22 de junho de 2013

Uma onda ainda sem destino, sem cor, mas que jamais será um tsunami.





 

         

As manifestações que hoje acontecem em todo o Brasil se assemelha a uma onda que cresce a cada dia, ainda descolorida, e que está longe de atingir o seu destino final.

Fico feliz ao ver que o brasileiro resolveu mostrar toda a sua indignação com o destino do país. Ainda mais feliz de saber que o movimento não tem cor. Partidos políticos que se atreveram aproveitar o espaço para aparecer foram imediatamente afastados. A única bandeira permitida é a brasileira. Muito bom.

Os excessos e o vandalismo não são tolerados pela grande maioria dos manifestantes, mas eles aconteceram tirando parcialmente todo o vigor do movimento. Não se podia esperar outra coisa, pois a criminalidade que assusta a todos nós é um dos muitos motivos que levaram o povo às ruas.

O clamor das manifestações repercute nos meios de comunicação e nas redes sociais. Ganham o mundo. 

Os governantes e os políticos foram nocauteados. Grogues, evitam falar no assunto. Pelé o Ronaldo se atreveram a falar e foram massacrados nas redes sociais.

A presidente Dilma, vaiada na abertura da Copa das Federações, sentiu-se como uma mãe injustiçada após tanto fazer para os seus filhos. Com soe acontecer, foi imediatamente consolada pelos seus devotos como afirmou na sua coluna o jornalista Augusto Nunes. Para eles (os devotos da Dilma) “no estádio só havia torcedores da elite golpista todos loiros de olhos azuis”. Augusto Nunes enfatiza: “Nem notaram que é outro tiro no pé: estão jurando que os pobres foram excluídos das arenas da Copa da Ladroagem pelo governo que jura só pensar nos pobres”.

Para onde vai à onda? Ela crescerá de tamanho? Vai virar um tsunami?

A presidente Dilma falou ontem em cadeia nacional. Sua fala, pelos comentários de muitos analistas políticos, de nada adiantou. Josias em seu blog afirma que a presidente quer jogar a culpa em uma minoria autoritária, mas ela esquece que “quem enviou os manifestantes ao meio-fio não foi um grupo de líderes, mas um sentimento”. Pesquisas feitas dão conta de que 83,5% da população ouvida afirma que o discurso da presidente não vai reduzir a onda de protestos pelo Brasil. 

Se o movimento dos manifestantes não tem uma cara, os brasileiros também não tem um “cara”, especialmente no meio político, que mereça um mínimo de respeito da população. Nasce de tudo isso, o nome do ministro Joaquim Barbosa, aclamado e convocado pelo povo para assumir as rédeas do país. Ele não é político, e pelo que se sabe, infelizmente, não tem essa pretensão. Uma pena.

Não posso negar que estou feliz pelo fato de o povo brasileiro ter acordado. O clamor das ruas me fez crer que ainda podemos sonhar com mudanças. Todavia, os programas de bolsas, criados por Fernando Henrique Cardoso, que o governo petista deu continuidade e que deveria ser uma simples ponte para que medidas eficazes tomassem o seu lugar na solução contra a miséria no país, hoje se transformou em definitivo e se constituindo no maior programa "lícito" de compras de votos no mundo.

E a maior prova disso foi uma declaração do ex-petista, Hélio Bicudo, que em vídeo (1) afirma que a Bolsa Família faz com que o cidadão “receba dinheiro para votar”. Diz ele, ter ouvido de José Dirceu – ex-ministro da Casa Civil, condenado no processo do mensalão, “que o programa era o caminho mais rápido para a obtenção de mais de 40 milhões de votos”.

A onda certamente vai chegar à praia, talvez nas próximas eleições, mas certamente as bolsas famílias se constituíram em barreiras de contenção para segurar qualquer tipo de tsunami.


(1)- http://www.youtube.com/watch?v=Et9OrjTelc8&feature=player_embedded





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