência da Justiça, como, aliás, todo mundo pensava antes da instauração do processo do mensalão. Em termos políticos, pior ainda: será a demonstração de que o PT pode tudo, a um passo de tornar-se partido único num regime onde prevalecem interesses de grupos encastelados no poder. Afinal, a condenação de companheiros de alto quilate, por corrupção, ia revelando as entranhas da legenda que um dia dispôs-se a recuperar o país, mas cedeu às imposições do fisiologismo. 

Teria a mais alta corte nacional mecanismos para impedir esse vexame? Rejeitar liminarmente os embargos não dá, mas apreciá-los em conjunto pela simples reafirmação de sentenças exaustivamente exaradas, quem sabe? Declaratórios ou infringentes, os recursos compõem a conspiração dos derrotados. Vamos lutar com a única arma que nos resta, divulgando!!! 

Nota:

(*) Carlos Chagas, Tribuna da Imprensa

E mais:

“Somos o único caso de democracia no mundo em que condenados por corrupção legislam contra os juízes que os condenaram. Somos o único caso de democracia no mundo em que as decisões do Supremo Tribunal podem ser mudadas por condenados”.

“Somos o único caso de democracia no mundo em que deputados, após condenados, assumem cargos e afrontam o judiciário”.

“Somos o único caso de democracia no mundo em que é possível que, condenados, façam seus habeas corpus, ou legislem para mudar a lei e serem libertos”.

Frases do Ministro Joaquim Barbosa

31 de agosto de 2013

BRASIL : RECORDES







Brasil tem pizza mais cara do mundo
http://vejasp.abril.com.br/materia/pizza-paulistana-e-a-mais-cara-do-mundo

Congressita do Brasil é segundo mais caro do mundo
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/02/17/congressista-do-brasil-e-2o-mais-caro-do-mundo/

Brasil tem ingressos de cinema entre mais caros do mundo
http://fgvnoticias.fgv.br/node/4021
Brasil tem maior carga de impostos trabalhistas do mundo

Brasil tem CARROS mais caros do mundo

Brasil tem maior quantidades de pedágios por km no mundo

Brasil tem IPAD mais caro mundo

APPLE STORE do Brasil é a mais cara do mundo

Brasil é o país com mais homicídios de jovens do mundo, segundo UNICEF

Brasil campeão mundial em homicídios... 45 mil por ano

Brasil é o país onde se consome mais REMÉDIOS FALSIFICADOS no mundo

Brasil tem maior carga de impostos em telecomunicação

Brasil é o país que mais desmata no mundo

Brasil tem bicicletas mais caras do mundo

Brasil em segundo lugar no ranking de vitimas fatais de moto

Brasil tem tarifa de celular mais cara do mundo

Brasil tem maior carga de impostos indiretos do mundo

Brasil tem terceiro BIG MAC mais caro do mundo

67 cidades brasileiras tem mais mortes que o Iraque em guerra

ONU diz que Brasil é país onde mais se mata no mundo



Nota:

Recebi o texto por e-mail de uma amigo.

24 de agosto de 2013

Rede de Espionagem dos Estados Unidos






               

O governo da presidente Dilma e muitos políticos brasileiros demonstraram muita preocupação com as denúncias sobre a existência de uma rede de espionagem criada pelo governo dos Estados Unidos e que a mesma teria sido montada também no Brasil.

Segundo o jornal O Globo “a espionagem teria atingido também o Brasil. A matéria fala que milhões de telefones e e-mails de cidadãos brasileiros teriam sido monitorados, a partir de uma base de espionagem por satélite em Brasília, e que teria funcionado pelo menos até 2002. Os escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas também teriam sido alvos de espionagem”.

Tal fato não é novo. Segundo o site Olhar Digital, “o governo brasileiro já sabia dessa rede de espionagem desde 2001. Nada fez e agora se mostra indignado com a reportagem que divulgou as informações vazadas pelo ex-agente americano Edward Snowden”. 

