28 de fevereiro de 2011

Contratação de Professores


Universidades Federais que irão contratar professores temporários.

Veja no link abaixo:

UTILIDADE PÚBLICA - PARTICIPE DESSA CAMPANHA

Mamografia Digital.



O Instituto do Câncer de Mama está com uma importante campanha.  Cabe a nós atendermos sua solicitação e ampará-lo, pois se depender do Governo (Federal/Estadual/Municipal) será seu fim!!!

Vamos salvar o site do câncer de mama?

Não custa nada.

O Site do câncer de mama está com problemas, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda. Demora menos de um segundo, ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.

Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

E assim estaremos ajudando a salvar este site tão importante.

Este gesto fará uma enorme diferença.

Acesse o site:  http://cancerdemama.com.br

DIVULGUEM

Nossas leis, ora as nossas leis...




Notícias recém divulgadas dão conta de que o nosso país é líder mundial em crimes por arma de fogo – 34,3 mil homicídios anuais, apesar de possuir uma legislação que em tese deveria proibir a existência de armas nas mãos dos cidadãos comuns.

Além disso, no Brasil, nos dá conta as mesmas fontes de notícias que, segundo o Ministério da Justiça, 80% dos crimes cometidos com armas de fogo dizem respeito a conflitos pessoais como briga de vizinhos, no trânsito, motivação passional, entre outros. Ou seja, as armas de fogo estão sendo usadas para resolver problemas pessoais, e não por questão de segurança, mostra o levantamento daquele ministério.

Segundo os especialistas a grande quantidade de armas de fogo em mãos dos brasileiros é reflexo das brechas existentes em nossa legislação. A maior prova disso é que após a aprovação do comércio de armas no referendo nacional, em 2005, as vendas de armas no país cresceram 70%, segundo a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército. Só em 2009, foram vendidas 116,9 mil armas, quase o dobro de 2005.
 
Segundo o Mapa do Tráfico de Armas no Brasil, e o Ranking dos Estados no Controle de Armas/2010, das 16 milhões de armas que circulam no Brasil, 7,6 milhões são ilegais e 8,4 milhões estão legalizadas.

Segundo dados estatísticos o Brasil possui número menor de armas nas mãos dos cidadãos do que nos Estados Unidos e na Europa. Todavia, nesses países o número de crimes é muito menor, em razão de possuírem uma legislação mais rígida do que a existente em nosso país.

Nas reportagens que são feitas sobre o assunto, especialistas enfatizam que “se o Estatuto do Desarmamento fosse cumprido,  e se houvesse um rigoroso controle das armas que são adquiridas pelos policiais, certamente seria menor o número de armas com os cidadãos brasileiros e, consequentemente, menor o número de crimes praticados”.

Para eles, a permissão dada aos policiais de comprar até três armas por ano, a preço de fábrica, enseja que essas armas sejam repassadas aos cidadãos comuns, eis que não existe qualquer controle a respeito. 

Nesse sentido, Antônio Rangel Bandeira, da ONG Viva Rio, criticou a autorização concedida pelo Estado a policiais, bombeiros e militares que podem adquirir, por ano, três armas a preço de fábrica, enfatizando que "Muitos desses policiais e militares, por ganharem mal ou por outro motivo qualquer, revendem esses armamentos de forma ilegal fazendo disso um comércio". (1).

Na verdade temos mais uma lei sem a necessária eficácia (2) e grande campanha que se fez para desarmar à população não gerou o efeito desejado e os índices de crimes continuam crescendo.
Nota:
 
(1)- http://www.asstbm.com.br/site/archives/3195


(2)- Diz-se que uma lei é eficaz quando ela está sintonizada com a sociedade, ou melhor dizendo, o fato descrito na lei é fielmente cumprido por todos aqueles que a ela se submetem.

(3)- LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003- Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, define crimes e dá outras providências.

27 de fevereiro de 2011

TROTE: PARABÉNS UNICAMP


imagem:http://1.bp.blogspot.com/_p67NEGU9tTw/SZ1tYPkVGEI/AAAAAAAAABg/ABPFdmfGs3Q/s400/trote+universit%C3%A1rio.gif

Nos últimos anos as notícias sobre a a aplicação de trotes físicos que causaram a morte, mutilação, ofensa moral e física de calouros tem sido constante.

