5 de maio de 2015

Panelaço: uma nova maneira de manifestar








O brasileiro aprendeu utilizar o panelaço como forma de protestar. E não há duvida que a repercussão foi positiva pelo menos para a assessoria da presidente Dilma. Com receio de um novo panelaço, pela primeira vez desde que  assumiu à presidência, ela deixou de falar à nação no último 1º de maio.

       Novo panelaço está marcado para a noite de hoje (4 de maio), dia em que será realizado um pronunciamento do ex-presidente Lula e outros dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), no programa do partido. 

       A presidente, mesmo desagradando seus companheiros, já disse que não fará qualquer pronunciamento.

            Por certo os fabricantes de utensílios domésticos devem estar satisfeitos, pois a raiva incontida de muitos dos manifestantes é tal, que muitas dessas panelas poderão ficar irreversivelmente imprestáveis para o seu uso convencional.

       Se a moda de fato pegar, e até que a crise política se afaste de vez do cenário nacional, não restam dúvidas de que em breve estará no mercado uma panela apropriada para panelaço.

       Muitos acreditam que foram os argentinos os percussores dos panelaços. Mas segundo o site cujo link segue abaixo, eles surgiram no Chile.

       Se for verdade que em “panela velha é que faz comida boa”, espera-se que o povo brasileiro utilize o mais velha possível para mudar o quadro caótico da nossa política.   

    


http://wescribe.co/t/a-origem-dos-panelacos     
      
      


1 de maio de 2015

Manifestações: Por que parou.., parou por quê?







   

       


As manifestações recentemente ocorridas no Brasil demonstraram, como aquelas outras que aconteceram antes da realização da copa no Brasil, que elas não tinham força suficiente para sequer deixar qualquer saldo positivo.

Como um velho despertador, sem os dispositivos atuais de repetição, as manifestações somente acordaram por alguns instantes o povo brasileiro, que hoje continua dormindo em seu sono esplendido. 

O famoso “jeitinho brasileiro” de fato está configurado como uma característica nociva em nossa sociedade. Se tudo que está ao nosso lado parece despencar, nos levando para o fundo do poço, ainda assim vamos buscar subterfúgios e acreditar que não iremos cair.

Uns alegam, como dizia Euclides da Cunha, que “todo brasileiro e, antes de tudo, um forte”, superando os obstáculos que são colocados em nossa frente como isso fosse uma verdade incontestável.

Em qualquer situação, independentemente da sua realidade, o brasileiro sempre está em busca de uma felicidade, por acreditar sempre num bem estar que não lhe é dado. São devaneios que se tornam verdade para ele, apesar de estar sempre nadando contra a maré.

Tudo isso reforça a tese de que o brasileiro não tem e não pretende ter qualquer engajamento na vida política do seu país. As manifestações ao contrário de demonstrarem que o brasileiro acordou, serviu para comprovar que elas se constituíram num simples instante de indignação ou de num programinha diferente para fazer naquele dia em que nada de interessante havia para ser feito.

Encontramos no site Plataforma Brasil um artigo que fala do desinteresse do cidadão brasileiro pela política. Em certo trecho vamos encontrar que “A ciência política e a história (que sempre se repete) ensinam que a omissão pavimenta o caminho do absurdo, da barbárie e dos descaminhos. Ensinam ainda que o conforto fútil e a falsa sensação de inabalável prosperidade anestesiar e inibir os necessários enfrentamentos e conflitos tão ricos ao amadurecimento”.

Sem esperança que tudo isso venha mudar, volta-se a buscar no site antes citado, uma frase que é atribuída a Martin Luther King, para o qual ““O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. 

No Brasil os bons estão calados!!!