26 de novembro de 2014

INICIATIVA POPULAR – UMA NORMA SEM EFICÁCIA


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O Art. 61, §2, da Constituição brasileira, regulamentado pela Lei 9.709 de 1998, estabelece que é permitida a apresentação de projetos de lei via iniciativa popular, desde que se obtenha adesão mínima de 1% da população eleitoral nacional, mediante assinaturas, distribuídos por pelo menos 5 unidades federativas e no mínimo 0,3% dos eleitores em cada uma dessas unidades. 

Creio que as exigências para a propositura de um projeto de lei, via iniciativa popular, deveriam ser flexibilizadas, pois já se demonstrou que raro foi o projeto apresentado ao longo dos últimos anos.

Dos projetos apresentados, a maioria deles não comprovou o preenchimento dos requisitos constitucionais necessários para sua admissão. Alguns tramitaram após algum parlamentar assumir a autoria de tais proposições. 

Considerando que se trata de um projeto que tramitará seguindo todas as formalidades exigidas, passando obviamente pela análise dos parlamentares, a flexibilização das exigências, especialmente número de assinatura de eleitores, por certo passaria a oferecer, de fato, que os cidadãos brasileiros pudessem participar mais efetivamente do processo de legislativo.

Se você se interessou pelo assunto recomendamos a leitura do artigo cujo link segue abaixo:






23 de novembro de 2014

Toda maioria também é burra.





                Nelson Rodrigues afirmava que “Toda unanimidade é burra”. Ouso dizer que toda maioria é mais burra ainda, ao constatar que 62% dos eleitores brasileiros não escolheram Dilma para presidir o país.

                De fato sou obrigado a concordar com uma frase que li recentemente. Não me recordo onde, por isso omito a fonte: “somos um bando de cordeirinhos cabisbaixos que fingimos ser felizes”.

                Algumas manifestações já aconteceram e outras certamente serão organizadas contra essa realidade. Mas a adesão dessa massa de 62% de eleitores é mínima. Como já foi amplamente noticiado,  o Padre Marcelo reúne muito mais pessoas nas suas missas dominicais e o mesmo se repete nas demais manifestações de cunho religioso ou social.

                As manifestações contra a Copa, o denominado “Não vai ter copa” foi um fracasso total. A copa aconteceu, e mesmo com a vergonhosa participação da seleção brasileira, o povo se escondeu para chorar “debaixo dos lençóis”.

                E isso está acontecendo agora. Estamos (62% dos eleitores) chorando no mesmo lugar a vitória de Dilma nas últimas eleições.

                Não temos liderança que nos faça sair do nosso esconderijo de lamentações. Cadê a oposição ao governo que se instalou, e que tem tudo para ficar no poder? Os nossos candidatos, Aécio e Marina onde estão? Talvez chorando a derrota no mesmo lugar que o nosso, escondidos e calados.

                Não vejo solução. Vamos continuar andando sem rumo, ou melhor, para um lugar onde o poder eleito pela minoria nos queira levar.


                Triste, mas real: a maioria é muito burra.

22 de novembro de 2014

Tá rindo do quê?



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Segundo a BBC as hienas são animais conhecidos por sua famosa risada. Porém, segundo a mesma fonte, esse som não tem nada a ver com o humor desses bichos. Segundo estudo realizado por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o principal motivo do ruído emitido pelo animal é a frustração.

Fazendo uma analogia a esse estudo, começo a entender a razão de o brasileiro rir tanto e a fazer piadas da própria desgraça.

A denominada “cultura do piadismo” se assemelha a outra característica do brasileiro de “dar um jeitinho em tudo”, do conformismo total diante de fatos e problemas que diariamente nos afetam.

Como afirma Enio Rezende, em Cidadania: o remédio para as doenças culturais brasileira, “rir de suas desgraças não irá ajudar os brasileiros a resolverem seus problemas, angustias e revoltas.Também não ajudará a evitar ou solucionar os problemas. É mais provável que ajude seus causadores, os maus políticos, os maus governantes, os maus empresários, os aproveitadores e os corruptos a se sentirem mais à vontade e encorajados para continuar com suas ineficiências e com suas ações imorais e maléficas”.

A cultura do “levar vantagem em tudo”, a famosa “Lei de Gerson”, parece ter sido extinta do contexto brasileiro. Chegou a hora de acabar de vez com o “piadismo”, e olhar de frente para uma realidade que exige de todos nós outro comportamento.

Como afirma o autor antes citado, precisamos, e com urgência, afastar da nossa sociedade uma nova doença que poderá nos afetar: o masoquismo.