O belo exemplo dado na Unicamp, onde os calouros foram obrigados a visitar um asilo merece os nossos mais calorosos aplausos.

Em outra iniciativa inovadora, os calouros foram incentivados a participar do Trote Cidadão que focalizou o lixo eletrônico.

Parabéns Unicamp.

Leia a matéria no publicada no Uol Educação e no site da Unicamp:

links:

Quem digita melhor: Deus ou o Diabo?

PROFESSORES ENSINO SUPERIOR - CAMPANHA SALARIAL 2011





Na reunião com os mantenedores do ensino superior ocorrida nesta sexta, 25/2, o SINPRO-SP, ao lado dos demais sindicatos que compõem a Federação dos Professores (FEPESP), voltou a ressaltar as reivindicações da categoria para a renovação da convenção coletiva de trabalho deste ano.

Os representantes patronais insistiram em focar a discussão na retirada do direito à bolsa de estudos para os dependentes dos professores, o que impediu maiores avanços na pauta de interesses da categoria.

A FEPESP e os sindicatos insistiram nas cláusulas econômicas. O objetivo é definir o reajuste salarial até o final de março, evitando o que aconteceu em 2010, quando as negociações se arrastaram até o final de maio.

Nossa pauta inclui ainda pagamento do trabalho adicionado pelo uso de novas tecnologias, complementação do auxílio previdenciário, além da renovação de todas as conquistas sociais previstas na convenção coletiva de trabalho

Fonte:

Publicado no site do SINPRO –SP. - SINDICATO DOS PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO

O homem assassino que matou a si próprio em caráter culposo e doloso

 
Caso Intrigante

Esse é um estranho e bizarro, mas interessante e verdadeiro, caso jurídico. No jantar de premiação anual de Ciências Forenses, em 1994, o Presidente Dr. Don Harper Mills impressionou o público com as complicações legais de uma morte bizarra.

 

Aqui está a história:



"Tudo é Possível. O Impossível apenas demora mais..."

Em 23 de março de 1994, o médico legista examinou o corpo de Ronald Opus e concluiu que a causa da morte fora um tiro de espingarda na cabeça. O Sr. Opus pulara do alto de um prédio de 10 andares, pretendendo suicidar-se. Ele deixou uma nota de suicídio confirmando sua intenção. Mas quando estava caindo, passando pelo nono andar, Opus foi atingido por um tiro de espingarda na cabeça, que o matou instantaneamente. 
O que Opus não sabia era que uma rede de segurança havia sido instalada um pouco abaixo, na altura do oitavo andar, a fim de proteger alguns trabalhadores, portanto Ronald Opus não teria sido capaz de consumar seu suicídio como pretendia.
"Normalmente”, continuou o Dr. Mills, 'quando uma pessoa inicia um ato de suicídio e consegue se matar, sua morte é considerada suicídio, mesmo que o mecanismo final da morte não tenha sido o desejado.

Mas o fato de Opus ter sido morto em plena queda, no meio de um suicídio que não teria dado certo por causa da rede de segurança,transformo o caso em homicídio.
O quarto do nono andar, de onde partiu o tiro assassino, era ocupado por um casal de velhos. Eles estavam discutindo em altos gritos, e o marido ameaçava a esposa com uma espingarda. O homem estava tão furioso que, ao apertar o gatilho, o tiro errou completamente sua esposa, atravessando a janela e atingindo o corpo que caía.
Quando alguém tenta matar a vítima A, mas acidentalmente mata a vítima B, esse alguém é culpado pelo homicídio de B. Quando acusado de assassinato, tanto o marido quanto a esposa foram enfáticos, ao afirmar que a espingarda deveria estar descarregada. O velho disse que ele tinha o hábito de costumeiramente ameaçar sua esposa com a espingarda descarregada durante suas discussões. Ele jamais tivera a intenção de matá-la.
Portanto, o assassinato do Sr. Opus parecia ter sido um acidente; quer dizer, ambos achavam que a arma estava descarregada, portanto a culpa seria de quem carregara a arma.
A investigação descobriu uma testemunha que vira o filho do casal carregar a espingarda um mês antes. Foi descoberto que a senhora havia cortado a mesada do filho e ele, sabendo das brigas constantes de seus pais, carregara a espingarda na esperança que seu pai matasse sua mãe. 
O caso passa a ser, portanto, do assassinato do Sr. Opus pelo filho do casal.
As investigações descobriram que o filho do casal era, na verdade, Ronald Opus.
Ele encontrava-se frustrado por não ter até então conseguido matar sua mãe.
Por isso, em 23 de março, ele se atirou do décimo andar do prédio onde morava, vindo a ser morto por um tiro de espingarda quando passava pela janela do nono andar.
Ronald Opus havia efetivamente assassinado a si mesmo, por isso a polícia encerrou o caso como suicídio.

