15 de maio de 2012

FLANELINHAS: UM MARTÍRIO PARA A SOCIEDADE



Crédito Imagem - blogdoricardobarros.blogspot.com



 As recentes notícias de que a Polícia de São Paulo tem agido para coibir a ação dos denominados “flanelinhas” merece elogios.

Apesar de se constituírem meras detenções, muitos dos que foram levados à Delegacia eram portadores de antecedentes criminais.

Consta que entre os detidos, seis tinham antecedentes criminais – dois por roubo, um por porte ilegal de armas, um por lesão corporal, um por receptação e um por homicídio.

Já está na hora de nossos parlamentares agirem, estabelecendo que a prática adotada pelos “flanelinhas” venha constituir crime.

 Hoje a ação dos “flanelinhas” por si só não representa crime algum, pois não há na legislação penal pátria um dispositivo específico para sua tipificação (situação que pode vir a mudar caso seja aprovado o Projeto de Lei n° 4501/08, atualmente em tramitação no Congresso Nacional.

A situação está cada vez mais insuportável e nos valemos de uma citação para demonstrar como nós brasileiros não mudamos ao longo dos anos:

 “Em meados dos anos 40, o notável cineasta americano Walt Disney buscava inspiração para elaborar um personagem de desenho animado que representasse o perfil típico do povo brasileiro. O resultado foi o papagaio Zé Carioca, um personagem alegre, porém malandro, com aversão ao trabalho e que está sempre a procura novas artimanhas para se dar bem. Muitos brasileiros trabalharam arduamente para mudar esse infeliz estereótipo macional, porém não há como negar que alguns personagens cotidianos ainda são perfeitos representantes daquela ingrata imagem elaborada décadas atrás. Dentre estes destaca-se a figura do guardador de carros clandestino (flanelinha), um indíviduo que se vale do medo natural do cidadão diante da violência urbana para oferecer um suposto serviço de vigilância sobre os veículos estacionados em vias públicas. Colocam os condutores de em uma incômoda situação de constrangimento, de forma que o motorista deve optar entre pagar ao guardador ou ter seu veículo ou até mesmo sua integridade física atingidos” (nota 1).

       Será que um dia nós vamos ficar livres dos “flanelinhas”?

Notas:

1- http://jus.com.br/revista/texto/19440/flanelinhas-pelo-mundo-como-outros-paises-enfrentam-este-problema-urbano

2- Leia mais: 

http://jus.com.br/revista/texto/19440/flanelinhas-pelo-mundo-como-outros-paises-enfrentam-este-problema-urbano#ixzz1uw0ndsBQ.

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