20 de maio de 2012

Como é difícil ser educado.

  

Relato que nos é revelado em um artigo publicado no site Espaço Vital, com o título “Gente Educada”, mostra bem a dura realidade do exercício da advocacia no Brasil.  

Leiam:  

Na sala de audiências, no início de uma chuvosa manhã de outono, as partes e seus procuradores aguardavam o juiz há mais de 30 minutos do horário aprazado para a realização da solenidade.  

- Os senhores podem se sentar à mesa, fiquem à vontade, o juiz está despachando em seu gabinete e em seguida realizará a audiência – disse um servidor.  

Enquanto esperava, uma advogada participante da cena, avisou que "ia lá fora" e, ao sair, certificou-se concretamente que, na verdade, o magistrado ainda não chegara ao foro. Voltou à sala, cochichou alguma coisa reservadamente com os presentes e deu início às digressões sobre diversos assuntos: as eleições de outubro, a decisão do campeonato gaúcho, as reiteradas decisões do STJ em favor dos bancos etc.  

Quando os relógios já marcavam uma hora de atraso parecendo não mais haver assuntos que pudessem descontrair a situação estabelecida, o magistrado ingressou na sala e falou, em tom alto e enfático:  

- Bom dia, senhores!  

Mas seu cumprimento não encontrou a reciprocidade esperada. Advogados e partes retribuíram com feições sérias e impacientes, sem pronunciarem uma palavra sequer.   

Então, o juiz, surpreso com a atitude, ironizou, pretendendo, em verdade, advertir aos presentes:  

- Lá na minha terra, gente educada responde quando é cumprimentada...  

A advogada não conseguindo disfarçar sua irritação, deu um breve suspiro e, justificando o silêncio havido, arriscadamente retrucou:  

- O senhor me desculpe, excelência. É que aqui na nossa cidade, gente educada chega no horário combinado....  

Nota:  

Você suportaria tudo isso com a educação demonstrada pela advogada?  

Crédito:

Um comentário:

  1. É, infelizmente o que vem acontecendo diariamente em nossos foros. Os deuses do magistratura andam bem a vontade para não respeitarem a Advocacia. Hoje seguramente podemos afirmar que vivemos na ditadura do judiciário e esta tem sido tão nefasta quanto à ditadura das armas, pois calam os Advogados com suas arrogâncias, ameaçam de processos quando são contrariados, e isso tem um nome: Omissão da OAB, que não tem coragem em defender a classe e muitas vezes o despreparo de alguns colegas que foram preparados, apenas para obedecerem, e quando se cala a advocacia, instala-se a ditadura e o arbítrio. Triste realidade estamos parecendo o povo alemão do pós guerra!

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