Seus direitos como consumidores





Encontramos no site do Ministério Público do Estado de Santa Catariana dois instrumentos importantes que têm como finalidade alertar à população de seus direitos como consumidores. Um deles é uma cartilha onde de forma bem didática são dados alguns conselhos que o consumidor deve observar antes de fazer um empréstimo ou um financiamento. O outro é uma calculadora que permite que o consumidor saiba examente o quanto ele vai pagar e o valor do montante se o pagamento for antecipado. Trata-se de um serviço que aquele MP presta à população pelo site http://www.mp.sc.gov.br/portal/site/calculadoracco/

Reproduzimos abaixo as orientações do MP de Santa Catarina e os respectivos links (Manual e calculadora).


Certamente você já recebeu ofertas de dinheiro fácil e rápido.


Mas, cuidado!

Por trás da oferta pode estar uma armadilha que compromete sua renda e deixa ainda pior uma situação que já não é boa. Portanto, antes de contratar um empréstimo, conheça seus direitos e reflita se você realmente pode arcar com as prestações!

É o empréstimo que tem a prestação descontada do pagamento, aposentadoria ou pensão, diretamente no contracheque.


1– Pesquise a melhor taxa de juros



Antes de fazer um empréstimo, pesquise a menor taxa de juros e veja qual financeira ou banco oferece o melhor negócio. As taxas máximas de juros para aposentado ou pensionista do INSS são de 2,5% ao mês para o empréstimo e de 3,5% ao mês para o cartão de crédito.


2 – Saiba quanto você vai pagar


Você tem que saber quanto vai pagar até o final!


As instituições devem informar ao consumidor, antes da assinatura do contrato, o valor total financiado, as taxas de juros, todos os acréscimos e o número de prestações.


3 – Entenda o contrato antes de assinar


Leia o contrato atentamente! Se tiver dificuldade para entender, peça ajuda a alguém de sua confiança. Na dúvida, não assine! É seu direito ter cópia do contrato preenchido e assinado.


4 – Jamais permita que outras pessoas façam empréstimos em seu nome.


Por mais honestos e de confiança que sejam, se houver algum imprevisto, é você quem pagará o empréstimo! E a pessoa que fizer empréstimo utilizando seus dados, sem que você saiba, estará cometendo um crime!


5 – O valor da prestação deve ser igual ao informado no contrato


Preste atenção se o valor descontado em seu salário ou valor do carnê é igual ao determinado no contrato. Não aceite pagar nem um centavo a mais!!!

A quantia emprestada para aposentados e pensionistas do INSS deve ser depositada na conta corrente do titular do benefício.


6 – Evite fazer empréstimo em sua casa ou por telefone


Se você não souber onde a empresa fica, como fará para reclamar? Verifique se a empresa tem loja própria para atendimento pessoal ao consumidor. E saiba: o empréstimo por telefone e o financiamento de produtos é proibido para aposentados e pensionistas do INSS.


7 – Empréstimo feito pelo telefone ou em casa: se arrependeu? Desista em até 7 dias!


O Código de Defesa do Consumidor garante o direito de desistir do empréstimo, quando o contrato é feito fora do estabelecimento comercial.


Como fazer: você tem 7 dias, a partir da assinatura, para informar sua desistência à empresa. Se não conseguir contato, envie uma carta com AR (Aviso de Recebimento). O endereço da empresa deve estar no contrato!


8 – Quitação antecipada dá direito a desconto


Exija a redução proporcional de juros se você quiser pagar o empréstimo ou prestação antecipadamente.


