
Crédito imagem - flickriver.com
Apesar de ter sido promulgada em 1979 a
Lei da Anistia, vez por outra surgem tentativas de reabrir as feridas abertas
no período da ditadura militar.
Segundo notícias hoje reveladas, o
Ministério Público Federal está se preparando para abrir ações criminais contra
militares suspeitos de participar do desaparecimento de algumas pessoas que
atuaram contra o regime militar. Para os integrantes do Ministério Público,
tais crimes possuem o caráter de continuado, não sendo possível aceitar a anistia.
Apesar de todos os percalços, já
vivemos há algum tempo em um regime democrático consolidado. Voltar no passado
para como dizem no ditado popular “caçar as bruxas”, é reabrir uma ferida que
já está cicatrizada.
Temos sérias dúvidas se o Ministério
Público tem o apoio das famílias dessas vítimas e da população em geral?
Seria muito bom que todos fossem
consultados, antes de colocar a mão no vespeiro.
Entendo que a Lei da Anistia veio para
colocar uma pedra sobre o passado. Nele, não só aqueles que se perfilaram
contra o regime foram vítimas. Muitas outras pessoas, que por força de
obrigação estavam de lado opostos, foram também vitimas de crimes praticados
por aqueles que combatiam o regime.
Se é para passar a limpo o passado,
todos os crimes praticados naquela época, independentemente de quem o praticou,
devem ser investigados e os responsáveis punidos.
Você não acha, caro(a) leitor(a).
Vamos seguir a lição do grande Machado
de Assis:
"Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito”.
Bola para frente Brasil.
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