Em matéria divulgada pelo site Diário da Rússia, a nossa presidente Dilma afirmou que “A espionagem atinge nossa soberania e direitos inalienáveis da nossa população. Defendemos a preservação de nossa soberania e privacidade de nossos cidadãos e empresas. Devemos também adotar medidas pertinentes para coibir a repetição dessas situações”.

Segundo o mesmo site, os países que teriam sido visitados pela espionagem teriam sido o Brasil, Colômbia, México e a Bolívia.

Ouvidos no Senado três dos atuais ministros do governo brasileiro admitiram a fragilidade do sistema de defesa de informações sigilosas no Brasil. Um deles chegou a afirmar que a solução seria o desenvolvimento de tecnologias nacionais e um novo satélite brasileiro.

Diante disso, podemos concluir, sem medo de errar, que a solução para tamanha incompetência é a volta de velha e útil máquina de escrever, como alias tem sido já adotada por outros países.

Não podemos concordar com a espionagem americana, mas se a tal “caixa preta” fosse aberta certamente o STF teria que abrir e julgar muitos outros “mensalões”.

Fonte




       


18 de agosto de 2013

Quem vence : Barbosa X Lewandowski ou a Justiça brasileira?






As constantes desavenças entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, ocorridas ao longo do julgamento do mensalão, tem dividido a opinião de juristas. Creio, por outro lado, que a maioria do povo brasileiro se posicione ao lado do Ministro Joaquim Barbosa, rejeitando, a postura adotada por Lewandowski em suas intervenções naquele julgamento.

Em nota publicada no portal Terra, magistrados (membros da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra)) criticaram a postura do presidente do STF Joaquim Barbosa. Diz a nota:

 “... o Código de Ética da Magistratura estabelece entre os deveres dos magistrados a urbanidade e a cortesia para com colegas e que as insinuações feita por Joaquim Barbosa naquela julgamento, em referência a postura adotada por Lewandowski não contribui para o debate e pode influir negativamente para o conceito que se possa ter do próprio tribunal, pilar do Estado Democrático de Direito”. 

Se nossa análise for feita apenas como leigos, e é isso o que tem sido feito pelo povo brasileiro por meio das redes sociais, não resta menor dúvida de que Joaquim Barbosa vai figurar como herói e Lewandowski como vilão. Mas se olharmos como operadores do Direito, certamente iremos concluir de que ambos estão deixando que o calor de uma rusga pessoal, o façam esquecer de que são obrigados a respeitar um código de ética e, com o máximo de rigor, todos os preceitos jurídicos que podem e devem ser aplicados àquele julgamento.

Diante de tudo isso, e no momento em que a sociedade brasileira está cada vez mais incrédula com os poderes constituídos, espera-se que o STF, órgão máximo da Justiça brasileira, não venha perder a credibilidade que ainda ostenta e que foi ratificada com o julgamento do mensalão.

De nossa parte esperamos que a vitória seja da Justiça brasileira, e não de qualquer dos juízes que hoje ocupam as cadeiras dos STF.


11 de julho de 2013

Obrigar alunos de medicina a trabalhar no SUS é inconstitucional, dizem especialistas






Não posso deixar de divulgar no meu blog a matéria publicada na Revista Veja, que trouxe a opinião de grandes mestres do Direito Constitucional a respeito da pretensão do governo federal de alterar o critério de graduação dos médicos.

Vamos a elas, reproduzindo na íntegra a matéria:

A medida provisória anunciada nesta segunda-feira pelo governo, que amplia a grade curricular dos cursos de medicina, obrigando os alunos a trabalhar para o Sistema Único de Saúde (SUS) é inconstitucional. Segundo especialistas ouvidos pelo site de VEJA, o único serviço público obrigatório previsto na Constituição é o militar. 

