14 de novembro de 2011

Professor deve ensinar ética e moral em sala de aula


 


Vivemos um momento atípico na formação dos nossos jovens.

Ética e moral, valores que se começavam a ser ensinado nos lares, desde de os primeiros anos de vida de uma criança, e reafirmados nas séries iniciais de estudo, não mais faz parte da “bagagem” dos alunos que chegam ao ensino superior.

Diante desse contexto, o papel do professor universitário, que antes era de apenas de transmitir conhecimentos, hoje ganha nova dimensão. Primeiro não basta o professor apenas transmitir conhecimentos. É preciso que ele dote o aluno da capacidade de aprender a aprender, diante da volatividade dos conhecimentos.
É por essa razão que Michel Montaine afirma com muita felicidade:
“Podemos ser conhecedores com o conhecimento dos outros, não podemos ser sábios com a sabedoria de outros”
Se a tarefa dos professores não mais se resume em preparar os seus alunos para serem meros conhecedores dos conhecimentos, e sim de incitá-los a buscar, de forma autônoma, a “sabedoria”, ou melhor, algo que ainda não se conhece, a ele está reservado outro papel de preparar o cidadão que ele ainda não é, mas que já deveria ser.
Diante desse contexto, o ensino da ética e da moral deveria a fazer parte das matrizes curriculares dos cursos, das séries iniciais até o ensino superior.
Preparar o cidadão integral é uma missão que não pode ser relegada a segundo plano nas escolas brasileiras.
Os professores têm que assumir o papel de formar cidadãos que primem pelos valores éticos e morais. Para isso, têm que dar exemplo e transmitir mensagens em sala de aula que levem os alunos a refletir sobre o que significa ser ético, e moralmente correto numa sociedade tão carente desses príncípios como a atual.

Caberá a eles, os professores, e não somente aos pais, mostrar que vale a pena praticar o bem, ser socialmente responsável, generoso e leal com os colegas.
Antes de encerrar este post, vale a pena citar Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, que afirma ser paradoxal a situação do mundo atual. Para ele, “De um lado, verificamos um avanço da democracia e do respeito aos direitos humanos. Mas, de outro, tem-se a impressão de que as relações interpessoais estão mais violentas, instrumentais, pautadas num individualismo primário, num hedonismo também primário, numa busca desesperada de emoções fortes, mesmo que provenham da desgraça alheia”.
O citado professor, ainda assinala que “a crise moral e ética atinge tanto a escola quanto as famílias, e uma empurra a responsabilidade da educação das crianças para a outra”.
E mais:
“Muitos professores acusam os pais de não darem, por exemplo, limites a seus filhos, e muitos pais acusam a escola de não ter autoridade e de não impor a disciplina”
E finaliza dizendo que:
“Tanto uma quanto a outra têm grande responsabilidade no desenvolvimento moral e ético das crianças”
Diante disso, só iremos construir uma sociedade fraterna e justa, se pais e educadores, juntos, zelarem pela formação ética e moral da nossa futura geração.

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