9- Venda casada?


Ao fazer um empréstimo ou financiamento, você não é obrigado a aceitar outros serviços oferecidos pela financeira ou banco, tais como seguros, títulos de capitalização etc. Venda casada acontece quando se condiciona a compra de um produto ou serviço à compra de outro junto.


10 – Mesmo tendo assinado, nem tudo está perdido!


Se de alguma forma você se sentiu prejudicado ou violado nos seus direitos, como por exemplo, quando as parcelas são maiores do que foi contratado, exerça a sua cidadania e reclame perante os órgãos de defesa do consumidor. O Código de Defesa do Consumidor prevê uma série de direitos para sua proteção!


Você Sabia?


Comprar um produto numa loja (televisão, bicicleta, carro, geladeira e outros) para pagamento a prazo é o mesmo que fazer um financiamento ou tomar dinheiro emprestado. Então conheça as regras antes de comprar!


Quando o motivo do empréstimo é comprar um bem, será que não vale mais a pena poupar e comprar à vista? Pense bem, pois serão vários anos pagando por algo que pode lhe trazer satisfação apenas momentânea.

Fonte:


Estado de Santa Catarina -MINISTÉRIO PÚBLICO


O que é empréstimo consignado?


Cartilha de Direito


http://www.mp.sc.gov.br/portal/site/conteudo/cao/cco/programas/folder_emprestimos_internet.pdf


Calculadora


http://www.mp.sc.gov.br/portal/site/calculadoracco/NovaCalculadora.aspx

Site do MP de Santa Catarina


http://www.mp.sc.gov.br/portal/site/portal/default.asp?secao_id=1

Nota deste blog:

Esperamos que o MP do Estado de São Paulo disponibilize tal serviço à população do nosso Estado.

Gafes em Tribunais


É PROIBIDO SORRIR
São coisas que as pessoas realmente disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente.

Advogado: Qual é a data do seu aniversário?


Testemunha: 15 de julho.


Advogado: Que ano?


Testemunha: Todo ano.

_______________________________________
Advogado: Essa doença, a 'miastenia gravis', afeta sua memória?


Testemunha: Sim.


Advogado: E de que modo ela afeta sua memória?


Testemunha: Eu esqueço das coisas.


Advogado: Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você


tenha esquecido? _____________________________________
Advogado: Que idade tem seu filho?


Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.


Advogado: Há quanto tempo ele mora com você?


Testemunha: Há 45 anos.

________________________________________
Advogado: Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando


acordou aquela manhã?


Testemunha: Ele disse, 'Onde estou, Bete?'


Advogado: E por que você se aborreceu?


Testemunha: Meu nome é Célia.

________________________________________
Advogado: Me diga, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a


pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?

________________________________________
Advogado: Seu filho mais novo, o de 20 anos...


Testemunha: Sim...


Advogado: Que idade ele tem?

________________________________________
Advogado: Sobre esta foto sua... O senhor estava presente quando ela


foi tirada?

________________________________________
Advogado: Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?


Testemunha: Sim, foi.


Advogado: E o que você estava fazendo nesse dia? ________________________________________
Advogado: Ela tinha 3 filhos, certo?


Testemunha: Certo.


Advogado: Quantos meninos?


Testemunha: Nenhum


Advogado: E quantas eram meninas?

______________________________________
Advogado: Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?


Testemunha: Por morte do cônjuge.


Advogado: E por morte de que cônjuge ele acabou?

_______________________________________
Advogado: Poderia descrever o suspeito?


Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.


Advogado: E era um homem ou uma mulher?

_______________________________________
Advogado: Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas


mortas?


Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...

_____________________________ ________
Advogado: Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua


resposta deve ser oral, Ok? ... Que escola você freqüenta?


Testemunha: Oral.

______________________________________
Advogado: Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar


o corpo da vitima?


Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.


Advogado: E o sr. Décio já estava morto a essa hora?


Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque


eu estava fazendo aquela autópsia nele..

__________________________________________
Advogado: O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de


urina?

_______________________________________
Advogado: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da


vítima?


Testemunha: Não.


Advogado: O senhor checou a pressão arterial?


Testemunha: Não.


Advogado: O senhor checou a respiração?


Testemunha: Não.


