18 de abril de 2012

O excessivo rigor deles e a complacência nossa



Crédito Imagem - ivanilson.com




       O noticiário de hoje revela que uma menina de seis anos foi detida, algemada e levada para a Delegacia de Polícia, por ter feito apenas pirraça numa escola nos Estados Unidos. Consta que irritada, a menina ocasionou danos ao patrimônio da escola e ainda teria ferido o diretor.

       O fato mostra bem que naquele país, a chamada tolerância zero, chega às raias do absurdo, onde menores são tratados de igual forma que criminosos de grande potencial.

       Se lá tal postura deve ser condenada, vimos que no Brasil os menores são a cada dia tratados com muita complacência, especialmente no ambiente escolar.

       Estudiosos apontam que a violência nas ruas das cidades, no ambiente doméstico e a impunidade daqueles que cometem os chamados crimes de “colarinho branco” têm levado os jovens a perder a credibilidade quando a uma sociedade justa, tornando-os violentos.

       Mirian Abramovay e Maria das Graças Ruas, na obra Violência nas Escolas, afirmam que “Valores como solidariedade, humildade, companheirismo, respeito, tolerância são pouco estimulados nas práticas de convivência social, quer seja na família, na escola, no trabalho ou em locais de lazer. A inexistência dessas práticas dão lugar ao individualismo, à lei do mais forte, à necessidade de se levar vantagem em tudo, e daí a brutalidade e a intolerância”.

       Nesse sentido, o fracasso da família, a ausência da religião e o fracasso da escola, proporcinam aos nossos jovens a crença de que podem tudo.

       É chegada a hora de educadores, pais e o governo colocarem esse assunto entre as prioridades a serem debatidas, pois o presente nos mostra que não podemos mais aceitar como verdadeiro o consenso que sempre prevaleceu entre nós de que o futuro da nação está nas mãos dos jovens.

      Leia:
 

Editora Unesco

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