5 de julho de 2014

Mestrado e Doutorado agora têm FIES







Segundo notícias divulgadas na última semana os alunos de cursos de mestrado, doutorado e educação profissional de nível médio também poderão recorrer ao Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies, para pagar suas mensalidades. Até agora, só os alunos de graduação tinham o direito ao financiamento.


Nesta primeira fase, as instituições de ensino privadas interessadas em aderir ao Fies devem se inscrever. Só será aprovada a instituição de ensino que tiver cursos bem avaliados pelo MEC. Passada essa fase é que os estudantes interessados vão poder se inscrever. Contudo, o MEC ainda não tem ainda essa data fechada.

Cerca de 31 mil pessoas devem ser beneficiadas pela nova modalidade em mais de 600 programas de mestrado e doutorado. O financiamento não atenderá cursos de pós-graduação (especialização), nem de ensino a distância.

A Portaria Ministerial (Normativa) n. 15, de 1º de julho do corrente ano, estabelece que somente os cursos de Mestrado e de Doutorado recomendados pela Fundação de Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) poderão se inscrever para permitir aos estudantes a concessão do financiamento.

Para os alunos dos cursos de educação profissional, a referida Portaria Ministerial estabelece que os mesmos precisam estar devidamente regularizados no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SISTEC) e avaliados pelos respectivos Conselhos Estaduais de Educação.

Veja a íntegra da Portaria no link abaixo.

Indubitavelmente é uma excelente notícia, especialmente para aqueles que pretendem dar continuidade aos seus estudos, realizando o mestrado e o doutorado. 

Prevalecendo as regras hoje estabelecidas pelo Fies e válidas para os cursos de graduação, ao fim do curso, já com o diploma na mão, o estudante tem 18 meses de período de carência para se reestruturar e se preparar para saldar as dívidas, que podem ser parceladas em até três vezes no período financiado do curso, acrescido de 12 meses.

O Fies hoje já atende mais 1,6 milhões de estudantes da graduação.

Quem possuir o auxílio pela Capes, Reuni ou por agência fomentadora estaduais não pode requisitar o FIES.

Os interessados devem ficar atentos, pois o Ministério vai definir data de abertura do programa e eventuais regras suplementares.



Fonte:
http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=30&data=02/07/2014

6 de junho de 2014

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14 de janeiro de 2014

Cerveja: aprenda a tomar.





APRENDA A TOMAR CERVEJA!

Recebi essas informações por e-mail. Como tenho muitos amigos que gostam de cerveja, seguem alguns conselhos que me parecem úteis.

São informações obtidas de um dos Mestres-Cervejeiros da Antárctica.

É para acabar com certos folclores, do tipo, "o meu sem colarinho" etc... Além disso, leiam com atenção o item 11.

01 - Uma latinha de cerveja tem exatamente a metade das calorias de um copo de suco de laranja (sem açúcar!)... Já aquela calabresa com cebola frita que sempre acompanha...

02 - Cerveja sai pronta da cervejaria: não pede, portanto, envelhecimento. Quanto mais jovem for consumida, melhor será seu sabor. Dura em média 90 dias.

03 - Deve ser guardada em pé, em lugar fresco e protegida do sol, para evitar oxidação prematura..

04 - Deve resfriar na geladeira sem pressa. "Não coloque no freezer, pois a violência no congelamento prejudica a bebida", afirma Cássio Picolo, um dos maiores experts de cerveja no Brasil.

05 - Depois de gelada, deve ser consumida e jamais voltar à geladeira.

06 - A temperatura ideal para saborear as do tipo pilsen é entre 4 e 6 graus. Tomá-las "estupidamente geladas", como se diz, prejudica tanto a formação de espuma na cerveja, quanto "adormece" as papilas gustativas, comprometendo o sabor.

07 - Copos e canecas pequenos e de cristal são os ideais, pois mantêm melhor a temperatura e a espuma. Evite canecas de alumínio, que, além de feias, tiram o prazer de apreciar o visual do líquido dourado.

08 - Resíduos de gordura no copo são fatais para a bebida: acabam com o colarinho e liberam o gás carbônico, deixando o líquido meio choco. Idem para resíduos de detergente.

09 - "Tomar cerveja sem colarinho é uma heresia", ensina outro expert, Norberto D'Oliveira Neto. "Dois dedos de espuma são ideais para reter o aroma e evitar a liberação do gás carbônico."