Advogado: Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a


autópsia começou?


Testemunha: Não.


Advogado: Como o senhor pode ter essa certeza?


Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.


Advogado: Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?


Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito


em algum lugar!!! ________________________________________


Publicado no site BN Notícias


http://www.bahianoticias.com.br/justica/pensenoabsurdo,,4,10.html


Reprodução autorizada pelo site.

Direito do consumidor: quando até o cidadão juiz se transforma em sofrido consumidor lesado




Charge de Gerson Kauer


Conhecedor do direito, reconhecido defensor dos menos favorecidos, juiz que sentenciou muitas ações coletivas em defesa dos consumidores e atual presidente da Ajuris, nem mesmo assim o magistrado gaúcho João Ricardo dos Santos Costa escapou, como homem do povo, do descaso que empresas poderosas - como a Net - impõem aos cidadãos. Textualmente, em petição, ele admite ter se sentido como "um legítimo idiota".


João Ricardo contratou com a Net Sul Comunicações Ltda. os serviços de Internet banda larga (“Vírtua 2 megas”) e de telefonia fixa, no plano “Net Fone Promo 180”, disponibilizados, a partir de  de abril de 2006.

Dois anos e cinco dias depois, o cliente solicitou à Net a reinstalação dos serviços em sua nova residência, localizada no mesmo prédio, um andar abaixo, para onde se mudara. Penou no "call center", mandou e-mails e faxes, ficou sem os serviços, foi cobrado abusivamente e só então foi informado de que deveria assinar outro contrato, porém mais oneroso.


Só em 2 de junho, acatando uma ordem judicial, a Net restaurou os serviços.


A juiza Rosaura Marques Borba, da 4ª Vara Cível de Porto Alegre, condenou a Net a devolver em dobro o valor cobrado durante o período em que o consumidor ficou sem os serviços. Fixou multa diária de R$ 500,00 para cada um dos cinco dias em que a empresa demorou para cumprir a ordem judicial de reinstalação dos serviços. E deferiu reparação moral de R$ 8 mil.


Apelou a Net, obtendo sucesso parcial, na 10ª Câmara Cível do TJRS. Mantidos os demais comandos da sentença, a reparação moral foi reduzida para R$ 4 mil.


O relator Paulo Roberto Lessa Franz explicou a redução numa longa frase. "Demonstrada a abusividade do ato praticado pela ré, e levando em conta as condições econômicas e sociais do ofendido, qualificado na exordial como ´magistrado com assento na 16ª Vara Cível do Foro Central´, e da ré, reconhecida empresa de grande porte; considerando principalmente, a reprovabilidade da conduta desta; o caráter coercitivo e pedagógico da indenização; os princípios da proporcionalidade e razoabilidade; tratando-se de dano moral puro; e que a reparação não pode servir de causa a enriquecimento injustificado, considerando ainda não ter sido o autor inscrito nos órgãos restritivos de crédito; é de ser reduzido o montante indenizatório fixado na sentença para R$ 4.000,00 que se revela suficiente e condizente com as peculiaridades do caso e aos parâmetros adotados por este órgão fracionário em situações análogas".


Com o trânsito em julgado, a Net - ante o deferimento de penhora on line em suas contas bancárias, fez na semana passada o depósito da condenação. Incluindo a honorária e as custas, a cifra chegou a R$ 10.420,51. Saiu barato para a empresa.


As advogadas Ana Paula Dalbosco e Renata Pozzi Kretzmann atuaram em nome do magistrado-consumidor. (Proc. nº 70033008681).


O desabafo em Juízo


Um trecho da petição inicial da ação do juiz João Ricardo contra a Net contem candentes desabafos reveladores de como sofre o consumidor comum:


"O autor perdeu horas em telefonemas com a ré e cada vez que obtinha evasivas e respostas ´padrão´ sem o mínimo de seriedade, sentia-se como o ´legítimo idiota´, na reiterada e sempre vã tentativa de que alguém levasse seu pedido a sério.


Nesse quadro onde pontificavam a arrogância, a insensível burocracia, a ameaça e o abuso, a resultante não poderia ser outra que não os sentimentos de impotência, de desânimo, de medo e de ira, que atuam deleteriamente sobre o psique e a saúde física do autor.


