10 de janeiro de 2011

Ao invés de arma de fogo vamos dar a cada policial um buquê de flores!!!



Uma Portaria Interministerial recente (4.226, de 31 de dezembro de 2010), editada pelo Ministério da Justiça e Secretaria de Direitos humanos, restringe no Brasil o uso de armas de fogo por policiais. Pela nova norma, os policiais não mais poderão atirar em pessoas em fuga, armadas ou não, bem como contra carros que furarem blitzes policiais.

A partir de agora, os policiais só podem atirar em casos de legitima defesa ou por real ameaça de lesão ou morte de terceiros. Fica proibido aos policiais apontar armas contra pessoas durante abordagens nas ruas de forma “rotineira e indiscriminada”. Os agentes policiais deverão portar pelo menos dois outros instrumentos de menor poder ofensivo como alternativa ao uso da arma de fogo. Tiros de advertência em situações de conflitos também passam a ser vedados.

Para suprir tudo isso, os policiais deverão portar outros meios de inibição de menor poder ofensivo, não letais, como pistolas de choques elétricos, spray de pimenta ou gás paralisante, por exemplo, como alternativa ao uso da arma de fogo.

A Portaria é valida para os agentes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública. Os estados e municípios terão liberdade de aderir ou não à norma editada.

Por fim, a Portaria disciplina que os processos de seleção devem exigir dos candidatos perfil psicológico necessário para atuar em situações típicas das atividades policiais e conhecimentos das regras básicas que norteiam os chamados direitos humanos.

A Portaria calharia bem num país altamente desenvolvido com baixos índices de criminalidade, onde os policiais fossem dignamente remunerados e preparados para enfrentar qualquer tipo de criminosos. A medida, no entanto, inibirá a já precária possibilidade de os nossos policiais enfrentarem, com chance de êxito, criminosos tão bem armados como ocorre em nosso país.

A redução da criminalidade no Brasil e o respeito pelos direitos humanos pelas nossas policiais vão além de uma mera Portaria que proíbe que os seus agentes utilizem armamentos em determinadas ocasiões. Passa, primeiro, pela restauração das autoridades, da competência administrativa e o aumento dos recursos para a segurança pública.

Nesse sentido, os primeiros passos a serem dados são os de aumentar significativamente o nosso efetivo policial, investir pesado na formação/ treinamento de nossos agentes e de lhe oferecer uma remuneração digna e compatível pela relevância do serviço que prestam. À nossa força policial deverá ser oferecido também o amparo de um serviço de inteligência eficiente e recursos materiais, armamentos, por exemplo, que os habilitem combater o crime com igualdade de condições.

Ao sentir-se valorizado, o policial deixará de ficar atraído pelas amplas possibilidades que tem de ser corrompido como bem demonstrou o filme Tropa de Elite.

Marcos Bretas, Professor e Historiador da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), que estuda o funcionamento da polícia há vários anos, afirma que há duas formas de inibir a corrupção policial. A primeira é controle externo, hoje mais utilizado, pelas ouvidorias, e a segunda, o controle interno, mais eficaz, que é exercido pelos próprios policiais. No segundo caso, ao se sentir valorizado o policial passa a ficar comprometido com a instituição, delatando os maus colegas em prol da imagem da corporação.

Dessa forma, poder-se ia exigir mais rigor ético na atuação dos profissionais de segurança, deixando o Estado de se transformar em mero fazedor de leis e regulamentos que não passam de promessas, para atuar na reestruturação da nossa força de segurança.

Em razão disso, esperamos que o governo de São Paulo, que tem uma das melhores forças de segurança do país, não venha aderir à citada Portaria, pois haverá o dia em que nossos policiais, ao invés de armas, serão obrigados a portar um buquê de flores para dar aos criminosos antes que fujam de qualquer perseguição policial.

Aqui vale encerrar com o velho e surrado ditado:

"Não adianta colocar cadeado depois da porta arrombada".

Fontes:

(1) – Imagem –
http://www.whala.com.br/wp-content/uploads/2009/06/buque-flores.jpg
(2)-http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticia/GOVERNO+PROIBE+POLICIA+DE+ATIRAR+EM+PESSOAS+EM+FUGA+E+CARRO+QUE+FURA+BLITZE_72639.shtml#
(3)
http://www.educacional.com.br/reportagens/corrupcao/origemecusto.asp


9 de janeiro de 2011

Lendas e histórias na internet



Como todo e qualquer cidadão do mundo recebemos hoje pela Internet uma grande quantidade e-mails. Não raras vezes, ficamos intrigados sobre a veracidade dos relatos neles constantes, e assustados pelo que eles podem conter. Como usuários que somos, desprovidos de conhecimentos que nos dê competência e habilidade para desvendar os mistérios dessa tecnologia, somos surpreendidos com “visitas” desagradáveis  e que nos trazem muitos dissabores.

Além de e-mails cuja finalidade é o de espalhar vírus, outros tentam obter dados dos usuários para fins criminosos. Alguns, menos inofensivos, contam histórias que nem sempre são verdadeiras.

Uma boa dica para aqueles que desejam conferir a autenticidade de algo que receba, e não tenha certeza de que é real, é acessar o site quatrocantos.com, cujo endereço citamos no rodapé deste post.

O objetivo do site, no ar desde 1999, é o de desvendar mitos da Internet - Lendas urbanas, pulhas virtuais, boatos, desinformação, teorias conspiratórias, mentiras, vírus, cavalos de tróia, golpes e muitas outras coisas que vagam pela Internet.

Aquele site anuncia que você poderá ver o que existe de verdade em uma ou outra mensagem.

