28 de agosto de 2015

Discriminação: sou branco, olhos claros e sou discriminado.







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                Não são só os negros e os homossexuais que são discriminados no Brasil e em grande parte dos países. Podemos incluir os fumantes, sejam eles brancos, negros, hetero ou homossexuais.

                A partir da edição de leis proibindo o fumo em quase todos os lugares públicos, somado a intensa campanha antitabagismo, os fumantes passaram também a sofrer discriminação, sendo vistos como seres extraterrestres. 

                Como fumante reconheço que o cigarro é uma droga que, embora lícita, traz danos à saúde dos fumantes e daqueles que com eles convivem.

                Por outro lado, em contradição, muitos países, inclusive no Brasil, as drogas ilícitas já começam a ser liberadas. A bebida alcoólica, tão nociva quanto ao cigarro, não sofre as mesmas restrições, tendo sido revelado um aumento significativo do consumo entre o público jovem.

                Verifica-se também que no Brasil os nossos Tribunais têm considerado o alcoolismo uma doença, não sendo, inclusive, permitido ao empregador dispensar por justa causa um empregado que faz uso da bebida alcoólica. Por outro lado, o tabagismo, que também deveria ser configurado uma doença, não merece o mesmo tratamento. É muito comum as empresas demitirem funcionários que deixam os seus locais de trabalho para fumar em lugares onde ainda é “permitido”. Sim, permitido entre aspas, pois mesmo nesses lugares, os nãos fumantes se sentem incomodados e muitas vezes recriminam ostensivamente os fumantes.

                De maneira alguma pretendo aqui fazer uma campanha a favor dos fumantes. Como já afirmei e  como fumante sei dos males que o cigarro me faz e pode acarretar a outras pessoas. Por isso, procuro evitar fazer uso do cigarro em locais em que posso incomodar um não fumante. Só espero, e quero ter a liberdade de fumar em locais onde a lei permite, pois se ela dá o direito de outros de não serem prejudicados pelos fumantes em determinados lugares (e são a maioria), ela também assegura que em outros (e são poucos) que o fumante possa exercer o seu direito.

                Não me importo de ser visto como um extraterrestre, mas exigirei o meu direito de fumar nos lugares onde a lei ainda me permite.                              
               

25 de agosto de 2015

Brasil: crise de representatividade


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        “O jornal britânico – The Observer” revelou na sua edição do último domingo (23 de agosto), que há grande possibilidade de a presidente Dilma conseguir sobreviver a crise instalada no país. Isso não irá acontecer pelo fato de seu governo conseguir recuperar a credibilidade tanto política como econômica, mas pelo temor já demonstrado pelos empresários e até pela mídia tradicional de que sua saída via renúncia, impeachment ou golpe, seria pior para o país.

        Se antes Dilma alcançou a incrível marca de 80% de aprovação, hoje ela amarga apenas 8%, a pior da história da pesquisa, superando os 68% registrados pelo presidente Fernando Collor em 1992. 

        A onda de manifestações e as denúncias da denominada “Operação Lava-Jato”, ao contrário de servir de munição para a frágil oposição ao governo petista, são utilizadas por ele como prova de que o Brasil vive hoje um momento especial de amadurecimento democrático. Nesse sentido, vale a pena reproduzir uma afirmação da presidente Dilma: “Muitos da minha geração deram a vida para que o povo pudesse ir às ruas se expressar. Eu, particularmente, participei e tenho a honra de ter participado dos processos de resistência da ditadura. Como outros brasileiros, sofremos as consequências da resistência para ver esse País livre da censura e da opressão, da interdição da liberdade de expressão".

        Se para alguns as manifestações mostram um amadurecimento democrático do país, por outro lado a inércia daqueles que nos representam de atender as reivindicações contraria o princípio da representatividade exigido num Estado Democrático de Direito.

        Diante disso, e contrariando a tese defendida por alguns de que o impeachment da presidente Dilma seria um golpe, entendemos que é dever daqueles que representam os interesses do povo, a qualquer tempo, dar atendimento às suas vozes, para que não venha instaurar no País uma crise de representatividade.

        Se de fato estamos numa plenitude democrática como é apregoa, chegou a hora de o nosso Congresso Nacional utilizar dos institutos de consulta popular, plebiscito ou referendo (Art. 14, da Constituição Federal), para perguntar ao povo brasileiro o que ele espera seja feito para que as mudanças sejam feitas.
       

21 de agosto de 2015

Dilma renuncia e Lula volta em 2018


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                Tenho para mim que o PT dá um banho nos demais partidos políticos em termos de estratégias para vencer eleições e se manter no poder. Apesar da grave crise política e econômica que o próprio PT foi o principal artífice, a oposição não tem força ou não quer o impeachment da presidente petista. Segundo um dos líderes do PSDB é preferível que ela “sangre” no poder.

                O jogo político vai de desenrolando sem uma definição clara.

                Ao que tudo indica Dilma continuará até 2018. Os petistas, especialmente Lula, também desejam que ela “sangre” no poder. Isso, segundo o jornalista Reinaldo Azevedo, facilitaria o seu retorno em 2018.

                E não duvido que, se Dilma sangrar muito, os próprios petistas irão pedir que ela renuncie, para abrir caminho da volta, em 2018, do Lula.

                As manifestações que já aconteceram, apesar de significativas, não incomodam os petistas. Por outro lado, não parece que a voz das ruas tenham qualquer significado para que os opositores a utilizem para derrubar o PT.

                Diante de tudo isso, só nos resta esperar 2018, pois nada mudará até lá.

                Muitos apostam que o PT, mesmo com Lula candidato, não vencerá as eleições de 2018.           Eu tenho minhas dúvidas, pois não posso deixar de reconhecer que o PT sempre mostrou competência quando era oposição e, agora, competência ainda maior para driblar a inoperante oposição ao seu governo.

                Pobre de nós brasileiros.