Fora ele, nenhuma função deve ser exercida compulsoriamente — inclusive a atividade médica, independentemente se praticada por um profissional ou por um estudante. Há ainda outro porém: o aluno que trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) terá de cumprir deveres de um profissional, mas receberá apenas uma bolsa por isso. Assim, ele não terá garantido nenhum outro direito trabalhista, como férias, décimo terceiro salário ou licença maternidade.

“Ninguém é obrigado a exercer uma função por força de lei, a única exceção é o serviço militar obrigatório, previsto na nossa Constituição”, diz Miguel Reale Júnior, jurista e ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso. “A medida fere a Constituição na medida em que estabelece um constrangimento ilegal, de serviço obrigatório.”

Segundo o advogado Eduardo Kroeff Machado Carrion, professor titular de direito constitucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), é possível interpretar que a medida viole o inciso XIII do artigo 5º da Constituição, que diz ser `livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. “No entanto, a proposta do governo impõe uma condição para a obtenção do diploma, e não exatamente para o exercício profissional, já que estamos falando de estudantes. Existe uma controvérsia na hora de definir até que ponto a proposta pode ser entendida como uma restrição ao exercício profissional”, diz.

Para Reale Júnior, no entanto, a medida fere, sim, a Constituição brasileira, mesmo de tratando de algo específico da grade curricular do curso de medicina — e não de um serviço profissional. `A medida seria inconstitucional mesmo se os médicos fossem obrigados a trabalhar no SUS depois de formados.` A questão não difere para alunos que cursam faculdades públicas ou privadas: nos dois casos, a obrigatoriedade do serviço é inconstitucional.

Ensino — Para o jurista Reale Júnior, a medida do governo usa como desculpa a complementação da grade curricular dos cursos de medicina para obrigar mais pessoas a prestar serviços para o SUS. “Visivelmente, a medida não é para complementar a formação do médico.” O advogado Carlos Ari Sundfeld, professor da Escola de Direito da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, também entende a MP como inconstitucional. “É uma requisição de serviços, não uma atividade acadêmica”, diz. “Uma coisa é alterar a grade curricular do curso de medicina com o objetivo de melhorar o ensino médico. Mas essa medida estabelece a mudança para suprir uma deficiência do sistema de saúde, e não para complementar o ensino dos alunos. Os alunos serão obrigados a trabalhar para obter o diploma. É uma espécie de chantagem.”

Supervisão — Um dos pontos questionáveis da medida, acredita Sundfeld, é como a supervisão do aluno será feita. “Como alguém que estuda em uma universidade de São Paulo será supervisionado por sua instituição trabalhando em um hospital do Amazonas? O que é supervisão para o governo? Assinar um papel? Isso é fraude.” Para o especialista, um estágio obrigatório remunerado fere ainda os direitos trabalhistas previstos na Constituição brasileira. “O sujeito será obrigado a trabalhar no SUS sem direito a férias remuneradas, 13º ou licença maternidade, pois ele não será um profissional, mas sim estudante. O governo quer arrumar profissionais no SUS pagando uma bolsa, mas sem direitos trabalhistas. São, portanto, profissionais mais baratos.”

A alteração na grade curricular ter sido feita por meio de uma medida provisória também é alvo de críticas. `É inconstitucional que uma medida provisória seja feita para algo que só será colocado em prática em 2015`, diz Reale Júnior. De acordo com o jurista, uma MP deve ser usada somente em casos de medidas urgentes, para situações que precisam de uma solução rápida. `Como algo urgente entra em vigor só em 2015?`

Para Sundfeld, os erros constitucionais do governo são motivos suficientes para que a medida não seja colocada em prática. “O governo supõe que todas as universidades participarão da fraude que ele montou, ou seja, que essas instituições vão monitorar alunos sobre os quais não têm controle. Não acredito que as escolas de medicina participarão dessa fantasia.”

Fonte:

Da Redação - Saúde Pública - Revista Veja - 10/07/2013 - São Paulo, SP.

9 de julho de 2013

O peso da estagiocracia






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Em algum lugar do mundo, um juiz de primeiro grau - que está com a jurisdição em dia - sai do seu trabalho, atravessa a pé duas avenidas movimentadas e sozinho vai almoçar num restaurante movimentado, defronte a uma praça.

