31 de dezembro de 2012

Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço



 
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       A frase acima, atribuída à James Farrel, se aplica bem à recente entrevista dada por José Sarney, atual presidente do Senado Federal e ex-presidente da República.

       Sarney diz que deveria existir no Brasil “uma legislação que não permitisse a nenhum ex-presidente da República que voltasse a qualquer cargo eletivo". 

       Depois de desfrutar por anos a fios do poder, mesmo que para isso fosse preciso vestir a camisa do “time” que estava no comando, Sarney diz que não vai mais ser candidato a nada.

       Mas não é isso o que ele quer de fato. Basta ler com atenção resposta que ele deu para justificar a proibição de ex-presidentes serem proibidos de candidatar-se:

                Dever-se-ia dar ao ex-presidente as condições para ele exercer as funções do ex-presidente. Pode ser um braço não governamental das negociações em que o governo não pode entrar diretamente, para ser um homem apaziguador. Essa é a função do ex-presidente, como ele exerce nos Estados Unidos. Mas tem que ter condições. O Estado deveria dar-lhe uma pensão de sobrevivência, assegurar escritório, viagens, segurança permanente. Porque um ex-presidente deixa no governo inimigos, deixa pessoas no mundo dessa natureza”, (gn).

       Leia na íntegra a entrevista citada:




FELIZ ANO NOVO - SALVE 2013.



 
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DESEJAMOS AOS NOSSOS LEITORES

UM FELIZ

ANO NOVO.

QUE EM 2013 VOCÊS CONSIGAM REALIZAR

SONHOS

POSSÍVEIS E IMPOSSÍVEIS.  

30 de dezembro de 2012

Pais orfãos





    
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 Antes que elas cresçam









Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.



É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.



Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.



Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.



Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?



Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.



Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.



Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.



Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.



Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.



Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.



Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.



No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.



O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.



Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

Autor:

Affonso Romano de Sant'Anna



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Viagem de crianças ao exterior


 
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Como muitas pessoas têm dúvidas de como deverá agir para que seus filhos, acompanhados ou não pelos pais, realizem viagens ao exterior, julgamos interessante reproduzir em nosso blog as instruções que foram extraídas do site do Conselho Nacional de Justiça.



Em entrevista à Rádio Justiça, o conselheiro José Roberto Neves Amorim, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explica como os pais devem fazer para autorizar as viagens de seus filhos ao exterior quando acompanhados de apenas um responsável ou quando desacompanhados.

Criada em 2009, a Resolução 131, do CNJ, facilitou a emissão das autorizações que, antes, tinham de ser autorizadas judicialmente, nas varas da infância. "Era um processo mais demorado e trabalhoso", afirma o conselheiro.

Neves Amorim alertou os pais sobre a necessidade de reconhecer suas assinaturas em cartório, para que a autorização seja válida. "As autoridades não sabem em que situação essa criança ou adolescente está saindo do país. É uma situação delicada", explica. Ouça aqui a íntegra da entrevista.

Siga esses passos para autorizar a viagem de seu filho:

Acesse o site do CNJ (ou da Polícia Federal) para obter mais detalhes sobre a autorização. Veja a cartilha.

Imprima duas (2) cópias do Formulário Padrão de Viagem Internacional; que você pode acessar clicando aqui.

Os pais devem preencher e assinar as duas vias. Uma cópia ficará retida na Polícia Federal; a outra ficará com o jovem ou com o responsável que o estiver acompanhando.

As cópias com as assinaturas devem ser reconhecidas em cartório.
O pai que está viajando com a criança não precisa reconhecer assinatura, pois já portará documentos que comprovam seu parentesco. Veja o vídeo da campanha.

Regina Bandeira
Agência CNJ de Notícias

Crédito:
Extraído de: Conselho Nacional de Justiça  - 27 de Dezembro de 2012

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