
Em meio do turbilhão político que sacode o nosso país de norte
a sul, com grande movimentação dos setor político e da sociedade em geral,
destaca-se sobremaneira a omissão do PSDB, partido oposicionista do governo que
está sendo julgado e que pode deixar o poder.
Serra, Alckmin, Fernando Henrique e Aécio são figuras invisíveis
em todo o processo desencadeado. Aécio, detentor de mais de 50 milhões de votos
nas últimas eleições presidenciais, está mudo.
O radialista e historiador Marco Antonio Villa em fala hoje
pela manhã na rádio Jovem Pan assinala, com bastante propriedade, a omissão dos
caciques do PSDB, afirmando que o espaço vazio decorrente está sendo ocupado
por Jair Bolsonaro.
Difícil entender o posicionamento do PSDB. Seria alguma
estratégia política? Só isso justificaria, mas qual seria?
Não bastasse isso, a mídia internacional tem criticado com
grande ênfase a crise política brasileira. Para ela o Brasil tira do poder a
representante de um partido maculado por uma onda de corrupção sem precedentes,
mas os que hoje a estão julgando também estão afundados em acusações da mesma
proporção.
O eventual impeachment da presidente Dilma não tem como autor
um partido político, pois apenas representa a vontade do povo, sim o povo que
foi às ruas e exigiu que Dilma deixe a
presidência da república.
O dia seguinte será uma grande incógnita. Michel Temer,
vice-presidente, vai assumir, mas certamente em breve será alvo de um novo
pedido de impeachment. Eduardo Cunha, Renan Calheiros, sucessores legais,
também são alvos de processos que os deixam passíveis de não reunir condições
para assumir a presidência.
Pobre país. Destitui sua presidente, mas não tem quem colocar
no lugar.
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