Ao lado, numa mesa maior, há um grupo. São assessores e estagiários que trabalham na corte - percebe o anônimo magistrado.

Sem discreção, os cinco jovens comentam como enfrentam as pilhas no tribunal, como decidem controvérsias, como solucionam situações modelares e como leem contratos enormes com letras pequenas. 
E também falam em (in) assiduidade de seu superior hierárquico.

Menos de uma hora depois, desenxavido, o juiz - que testemunhou a conversa - está de volta ao seu gabinete. Faz as contas de quantos meses faltam para a sua aposentadoria e, compungido, no fim da tarde, revela à esposa e à filha (ela está preparando concurso público na área do Direito) - que, em "x" meses, ele vai se aposentar, envergonhado.

É a terceirização da prestação jurisdicional. Ou, para sermos mais explícitos, o crescimento jurisdicional da estagiariocracia.

Sabendo do fato, um dia depois um procurador de justiça avalia que "o que preocupa também, além do crescimento, é o peso da estagiariocracia".

Fonte:



6 de julho de 2013

O poder dos estagiários



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A frase é do procurador de justiça Lênio Luiz Streck: "os estagiários dão sentenças, fazem acórdãos, pareceres, prendem, soltam, elaboram contratos de licitação, revisam processos...".

Escrita, em um artigo, há quase dois anos (setembro de 2011), a afirmativa continua rigorosamente atual. Na semana passada, numa rede social - num grupo que se intitula "comissão de assessores e estagiários" - duas dentre as dezenas de mensagens, sobre o assunto, que circularam na web foram instigantes.

"Daqui da minha mesa vislumbro a colega auxiliar de juiz atarefada e preocupada com algumas dezenas de decisões por fazer. Especialmente aquelas que a Corregedoria Geral da Justiça procurou, com um click em seu sistema, relembrar-nos que os processos estão conclusos há mais de 90 dias" - relatou uma assessora.

Logo um jovem estagiário repicou: "eu fiquei aliviado, já que nesta lista da CGJ não constavam processos conclusos para sentença há mais de um ano, pois, se houvesse, o atucanado seria eu".

Como já arrematara o procurador Streck, "os estagiários ainda não assumiram o poder porque não estão bem organizados. Deveriam aderir à CUT. Em alguns anos, chegariam lá".

O vaticínio final dele é de que "um dia desses veremos os muros pichados com a frase ´
todo o poder aos estagiários”.


Leia o artigo de Lênio L. Streck:
Por Lênio Luiz Streck,
procurador de Justiça (*)

Respeito muito os estagiários. Valorosa classe. Ainda não assumiram o poder porque não estão bem organizados.

Deveriam aderir à CUT. Em alguns anos, chegariam lá. Dia desses veremos os muros pichados com a frase: “todo o poder aos estagiários”.

Eles dão sentenças, fazem acórdãos, pareceres, prendem, soltam, elaboram contratos de licitação, revisam processos...

Respeito profundamente os estagiários. Eles estão difusos na República. Jamais saberemos quantos são. E onde estão. Algum deles pode estar com você no elevador neste momento. Ou em uma audiência. Ou no Palácio do Governo.

E pode estar controlando o seu vôo. Uau!

A Infraero tem muitos estagiários. Torço para que eles sejam tão bons quantos os que estagiam no meu gabinete. Estagiários de todo mundo: uni-vos. E estocai comida. E indignai-vos face à exploração a que estão submetidos.

Quando chegardes ao poder, por favor, poupem-me! Sou da “base aliada dos estagiários”. Mas não fico exigindo liberação de emendas parlamentares.

Eu apoio sem chantagear! E não peço para a “base aliada” colocar minha mãe no TCU. E nem mando a conta do dentista. E não moro em hotel pago por um escritório de Advocacia.

