30 de maio de 2013

Juiz criativo – no século passado.

charge da matéria publicada - fonte citada



Lagoa Vermelha (RS), século passado, pleno mês de julho, inverno rigoroso.

O magistrado recém assumira a titularidade da comarca, então de única vara judicial. De pronto havia um júri a ser realizado - data já aprazada pelo magistrado antecessor.

Processo complicado, com seis réus denunciados. A solenidade inicia às 9 h da manhã e tem regular andamento com a interrogação dos réus e inquiridas as testemunhas.

Ao início da noite, o oficial de justiça aproxima-se do juiz, aponta para um homem que está agitado numa cadeira, na bancada dos jurados.

- Doutor, aquele jurado lá está começando a passar mal.

- O que é que ele tem?

- Ele precisa de uma cachacinha para poder ir adiante. É dependente de álcool e está começando a ter um "delirium tremens".

O juiz não soubera, antes, dessa peculiaridade do homem que fora sorteado para integrar o corpo de jurados - ainda mais que não houvera qualquer impugnação por parte do promotor ou dos advogados de defesa.

O magistrado analisa a situação e pensa, consigo mesmo, que não poderia suspender ou anular o júri e perder todo o trabalho feito naquele dia, durante 12 ou 13 horas. E ordena, então, ao oficial de justiça a solução.

- Dá cubra libre pra ele. Vai urgente no armazém e busca duas doses de cachaça ou rum e Coca-Cola. Mistura bem e dá logo ele. E para ninguém notar, distribui, aos outros jurados, copos iguais, mas apenas de Coca-Cola.

Assim é feito e o júri transcorre tranquilamente até o final com a condenação de todos os réus.

Semanas depois, ao receber a visita do corregedor, o novel juiz confidencia:

- Foi a cuba livre salvadora!

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