27 de outubro de 2012

Pais idosos e filhos ingratos








        
Aos ler os comentários postados por leitores na reportagem publicada com o título “Saiba como agir quando chega a hora de assumir a responsabilidade pelos pais idosos”, chego a triste conclusão de que muitos idosos não têm como comemorar o crescente aumento da expectativa de vida.

Segundo a reportagem, dados do Censo 2010 do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas), revelam que a expectativa de vida do brasileiro aumentou 25,4 anos no período entre 1960 e 2010, passando de 48 para 73,4 anos. A projeção é de chegar a 80 anos em 2040.

Tais dados revelam que o aumento da expectativa de vida vai exigir que os filhos passem a assumir a responsabilidade de cuidar dos seus pais, pois “eles irão precisar de alguém para auxiliá-los em atividades que antes faziam sozinhos”.

Essa inversão de papéis, que deveria ser natural, considerando que os pais durante toda a vida sempre estiveram prontos a ajudar os filhos, muitas vezes não ocorre. Os filhos passam a enxergar os pais como um fardo, esquecendo-se de tudo que antes receberam deles.

A propósito vale a pena citar um trecho da reportagem que fala sobre o assunto:

“Essa inversão de papéis é delicada para todos. Se, por um lado, o filho se sente pressionado por ter de lidar com novas responsabilidades, os pais também não ficam à vontade frente sua dependência. "É duro para os pais que sempre cuidaram dos filhos e passam a receber ordens deles. Machuca muito. E há uma geração de velhos que teve uma educação diferente. É complicado quando o idoso passa a ter de usar fralda e a filha o troca, mas ela nunca tinha visto o pai nu", exemplifica Ursula Karsch, assistente social do programa de pós-graduação em Gerontologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)”.

Recomendo a leitura da reportagem a todos os leitores do meu blog.

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