O
novo problema ocorrido na edição do ENEM 2011 deixará até mesmo o Poder
Judiciário de mãos atadas e impossibilitado de dar uma solução que venha agradar a gregos e troianos.
A
decisão de um juiz federal do Ceará, ainda liminar, que anulou 13 questões do
referido exame, será objeto de recursos. O MEC quer que ela seja revogada,
prevalecendo a sua decisão de submeter apenas os alunos do colégio que tiveram
acesso a elas a novo exame. A Defensoria Pública e o Ministério da Justiça
querem a anulação das 14 questões que vazaram.
Além
dessa disputa nos Tribunais, os demais alunos que fizeram a prova e, em tese não estão
envolvidos no problema, já começam um movimento (nas redes sociais) contra a anulação das questões, alegando que se elas forem anuladas serão prejudicados.
Caberá
a Justiça decidir a questão, mas, indubitavelmente, a decisão, seja qual for
ela, não agradará a todos.
Diante
de um problema, ou se corta o mal pela raiz, ou os brotos causarão danos
futuros.
Anular
o ENEM/2011, apesar de todos os problemas que poderia causar, seria a única
decisão que resguardaria o direito de todos.
Mas isso, obviamente não irá
acontecer e certamente desagradará muitos dos que realizaram aquela avaliação.
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