Este se vê forçado a recorrer ao Poder Judiciário como última chance de restabelecimento das obrigações contratuais descumpridas, já estressado psicologicamente, com as sequelas psicossomáticas daí derivadas".

 Nota deste blog:

 O caso relatado serve de consolo para todos os consumidores, pois até mesmo um Juiz de Direito se sente lesado pelos sucessivos casos de ofensa aos direitos assegurados aos consumidores brasileiros.
 Apenas como observação, não compreendemos a insistência de os nossos Juizes e Tribunais em arbitrar/reduzir os montantes pleiteados nas ações de danos morais, sob argumento de que a indenização não pode dar causa ao enriquecimento ilícito a quem sofreu o dano. Se por um lado isso de fato pode ocorrer, de outro, é preciso analisar se a quantia arbitrada não é por demais irrelevante àquele que praticou a ofensa, deixando a condenação (valor arbitrado) de possuir o seu principal efeito, que é o de inibir que a pratica o dano moral seja reiterada pelo seu agente.

 Diante disso, indagamos:

1- será que para a maioria das grandes empresas não é mais economico pagar as eventuais (poucos são os que reclamam) e ínfimas condenações que ela possa sofrer, do que gastar para efetivamente bem atender o consumidor?

2- será que o dano moral do Juiz atacado só vale R$4.000,00?

3. será que para um empresa poderosa R$4.000,00 representa alguma coisa?


Por que o brasileiro não reclama? Porque ele acredita que, se ninguém reage, é melhor ele também não reagir. Essa é a conclusão de um novo estudo sobre a notória passividade nacional -MARTHA MENDONÇA E RONALD FREITAS.


Leia a respeito no link:


http://mpcidadania.ning.com/group/itabuna/forum/topics/por-que-o-brasileiro-nao


Fonte:

(1) - O artigo acima foi reproduzido neste blog mediante autorização expresssa do site Espaçovital.com.br, onde foi originalmente publicado;


(2)- Para ler a íntegra da sentença do caso relatado acesse:


http://www.espacovital.com.br/noticia_complemento_ler.php?id=2268¬icia_id=22427

26 de fevereiro de 2011

MEC: revisão de prova pode ser obrigatória







O Ministério da Educação (MEC) estuda editar norma tornando obrigatório que todas as universidades federais concedam direito de vista e revisão de provas em seus vestibulares. A medida valeria também para as próximas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que atualmente proíbe os participantes de ver as provas e de recorrer contra os resultados.

"É um direito do aluno discordar da nota que é atribuída por um julgador"

A reformulação do Enem, em debate no ministério, prevê a realização de três ou mais edições do exame por ano, a partir de 2013 ou 2014. A ideia é estabelecer um cronograma de expansão do Enem para os quatro anos do mandato da presidente Dilma Rousseff.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, gostaria de fazer duas edições já este ano, mas as condições logísticas estão sendo avaliadas. É grande a preocupação em evitar a repetição de falhas que tumultuaram o exame em 2009 e 2010. Por isso, o MEC quer aumentar o controle sobre as diferentes fases de planejamento e execução do Enem.

O edital do último Enem proibia expressamente qualquer pedido de vista das provas e da redação. Quem quis ter acesso precisou recorrer à Justiça. Em entrevista ao Megazine, do GLOBO, a nova presidente do Inep, Malvina Tuttman, disse nesta semana que a posição será revista. Ao falar da proibição, o ministro Fernando Haddad já declarou que vestibulares e concursos públicos no país adotam o mesmo procedimento. Daí a intenção de editar norma obrigando as universidades federais a seguir a nova regra que valerá para o Enem.

A proposta está em estudo na consultoria jurídica do MEC. Há o receio de que ela esbarre na autonomia universitária. Uma das possibilidades é que o Conselho Nacional de Educação entre no debate e aprove uma recomendação de caráter geral. Diversas instituições que participam do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cujo único critério de aprovação é a nota do Enem, fazem vestibulares em separado para preencher parte das vagas. É o caso da UFRJ. O coordenador acadêmico do vestibular da UFRJ, Luiz Otávio Langlois, diz que a instituição permite recursos desde a década de 1980.