10 - A espuma cremosa revela a persistência e bom estado da cerveja. Para aproveitá-la melhor, sirva derramando uma dose. Depois, espere baixar o colarinho. Em seguida, incline o copo até 45 graus, despejando o líquido devagar enquanto o colarinho sobe.

11 - Com 90% de água, a bebida é hidratante. E com apenas 3 a 5 graus de álcool, como as do tipo pilsen, a cerveja estimula o metabolismo, pelo menos quando ingerida moderadamente. Além disso, é rica em vitaminas, carboidratos, proteínas e aminoácidos. Apesar disso, não engorda;  é folclore associar o consumo de 80 calorias de um copo de 200 ml com a formação de barriga. Os acompanhamentos gordurosos é que engordam.

LEMBRE-SE: CERVEJA NÃO ENGORDA...
É VOCÊ QUE ENGORDA SE BEBER COMENDO ALÉM DA CONTA..


7 de janeiro de 2014

COMPRAS ONLINE NO EXTERIOR





As compras online no exterior têm crescido muito. Hoje, especialmente no Brasil, os consumidores acessam sites e realizam suas compras em decorrência não só da qualidade como os preços dos produtos encontrados em outros países.

Visando minimizar as dificuldades enfrentadas pelo consumidor brasileiro em compras online internacionais os Correios, em conjunto com a Secretaria Nacional do Consumidor – Senacon, elaboraram o presente Boletim com a finalidade de orientar os consumidores a respeito dessas operações de compra/venda internacionais por meio do canal postal.

Se você já faz compra ou está interessado em fazer, aconselhamos a ler as orientações que foram produzidas que foram denominadas: “Orientações aos consumidores na importação de  produtos -Correios/Senaco.

Acessem o endereço eletrônico abaixo:


Leia também: Como economizar nas compras pela internet



5 de janeiro de 2014

Em terra de cegos quem tem um olho não é rei




 



O cenário político brasileiro demonstra claramente que o dito popular ”Na terra de cegos quem tem um olho é rei”, é uma grande falácia.

E para melhor explicar isso, trago uma postagem (fonte citada) que dará ao leitor a exata compreensão desse fenômeno.

No conto “Em Terra de Cegos…” (edição portuguesa da Padrões Culturais Editora, de 2008), H. G. Wells, descreve A Terra dos Cegos: um vale remoto e quase inacessível em que todas as pessoas são cegas há 14 gerações. Não sabem o que é ver (não têm da visão nem conhecimento por contacto nem conhecimento proposicional) e por isso não têm consciência de que lhes falta uma capacidade que outras pessoas possuem; ou seja: não reconhecem ter um problema. São cegas mas não sabem que são cegas. Estão também convencidas que o vale é o mundo inteiro. Quando chega um forasteiro, que lhes fala do mundo exterior e lhes tenta explicar o que é a visão, não o acolhem nada bem e ele descobre que, afinal, em terra de cegos quem tem um olho não é rei.

As semelhanças com a “alegoria da caverna” de Platão são óbvias. Mas – sem querer contar demais e sem roubar ao leitor o prazer da surpresa – também há diferenças. Uma delas é o amor – não à verdade mas sim a uma linda mulher.

E, contrariamente a Platão, que afirma que os prisioneiros descritos na “alegoria da caverna” são semelhantes aos seres humanos, H. G. Wells não sugere interpretações metafísicas e epistemológicas para a sua história. Mas isso não impede os leitores do seu conto de formular algumas perguntas.

Se a situação descrita por Wells ocorresse realmente (com uma comunidade inteira ou com algumas pessoas, mantidas por todas as outras na ignorância acerca da sua cegueira), seria possível essas pessoas detectarem a sua falta de visão?

Será possível que algo equivalente esteja a suceder à espécie humana, ou seja, que nos falte sem nós sabermos uma qualquer capacidade sensorial? Sabe-se que alguns animais têm capacidades sensoriais que nós não temos (como o sonar dos morcegos ou a sensibilidade ao campo magnético da Terra de algumas tartarugas e pássaros), mas as informações por elas fornecidas não parecem ser radicalmente diferentes das informações que recolhemos através dos nossos sentidos (e dos aparelhos científicos que os prolongam). Será possível, contudo, que nos falte uma capacidade sensorial que forneça informações radicalmente diferentes daquelas que temos através dos nossos sentidos (como é o caso da informação visual por comparação com a olfactiva ou a táctil, por exemplo)? Tão diferentes que a realidade seja, afinal, algo bastante diverso daquilo que percepcionamos…

Em suma: e se fossemos uma espécie de cegos que não sabem que são cegos?