E nem recebo o presidente da Petrobrás no meu quarto. Aliás, nem o conheço.

Lenio@Leniostreck.com.br

(*) Publicado originalmente no jornal O Sul, em 20.09.2011.

Fonte:

Publicado no site:

www.espacovital.com.br

2 de julho de 2013

Um dos dois Machado fora!




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                                       Charge de Gerson Kauer



Numa comarca interiorana (RS), está na pauta de audiências o processo de uma separação judicial litigiosa. 

Detalhes importantes: o nome do homem é ´fulano´ Machado; o da mulher, ´beltrana´ Machado.

O então juiz Moacir Leopoldo Haeser, após várias ponderações, consegue a conciliação total entre os litigantes.

Para que o termo de acordo seja detalhadamente datilografado pelo escrevente, o magistrado cautelosamente pergunta à mulher:

- A senhora quer continuar usando o nome completo de casada, ou deseja voltar ao nome de solteira?

A separanda fica em dúvida, conversa com o advogado e, então, responde convicta:

- Quero voltar a me chamar como era antes do casamento!...

Para ditar a sentença contendo a mudança de nome, o juiz olha a certidão de casamento e constata que o sobrenome de solteira dela também era...Machado!

Ante a coincidência, o juiz alerta que, ainda assim, a mulher continuará a se chamar ´beltrana´ Machado.

A separanda acaba com o contexto:

- Não tem problema, doutor. O que eu quero, mesmo, é tirar fora o Machado dele. Eu quero ficar só com o meu Machado...

Fonte:


Romance forense | Publicação em 28.06.13


22 de junho de 2013

DILMA ALGUMA COISA ESTÁ ACONTECENDO







Sra. Rousseff, alguma coisa acontecendo


Nunca gostei da postura política de Fernando Gabeira. Mas não posso deixar de reproduzir no meu blog o seu texto publicado no site Espaço Vital. Muito bom.

Alguma coisa está acontecendo e eu não sei exatamente o que é. Antes dos conflitos de mano Brasil, recebi o livro de Manuel Castells, "Redes de Indignação e Esperança". Castells é professor numa universidade da Califórnia e dedica-se ao estudo das redes e sua importância neste início do século. Examinou a Primavera Árabe, o Occupy Wall Street, o movimento dos indignados na Espanha e o caso da Islândia.

Antes mesmo desses movimentos, Castells via nas redes o caminho por meio do qual uma nova geração de ativistas buscaria mudança política fora do alcance dos métodos habituais de controle político e econômico. Segundo Castells, esses movimentos são mais voltados para explorar o sentido da vida do que para conquistar o Estado capitalista.

Essa observação é, para mim, curiosa. Nos anos 6o, alguns, como eu, transitaram do existencialismo para o marxismo. Agora, o existencialismo parece estar de volta. De novo, uma parcela da juventude sai em busca do sentido: conectar as mentes, criar significados, contestar o poder é a frase que Castells utilizou para sintetizar o programa dessas redes.

Se isso é verdadeiro para o Brasil, os R$ 0,20 de aumento dos ônibus foram apenas um dos pretextos para expressar a revolta. E os grupos da esquerda clássica, apesar de seu estardalhaço, funcionam aí apenas como aquelas lavagens na pedra que dão aparência de velho ao jeans que acaba de ser fabricado.

Criar significados em política significa também colocá-los na mesa para o debate. Não posso, por exemplo, condenar o Movimento Passe Livre porque no passado apoiei a tese do fim do passaporte no mundo. Até que me deparei com a gigantesca realidade da imigração internacional. A inquietação com o transporte coletivo pode ser existencialmente resolvida com a palavra de ordem passe livre. Mas apenas ela não muda a realidade dos que usam ônibus no Brasil.

O preço é amparado no aumento da inflação, que não deveria ser a única referência. Conforto, pontualidade, respeito ao usuário, condições de trabalho
dos motoristas, tudo precisa ser monitorado. Mas existe uma cumplicidade histórica de vereadores e deputados com as empresas de ônibus. No Rio de Janeiro, por anos, houve até pagamento mensal na Câmara. Mensalinho, mensalão, olha pro céu olha pro chão.