- É um direito do aluno discordar da nota que é atribuída por um julgador. Por mais que se tome cuidado, que se faça dupla correção, ainda assim pode haver erro - diz Langlois.

Segundo ele, em média, a UFRJ recebe 10 mil pedidos de revisão de nota, num universo de 250 mil provas. Desse total, cerca de 200 resultados costumam ser alterados. O vestibular da Universidade Federal Fluminense (UFF) prevê o pedido de vista do cartão de respostas da prova de múltipla escolha e a revisão das notas da segunda fase do processo seletivo.

Fonte: O Globo on line

Invista no seu estilo: isso é fundamental para sua carreira



Muitos dos nossos leitores são ainda alunos de cursos de graduação superior. Para eles temos oferecido nossa colaboração no sentido de como administrar bem o seu tempo de estudante, especialmente conhecendo as regras que disciplinam o seu dia a dia nas faculdades e/ou universidades, e de como se preparar para a vida profissional.
 
Recebemos por e-mail um texto de GlóriaKalil, que nos ensina buscar um estilo pessoal como cidadão, tão importante em nossa carreira profissional. Vale a pena ler.

Ser Chique sempre!


Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.


A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.


Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.


Chique mesmo é quem fala baixo.


Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.


Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.


Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.


É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.


Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.


É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais!


Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.


Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.


É "desligar o radar", “o telefone”, quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.


Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.


Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.


Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!


Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!


Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!


Encerramos citando Paul Valéry:


"Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado subtil de se deixar distinguir".

OBRIGADO LEITORES






Chegamos aos 5.000 acessos e é hora de agradecer a todos aqueles que acessaram o nosso blog.
É hora de pedir escusas pelos erros cometidos, deixando como mensagem uma frase do grande educador Paulo Freire:
"Não há vida sem correção, sem retificação."

25 de fevereiro de 2011

Corrupção - Participe da Campanha


O Ministério Público está realizando em todo o Brasil uma campanha - " O que você tem a ver com a corrupção" -  no sentido de demonstrar à população brasileira os malefícios da corrupção.

Neste sentido, uma inciativa nascida no Ministério Público de Santa Catarian, hoje transformada em campanha nacional, deve ser divulgada a todos a espera que o cidadão brasileiro se conscientize de vez do seu papel relevante no combate à corrupção.

OBJETIVOS DA CAMPANHA:

GERAL:
 
Conscientizar a sociedade, especialmente crianças e adolescentes, a partir de um diferencial, que é o incentivo à honestidade e à transparência das atitudes do cidadão comum, destacando atos rotineiros que contribuem para a formação do caráter, com vistas à criação de uma cultura de valores e princípios éticos que contribuam para a construção de um país mais justo e melhor.

ESPECÍFICOS:

Reduzir a impunidade nacional, ou seja, cobrar a efetiva punição dos corruptos e dos corruptores, abrindo um canal real para oferecimento e encaminhamento de denúncias;

Educar e estimular as gerações novas através da construção, em longo prazo, de um Brasil mais justo e mais sério, destacando o papel fundamental de nossas próprias condutas diárias;

Aproveitar momentos do cotidiano infanto-juvenil (família, escola e comunidade) para propiciar a vivência de atividades que os levem a conhecer esses princípios, estimulando-os a praticá-los no seu ambiente de convívio social;

Divulgar a idéia em locais e acontecimentos informais (sociais, esportivos, campanhas e eventos), possibilitando o alcance da campanha a um público maior.
 
Sugerimos aos nossos leitores que acessem a página eletrônica do Ministério Público do Estado de São Paulo e conheça e divulgue a todos os objetivos dessa campanha.

Comecemos nos conscientizando da frase criada pelo policial rodoviário rodoviário federal Manuel Almeida, que faz parte de uma equipe que busca conscientizar a população à respeito das corrupções no trânsito:
"Não critique a grande corrupção ['políticos'], se você comete a pequena", refere-se ele ao exemplificar como muitas pessoas dão e/ou aceitam subornos".
Links:



(1) - página do MP do Estado de São Paulo
http://www.mp.sp.gov.br/portal/page/portal/home/home_interna

(2)- página da campanha "O que você tem a ver com a corrupção"
http://www.mp.sp.gov.br/portal/pls/portal/docs/1/1608729.GIF