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Merecem aplausos todas as iniciativas tomadas pelo governo do Rio de Janeiro no sentido de pacificar as suas favelas e combater o crime organizado, especialmente o tráfico de drogas. Todavia, tais ações, por si só, não devem surtir os resultados esperados pois, grande parte do lucro dessa atividade criminosa é transferida para policiais civis e militares, conforme declarou o traficante Nem, da Rocinha, recentemente preso.
Da mesma forma, o famoso traficante afirmou que parte desse lucro é destinada ao assistencialismo da favela, o que permite que eles tenham a proteção da comunidade.
Sob a proteção de policiais corruptos e da própria comunidade, qualquer ação no sentido de coibir essa ação criminosa esbarra em obstáculos difíceis de serem vencidos.
O governo do Rio de Janeiro precisa, com urgência, criar um serviço de inteligência capaz de acabar de vez com a corrupção dos policiais e, da mesma forma, assegurar às favelas que estão sendo pacificadas, o mínimo de condições para que a vida de seus moradores não fique mais na dependência dos recursos repassados pelo tráfico.
Um tarefa árdua para não dizer impossível. Espera-se que a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016) venham exigir que os nossos governantes adotem medidas eficazes para resolver definitivamente o problema.
Torcemos para que tudo se resolva e que possamos novamente chamar o nosso Rio de Janeiro de "Cidade Maravilhosa".
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