As redes sociais abriram um novo front para a relação entre alunos e professores. No caso específico da escola, mestres e estudantes podem se relacionar no Facebook e no Twitter? Os docentes têm liberdade de decidir como vão se comportar. Há quem prefira nem entrar nas redes para evitar qualquer contato. Outros interagem bastante por meio da internet.
O professor de história Ulisses Martins, do curso preparatório do Colégio Nacional, tem diversos alunos como “amigos” no Facebook e se conectam diariamente com eles. Ele crê que se trata de uma ferramenta importante até para eventuais problemas extra-classe.
— Ajuda bastante porque você se aproxima do aluno, não é apenas aquele cara que fica lá na frente falando um bando de coisas. Eles mesmos às vezes passam por um momento difícil em casa e vêm pedir ajuda, conselhos. Nas redes, eles ficam mais à vontade. Se percebo que determinado aluno não está muito bem na aula, eu o chamo no Facebook, pergunto o que aconteceu — diz Ulisses, que também enxerga problemas na relação. — É preciso tomar cuidado, porque na rede social você continua sendo professor e, mesmo que não queira, é um modelo para os alunos.
Já o professor de sociologia Gustavo Bentoche, do colégio Palas, não tem perfil em redes sociais. No passado, ele chegou a ter Orkut, mas percebeu que não conseguiria dar conta de responder a todos que falavam com ele.
— Conheço vários professores que participam, mas comigo não funciona. Meu tempo livre, que é pouco, eu passo $, lendo e com a família. Não tenho tempo para administrar um perfil. No Orkut, acontecia de as pessoas entrarem em contato, e eu as deixava sem resposta — argumenta.
A professora da Uerj Eloiza Gomes de Oliveira, pesquisadora das redes sociais na Educação, acredita que essa é uma relação problemática e que é preciso cuidado.
— A relação entre professor e aluno não é simétrica. Ela deve ser afetuosa, democrática, mas não é simétrica. Eticamente, é muito difícil. O docente vai precisar tomar uma série de cuidados. Particularmente, não me agrada — afirma Eloiza.
O professor de ciências da Escola Parque, Igor França, é um dos mais ativos na EP2. Mas, no Facebook, criou dois perfis: um para ser adicionado pelos alunos e outro para a sua vida pessoal. Na sua opinião, alguns comentários ou postagens podem ser mal interpretados pelos alunos.
— A EP2 é uma oportunidade de compartilhar o que produzimos em sala, e eu uso. Já o Facebook não é o mesmo espaço da escola. Às vezes, um amigo meu pode fazer uma brincadeira no meu mural que os estudantes podem compreender de forma errada — justifica.
Nota:
E você leitor(a), é amigo dos seus alunos nas redes sociais?
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ResponderExcluirOlá, Franco,
Sempre fui um tanto reticente em relação às redes sociais, pois às vezes podem ser mal utilizadas por indivíduos inescrupulosos que ficam à cata de dados pessoais e profissionais dos integrantes da rede.
Meu filho Marcelo, por conta própria ,"colocou-me" no Facebook e até que achei interessante, uma vez que acabei entrando em contato com amigos dos quais não tinha notícia há bastante tempo. Penso, porém, que em relação a professor/aluno, isso precisa ser usado com cautela.
Abrs.
MElisa