Lutar só pelo passe livre nos remete a um ônibus utópico. O que fazer com pessoas esgotadas depois de um dia de trabalho? Dizer, ano após ano, “coragem, irmão, o reino de Deus está próximo”?

A única cidade que adotou o passe livre, Porto Real, no Rio de Janeiro, o fez para atrair grandes empresas que queriam se instalar lá: Coca Cola e Citroen Peugeot. Foi um cálculo econômico e eu vou lá para estudar o caso.

Um dos aprendizados mais importantes para a geração que saiu às ruas no passado é o compromisso com a democracia, o que significa rejeitar a tese de que os fins justificam os meios. A violência derruba as melhores intenções. Ela é o inimigo interno que corrói a simpatia popular e acaba esvaziando as ruas. Em alguns lugares do mundo, governos usam provocadores infiltrados para desmoralizar o adversário.


Conselhos são vistos com desprezo num momento como este. Mas a história não começa do zero. Essa presunção é absurda e só tem validade na cabeça do PT, que acredita ter inaugurado o Brasil, em 2003.

Como as inquietações se transformam em mudanças, se a própria timoneira parece perdida? Dilma diz que está tudo maravilhoso, e tome vaia da torcida. O governo trouxe a Copa do Mundo para o Brasil por achar que isso era uma trunfo eleitoral imbatível. Todos os seus defensores afirmam que foi uma condenação da classe média alta. Como se fosse preciso examinar a renda antes de avaliar o peso de um protesto e como se as ruas de todo o País, de São Paulo a São Gonçalo, estivessem tomadas por gente da alta classe média.

É um momento duro para ela. Mas foi o PT que fez baixar o mais pesado manto de cinismo sobre a vida política brasileira. Dilma afirmou um dia que não tem perfil de candidata. Concordo com sua análise. No entanto, foi eleita num período de crescimento econômico, de esfuziantes gastos oficiais e milhões consumidos na máquina de propaganda.

Isaiah Berlin compara as habilidades de um governante às de um motorista que precisa de reflexos porque se vê, constantemente, diante de situações novas e inesperadas. De nada adiantam erudição e conhecimento histórico nem o batalhão de conselheiros. Há uma solidão inescapável do ofício do estadista.

Dilma foi embriagada pela dose de otimismo que o marketing ministrou. Afirma que são terroristas os que alertam para a inflação. Em seguida, diz que o governo vai dar a volta por cima. Segundo a própria canção, só se dá a volta por cima depois de uma queda e de sacudir a poeira.

Ela lançou uma lei de acesso a informações e proíbe os assessores de divulgar dados sobre suas viagens oficiais, hotéis, comitivas, gastos, sobretudo gastos.

Quando a maré baixa, dizem os analistas econômicos, fica evidente quem está nadando nu. Isso vale para os atores políticos nas grandes viradas históricas.

Lula diz que elegeu postes para melhor iluminar o Brasil. Referia-se a Dilma e a Fernando Hadad. E muito poético, até que se descubra a realidade úmida do poste, quando adotado pelos cachorros da vizinhança.

Para mim, o sistema de dominação que transformou a política brasileira num bordel entrou em declínio.

Na Islândia, que é muito pequena para ser um modelo, as revoltas desembocaram numa substituição do governo, numa nova maneira de gastar o dinheiro e numa Constituição moderna, que busca integrar a participação popular, potencializada pela revolução digital.

Alguma coisa está acontecendo no Brasil. Você pode ser contra, a favor ou mesmo ficar em cima do muro. Mas não pode negar a frase de Galileu Galilei: “Eppur si miove” (Ainda se move).



Fonte:

Publicado no site Espaço Vital

Artigo de Fernando Gabeira



Uma onda ainda sem destino, sem cor, mas que jamais será um tsunami.