O conto de Wells pode levar a colocar questões desse género, mas para encontrar respostas e para discutir as ideias envolvidas é preciso recorrer à filosofia.

Eis um excerto do conto (página 31 da edição referida):

“Nunez procurou descrever o mundo do qual [viera] (…), as montanhas e outras maravilhas da Natureza, àqueles indivíduos que viviam nas trevas da Terra dos Cegos. Contudo, para sua admiração, não compreendiam uma única sílaba. Durante catorze gerações, aquela gente permanecera cega e totalmente isolada do mundo exterior e, gradualmente, as noções de outrora haviam-se perdido com o desenrolar dos anos. A imaginação de outros tempos fora substituída pela que a atmosfera de trevas lhe ditava, auxiliada pela sensibilidade dos ouvidos e das pontas dos dedos. Nunez apercebeu-se de que mais tentativas para lhes fazer compreender a verdade resultariam absolutamente infrutíferas”.
Como no conto de Wells, creio que serão infrutíferas qualquer tentativa de fazer com que o brasileiro volte a enxergar, e exija que mudanças no cenário político venham acontecer.
Nota:
Por Carlos Pires 


4 de janeiro de 2014

Que caminho se deve tomar: o correto ou o fácil?





 


A incrível e intolerável passividade e subserviência dos partidos políticos existentes hoje em nosso país com o governo do PT, me fez lembrar de um conto da literatura chinesa cujo título é “Um juiz decide que caminho deve tomar: o correto ou o fácil”.


Diz o conto:


Qu Yuan (339-278 a.C.) foi um oficial de justiça do Estado de Chu durante o período dos Reinos Combatentes (403-221 a.C.) da história chinesa.


Ele era lealmente dedicado em servir o Estado de Chu. Por causa de seus talentos e integridade, outros oficiais de justiça se esforçavam para suplantá-lo. Através de Zheng Xiu, uma concubina favorita do rei de Chu, os opositores de Qu Yuan caluniaram contra ele para o rei, o que provocou seu exílio.


A obra-prima “Adivinhação” (de autor desconhecido), que aparece nas Canções de Chu, recordou os pensamentos de Qu Yuan sobre essas vicissitudes.


Depois de ser exilado, Qu Yuan não viu o rei de Chu por três anos. Ele estava perturbado com ansiedade, então, ele procurou o conselho do adivinho Zheng Zhanyin. “Tenho questões em minha mente, espero que você possa me ajudar a encontrar respostas”, disse Qu Yuan. Zhanyin colocou varetas de milefólio, limpou a poeira da casca de tartaruga e disse a Qu Yuan, “Estou pronto para ouvir suas instruções.”


Qu Yuan disse, “Devo ser diligente, honesto e leal ou devo bajular, agradar e socializar para que possa evitar estar em apuros? Eu deveria trabalhar duro no campo e na agricultura ou me curvar para quem está no poder por fama e fortuna? Eu deveria falar francamente e pôr a mim mesmo em perigo ou afundar com a correnteza para proteger meus próprios interesses? Devo transcender o mundo enlameado, tomar um caminho mais elevado e manter-me fiel a mim mesmo ou devo mascarar um rosto sorridente, bajular e agradar aquela mulher [a concubina Zheng Xiu favorita do rei]?”


“Eu deveria ser honesto e incorruptível e manter minha integridade ou ler as mentes dos outros, disputar com aqueles no poder e mudar minha postura sempre que as circunstâncias mudarem? Eu deveria tentar igualar o melhor ou ficar confortável com o pior? Devo voar alto com os cisnes ou lutar com galinhas e patos no chão para comer?”


“De tudo isso, o que é bom, o que é ruim? O que devo abandonar e o que devo seguir? Este mundo é enlameado. Os que conspiram e bajulam têm poder e fama; os que são virtuosos e bondosos são ninguém e desconhecidos. Ai de mim, o que posso dizer? Quem conhece minha integridade e lealdade?”


Ouvindo isso, Zheng Zhanyin retirou as varas milefólio e pediu desculpas a Qu Yuan, “Há questões que mesmo a adivinhação não pode responder. Basta seguir seu coração. Meu casco de tartaruga e varetas de milefólio não são úteis a você”, disse ele.

Se algum dos nossos políticos, pertencente a qualquer um dos partidos políticos hoje existente, procurar uma mãe de santo para pedir conselho igual, certamente ouvirá que ela nada pode fazer, pois todos já escolheram o seu caminho: o fácil.

Fonte: