25 de agosto de 2015

Brasil: crise de representatividade


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        “O jornal britânico – The Observer” revelou na sua edição do último domingo (23 de agosto), que há grande possibilidade de a presidente Dilma conseguir sobreviver a crise instalada no país. Isso não irá acontecer pelo fato de seu governo conseguir recuperar a credibilidade tanto política como econômica, mas pelo temor já demonstrado pelos empresários e até pela mídia tradicional de que sua saída via renúncia, impeachment ou golpe, seria pior para o país.

        Se antes Dilma alcançou a incrível marca de 80% de aprovação, hoje ela amarga apenas 8%, a pior da história da pesquisa, superando os 68% registrados pelo presidente Fernando Collor em 1992. 

        A onda de manifestações e as denúncias da denominada “Operação Lava-Jato”, ao contrário de servir de munição para a frágil oposição ao governo petista, são utilizadas por ele como prova de que o Brasil vive hoje um momento especial de amadurecimento democrático. Nesse sentido, vale a pena reproduzir uma afirmação da presidente Dilma: “Muitos da minha geração deram a vida para que o povo pudesse ir às ruas se expressar. Eu, particularmente, participei e tenho a honra de ter participado dos processos de resistência da ditadura. Como outros brasileiros, sofremos as consequências da resistência para ver esse País livre da censura e da opressão, da interdição da liberdade de expressão".

        Se para alguns as manifestações mostram um amadurecimento democrático do país, por outro lado a inércia daqueles que nos representam de atender as reivindicações contraria o princípio da representatividade exigido num Estado Democrático de Direito.

        Diante disso, e contrariando a tese defendida por alguns de que o impeachment da presidente Dilma seria um golpe, entendemos que é dever daqueles que representam os interesses do povo, a qualquer tempo, dar atendimento às suas vozes, para que não venha instaurar no País uma crise de representatividade.

        Se de fato estamos numa plenitude democrática como é apregoa, chegou a hora de o nosso Congresso Nacional utilizar dos institutos de consulta popular, plebiscito ou referendo (Art. 14, da Constituição Federal), para perguntar ao povo brasileiro o que ele espera seja feito para que as mudanças sejam feitas.
       

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