
A instabilidade política decorrente da tramitação do pedido
de impeachment da presidente Dilma acordou o povo brasileiro. De um lado
aqueles que defendem a sua permanência e do outro aqueles que desejam a sua
saída. As manifestações acontecem nas ruas das cidades, até agora, em clima
pacífico. Nos bastidores político, trava-se uma verdadeira batalha em busca dos
votos necessários para garantir a vitória de cada um dos lados.
Ao contrário desse quadro já desenhado, os empresários
brasileiros, que se dizem prejudicados pela crise desencadeada, não foram
capazes de descer do muro e apoiar um dos lados. A alegação é que o desfecho do
impeachment é imprevisível.
Tal postura dos empresários brasileiros é uma demonstração de
que eles só jogam para ganhar, contradizendo a máxima de que todo o negócio é
passível de riscos.
Mesmo sem abertamente se declararem de que lado está o empresariado
brasileiro acredita que é preciso dar uma solução urgente a esse impasse
político, pois mesmo com a vitória de qualquer um dos lados, será preciso administrar
ao Brasil, hoje na UTI, uma dose de remédio muito amargo, garantindo o seu
sobrevivência no mercado internacional.
A decisão está próxima. Em breve saberemos se a postura dos
empresários brasileiros foi correta. Ao deixar de apostar em um dos lados eles irão
ganhar?
O futuro nos dirá.
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