24 de agosto de 2011

MAS TUDO PASSA, PASSARÁ...



As denúncias de corrupção que já derrubou vários Ministros do governo da presidente Dilma, todos eles indicados por Lula,  a colocam em choque direto com o PT e demais partidos da chamada base aliada. Além disso, pode dar indícios de que a corrupção já ocorria na gestão anterior e foi tolerada por Lula.

Vejam a notícia:

Petistas temem que ‘faxina’de Dilma carimbe gestão de Lula como ‘corrupta’

Parlamentares e ministros da sigla, sob reserva, criticam estilo da presidente e afirmam que ela está comprando brigas com partidos e sindicatos que poderão prejudicar projeto eleitoral para 2014.
A "faxina" no governo da presidente Dilma Rousseff, que já derrubou quatro ministros em dois meses e doze dias, causa extremo desconforto no PT. Dirigentes do partido, senadores, deputados e até ministros temem que, com a escalada de escândalos revelados nos últimos meses - especialmente nas pastas dos Transportes, do Turismo e da Agricultura -, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva acabe carimbado como corrupto. Todos os abatidos foram "herdados" de Lula.

Em conversas a portas fechadas, petistas criticam o estilo de Dilma, a "descoordenação" na seara política e o que chamam de "jeito duro" da presidente. Uma das frases mais ouvidas nessas rodas é: "Temos de defender o nosso projeto e o Lula." Mesmo os que não defendem abertamente a volta de Lula na eleição de 2014, dizem que Dilma está comprando brigas em todas as frentes - do Congresso ao movimento sindical -, sem perceber que, com sua atitude, alimenta o "insaciável leão" do noticiário e incentiva o tiroteio entre aliados.
Na avaliação de petistas, o poderoso PMDB - que na quarta-feira, 17, perdeu o ministro da Agricultura, Wagner Rossi - não é confiável e acabará dando o troco a qualquer momento. Convocação.

Dilma chamou ministros do PT e dirigentes do partido para uma conversa no domingo à noite, no Palácio da Alvorada. Chegou a telefonar para os que estavam fora de Brasília e ordenou que todos chegassem mais cedo à capital. A presidente pediu o encontro para ouvir a avaliação dos auxiliares sobre a crise na base aliada.

Ela contou ali sobre a reunião com Lula na semana anterior, admitiu a necessidade de se reaproximar dos partidos que compõem a coligação e avisou que teria um tête-à-tête no dia seguinte com o vice-presidente Michel Temer e com os líderes do PMDB na Câmara e no Senado. Àquela altura, a situação de Rossi era considerada complicada, mas ainda não havia sido divulgada a notícia do uso do jatinho de uma empresa que tem negócios com o governo pelo então ministro, afilhado de Temer.

Com receio da reação de Dilma - conhecida pelo temperamento explosivo -, alguns ministros pontuaram, com todo o cuidado, os problemas de relacionamento no Congresso após as demissões e citaram o PMDB e o PR. As alianças para as eleições municipais de 2012 também entraram na conversa.

Fonte
Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo

Nota deste blog

Não achamos que todos esses acontecimentos devem deixar Dilma preocupada. Pesquisa recente, que hoje lhe dá a ela 49%  de aceitação popular, bem menor, é claro, do que a de Lula, demonstra, por outro lado,  de que mais de 70% dos entrevistados sequer tomou conhecimento das notícias de corrupção no seu governo.

Um recado deste blog à presidente:

Povo alienado e desinformado aceita tudo, não reage e ainda bate palma.

Fique tranquila Presidenta,  como diz a música:

(...)
Mas tudo passa tudo passará
E nada fica nada ficará
Só se encontra a felicidade
(...)

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