 

         

As manifestações que hoje acontecem em todo o Brasil se assemelha a uma onda que cresce a cada dia, ainda descolorida, e que está longe de atingir o seu destino final.

Fico feliz ao ver que o brasileiro resolveu mostrar toda a sua indignação com o destino do país. Ainda mais feliz de saber que o movimento não tem cor. Partidos políticos que se atreveram aproveitar o espaço para aparecer foram imediatamente afastados. A única bandeira permitida é a brasileira. Muito bom.

Os excessos e o vandalismo não são tolerados pela grande maioria dos manifestantes, mas eles aconteceram tirando parcialmente todo o vigor do movimento. Não se podia esperar outra coisa, pois a criminalidade que assusta a todos nós é um dos muitos motivos que levaram o povo às ruas.

O clamor das manifestações repercute nos meios de comunicação e nas redes sociais. Ganham o mundo. 

Os governantes e os políticos foram nocauteados. Grogues, evitam falar no assunto. Pelé o Ronaldo se atreveram a falar e foram massacrados nas redes sociais.

A presidente Dilma, vaiada na abertura da Copa das Federações, sentiu-se como uma mãe injustiçada após tanto fazer para os seus filhos. Com soe acontecer, foi imediatamente consolada pelos seus devotos como afirmou na sua coluna o jornalista Augusto Nunes. Para eles (os devotos da Dilma) “no estádio só havia torcedores da elite golpista todos loiros de olhos azuis”. Augusto Nunes enfatiza: “Nem notaram que é outro tiro no pé: estão jurando que os pobres foram excluídos das arenas da Copa da Ladroagem pelo governo que jura só pensar nos pobres”.

Para onde vai à onda? Ela crescerá de tamanho? Vai virar um tsunami?

A presidente Dilma falou ontem em cadeia nacional. Sua fala, pelos comentários de muitos analistas políticos, de nada adiantou. Josias em seu blog afirma que a presidente quer jogar a culpa em uma minoria autoritária, mas ela esquece que “quem enviou os manifestantes ao meio-fio não foi um grupo de líderes, mas um sentimento”. Pesquisas feitas dão conta de que 83,5% da população ouvida afirma que o discurso da presidente não vai reduzir a onda de protestos pelo Brasil. 

Se o movimento dos manifestantes não tem uma cara, os brasileiros também não tem um “cara”, especialmente no meio político, que mereça um mínimo de respeito da população. Nasce de tudo isso, o nome do ministro Joaquim Barbosa, aclamado e convocado pelo povo para assumir as rédeas do país. Ele não é político, e pelo que se sabe, infelizmente, não tem essa pretensão. Uma pena.

Não posso negar que estou feliz pelo fato de o povo brasileiro ter acordado. O clamor das ruas me fez crer que ainda podemos sonhar com mudanças. Todavia, os programas de bolsas, criados por Fernando Henrique Cardoso, que o governo petista deu continuidade e que deveria ser uma simples ponte para que medidas eficazes tomassem o seu lugar na solução contra a miséria no país, hoje se transformou em definitivo e se constituindo no maior programa "lícito" de compras de votos no mundo.

E a maior prova disso foi uma declaração do ex-petista, Hélio Bicudo, que em vídeo (1) afirma que a Bolsa Família faz com que o cidadão “receba dinheiro para votar”. Diz ele, ter ouvido de José Dirceu – ex-ministro da Casa Civil, condenado no processo do mensalão, “que o programa era o caminho mais rápido para a obtenção de mais de 40 milhões de votos”.

A onda certamente vai chegar à praia, talvez nas próximas eleições, mas certamente as bolsas famílias se constituíram em barreiras de contenção para segurar qualquer tipo de tsunami.


(1)- http://www.youtube.com/watch?v=Et9OrjTelc8&feature=player_embedded





Já chegamos ao fundo do poço?

        A crise moral, política e financeira que se abateu sobre o nosso país não nos dá a certeza de que já chegamos ao fundo do poço....