
Crédito imagem - ccbeugoiania.wordpress.com
O problema habitacional do Brasil é cada vez mais sério. Hoje, conforme a notícia que reproduzimos neste post, o aluguel de
casa em favela já tem valor igual ao de imóvel no centro.
Um absurdo que precisa ser urgentemente resolvido.
Vejam a notícia:
Das curvas
do Copan aos tijolos da favela mais populosa da capital, um só preço. O aluguel
de R$ 550 banca, da mesma maneira, uma quitinete do edifício projetado por
Oscar Niemeyer e uma casa de quarto e cozinha, sem janelas, em Heliópolis (zona
sul).
Urbanização, chegada de infraestrutura de transportes e maior procura -gerada
por desapropriações- impulsionaram aluguéis em favelas. Em dois anos, os preços
dobraram e se igualaram ao de quitinetes na região central.
No Jd.
Miriam, no Cantinho do Céu e em Heliópolis, na zona sul, uma casa de três
cômodos é alugada por R$ 700. Em Paraisópolis, zona sul, uma de 80 m², com três
quartos, dois banheiros, garagem e quintal, chega a R$ 1.000.
O ajudante
de almoxarife Marco Antônio Souza Silva, 31 anos, diz ter se assustado com os
preços quando teve sua casa desapropriada, há um ano. "Ganho auxílio de R$
400 e não achei nada por menos de R$ 500", conta.
"Não
tem casa por menos de R$ 600", diz Elena dos Santos, que aluga imóveis há
37 anos em Paraisópolis. A mesma média de preço foi paga em julho em quitinetes
da Barra Funda (zona oeste) -sem contar a taxa de condomínio.
O secretário
municipal da Habitação, Ricardo Pereira Leite, diz que a melhora econômica
motivou a alta nos preços.
Essa melhora
de vida, segundo ele, separou famílias que antes viviam juntas e aumentou a
procura. Atualmente, 180 mil delas coabitam. A estimativa é a de que 80 mil
deixem de fazê-lo até 2014.
Para Marcelo Manhães de Almeida, presidente da Comissão de Direito Urbanístico
da OAB-SP, a informalidade -acordos de locação com base na confiança- dificulta
a migração dos moradores para imóveis fora de favelas.
Nota deste blog
O morador da favela tem um custo mensal a mais, considerando as despesas de transportes até o seu local de trabalho.
Fonte:
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