27 de outubro de 2010

Refletir é preciso e urgente.

Recebemos por e-mail uma apresentação que conta uma história escrita pelo escritor e filósofo Olivier Clerc, que vale a pena ser reproduzida na íntegra:


A rã que não sabia que estava sendo cozinhada

Imagine uma panela cheia de água fria na qual, nada tranquilamente, uma pequena rã. Um pequeno fogo debaixo da panela e a água aquece muito lentamente. Pouco a pouco, a água fica morna e a rã, achando isto bastante agradável, continua a nadar.


A temperatura da água continua subindo. Agora a água está quente, mais do que a rã pode apreciar, sente-se um pouco cansada, mas não obstante, isso não a assusta. Agora a água está realmente quente e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada, então aguenta e não faz nada.


A temperatura continua a subir, até que, a rã acaba simplesmente cozida e morta.


Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas teria pulado imediatamente da panela.


Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento, escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, qualquer reação, oposição, ou revolta.


Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade, durante algumas décadas, podemos ver que nós estamos sofrendo um lento modo de viver ao qual nós nos acostumamos.


Uma quantidade de coisas que nos teriam horrorizado há 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e hoje elas perturbam ou apenas deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.


Em nome do progresso, da ciência e do lucro são efetuados ataques contínuos às liberdades individuais, á dignidade, á integridade da natureza, á beleza e á alegria de viver, lentamente mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisados e agora incapazes de defender-se.


As previsões para nosso futuro, em vez de despertarem reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, alias dramáticas.


O martelar contínuo de informações da mídia satura os cérebros que não podem distinguir mais as coisas...


Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã. Agora, é para hoje!!!


Consciência ou cozinhado, precisa escolher!
Essa pequena história serve para demonstrar que nós seres humanos estamos sendo “cozidos” e não tomamos consciência disso. As nossas agressões ao meio ambiente, à lei, à honra, à ética, ao civismo, à religião e à família, estão nos levando a aceitar, sem qualquer contestação, que a fragilização dos pilares que sustentam a sociedade coloque em risco todos nós.



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