Vivemos um momento atípico na formação dos nossos jovens.
Ética e moral, valores que se começavam a ser ensinado nos lares, desde de os primeiros anos de vida de uma criança, e reafirmados nas séries iniciais de estudo, não mais faz parte da “bagagem” dos alunos que chegam ao ensino superior.
Diante
desse contexto, o papel do professor universitário, que antes era de apenas de
transmitir conhecimentos, hoje ganha nova dimensão. Primeiro não basta o
professor apenas transmitir conhecimentos. É preciso que ele dote o aluno da
capacidade de aprender a aprender, diante da volatividade dos conhecimentos.
É
por essa razão que Michel Montaine afirma com muita felicidade:
“Podemos
ser conhecedores com o conhecimento dos outros, não podemos ser sábios com a
sabedoria de outros”
Se
a tarefa dos professores não mais se resume em preparar os seus alunos para
serem meros conhecedores dos conhecimentos, e sim de incitá-los a buscar, de
forma autônoma, a “sabedoria”, ou melhor, algo que ainda não se conhece, a ele
está reservado outro papel de preparar o cidadão que ele ainda não é, mas que
já deveria ser.
Diante
desse contexto, o ensino da ética e da moral deveria a fazer parte das matrizes
curriculares dos cursos, das séries iniciais até o ensino superior.
Preparar
o cidadão integral é uma missão que não pode ser relegada a segundo plano nas
escolas brasileiras.
Os
professores têm que assumir o papel de formar cidadãos que primem pelos valores
éticos e morais. Para isso, têm que dar exemplo e transmitir mensagens em sala
de aula que levem os alunos a refletir sobre o que significa ser ético, e
moralmente correto numa sociedade tão carente desses príncípios como a atual.
Caberá a eles, os professores, e não somente aos pais, mostrar que vale a pena praticar o bem, ser socialmente responsável, generoso e leal com os colegas.
Caberá a eles, os professores, e não somente aos pais, mostrar que vale a pena praticar o bem, ser socialmente responsável, generoso e leal com os colegas.
Antes
de encerrar este post, vale a pena citar Yves de La Taille, professor do
Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, que afirma ser paradoxal
a situação do mundo atual. Para ele, “De um lado, verificamos um avanço da
democracia e do respeito aos direitos humanos. Mas, de outro, tem-se a
impressão de que as relações interpessoais estão mais violentas, instrumentais,
pautadas num individualismo primário, num hedonismo também primário, numa busca
desesperada de emoções fortes, mesmo que provenham da desgraça alheia”.
O
citado professor, ainda assinala que “a crise moral e ética atinge tanto a
escola quanto as famílias, e uma empurra a responsabilidade da educação das
crianças para a outra”.
E
mais:
“Muitos
professores acusam os pais de não darem, por exemplo, limites a seus filhos, e
muitos pais acusam a escola de não ter autoridade e de não impor a disciplina”
E
finaliza dizendo que:
“Tanto
uma quanto a outra têm grande responsabilidade no desenvolvimento moral e ético
das crianças”
Diante disso, só iremos construir uma sociedade fraterna e justa, se pais e educadores, juntos,
zelarem pela formação ética e moral da nossa futura geração.
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