Leia da mesma forma, o site da Microsoft, cujo endereço também postamos no rodapé. Ele oferece informações preciosas que vai ajudá-lo a navegar com maior segurança pelo mundo virtual.

O site Conexão UDI lista inúmeras lendas e e-mails falsos que circulam pela internet, dando a fonte onde se pode verificar a sua falsa autenticidade. Veja no endereço abaixo citado.

Por fim, consultem os sites do Serasa e do Procon que contém excelentes dicas dos especialistas, especialmente para aqueles que já se acostumaram a comprar pela rede.

Previna-se e boa navegação.

Notas:


http://www.quatrocantos.com/LENDAS/139_ultima_ceia_vinci.htm


http://www.microsoft.com/brasil/athome/security/email/emailsfalsos.mspx


http://dilurdis.blogspot.com/2010/01/lendas-da-internet.html


http://www.serasaexperian.com.br/guiainternet/23.htm

Imagem:

http://www.guiadicasgratis.com/guiadicasgratisfotos/2010/10/O-mundo-virtual-a-vida-na-internet.jpg

A Educação do Brasil sequer vira notícia: você sabe quem é Miguel Nicolelis?




A falta de importância que se dá à educação em nosso país é retratada na pouca importância que o assunto reapresenta para uma significativa parcela da nossa população. Daí o pouco espaço que se dá a ela nos meios de comunicação. Um e-mail que recebemos sob o título “Craque” confirma nossas assertivas e vale a pena ser reproduzido neste blog:


O PPS citado poderá ser acessado no seguinte endereço eletrônico constante das notas de rodapé deste post (1):

Em seu blog Blog Educação e sustentabilidade (1), Reinaldo Canto, Jornalista, consultor e palestrante, é colaborador da Envolverde, diretor de comunicação do Greenpeace e coordenador de comunicação do Instituto Akatu, demonstra como esse nosso cientista é tratado aqui e como seria em um país desenvolvido. Segue a sua comparação:

No Brasil:

"Pequenas matérias de portais de internet e notas de rodapé em páginas internas de jornais relatam a premiação de um dos maiores e mais engajados cientistas brasileiros. As revistas de celebridades não falam do assunto, pois fatos e “gente sem importância” não entram nas suas páginas.Na noite seguinte ao recebimento do novo prêmio Nicolelis é visto em um restaurante movimentado em São Paulo com a família e um pequeno grupo de amigos comemorando o feito. Não foi interpelado por ninguém, algumas pessoas comentam em desaprovação o fato de naquele restaurante da elite paulista, aquele “desconhecido” trajar uma camiseta do Palmeiras, time do coração do cientista".

Em outro país:

“O cientista é capa de todos os jornais e portais de notícias brasileiros. Matérias descrevem o trabalho e esforço de Nicolelis para criar centro de excelência científica no Nordeste do país. Outras notícias falam dos projetos sociais e de formação de jovens carentes para trabalhar com ciência. A imprensa esportiva ressalta que o grande cientista é palmeirense fanático e já usou o futebol até em artigos científicos. Em entrevista coletiva Nicolelis falou dos seus projetos e na confiança que tem no futuro do país.Nicolelis é aplaudido de pé ao entrar em restaurante da capital paulista para jantar ao lado de amigos e familiares. Mais cedo em jogo do Palmeiras, é homenageado pelos jogadores e torcedores do seu time. Antes de se iniciar a partida, aliás vencida por seu time, ouviu-se no estádio: Uhhh Nicolelis, uhhh Nicolelis”.

Concluímos parafraseando Thiago Willian Moralejo:

“Uma nação que não investe em educação, dificilmente terá ordem e tardará para chegar ao progresso”.
Notas

(1)- PPS


(2)- Blog: Educação e sustentabilidade,Reinaldo Canto, Jornalista, consultor e palestrante, é colaborador da Envolverde, foi diretor de comunicação do Greenpeace e coordenador de comunicação do Instituto Akatu.Blog:


(3) - Imagem:

Já é hora de pensar em candidatos para 2014?



O PT e os partidos que com ele se ombrearam nas eleições de 2010 ainda não conseguiram encontrar todas as cadeiras do poder conquistado e o PSDB já começa falar em candidatos às eleições de 2014. Um de seus maiores caciques, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, conforme nos informa Josias de Souza (1) já se diz adepto a candidatura do mineiro Aécio Neves. Sob a alegação de que a “fila do PSDB andou”, Fernando Henrique diz que agora é a hora e vez de Aécio.

A notícia veiculada no blog daquele jornalista da Folha não seria objeto de nossa análise, se o PSDB, na oposição ao governo atual, demonstrasse a sua capacidade de articular-se na discussão de temas fundamentais para o nosso desenvolvimento, deixando de ser omisso como foi ao longo do mandato do presidente Lula. Mostrar “a cara” apenas nas vésperas das eleições, já lhe rendeu duas derrotas de Serra e uma de Alckmin.

Além disso, conforme salienta o jornalista Josias de Souza, o PSDB precisa superar suas divergências internas, e buscar a união de todas as suas forças, deixando de se constituir uma legenda de “amigos 100% inimigos”.

Ainda é muito cedo para se pensar em sucessão a um governo que acaba de tomar posse e ainda não mostrou a que veio. Os fortes ventos que levaram Dilma à presidência, e causaram mais uma derrota ao PSDB, ainda sopram pelo efeito da presença de Lula no poder nos últimos 8 anos. Mesmo de “pijama” e de férias nas praias do Guarujá, ele é ainda, para muitos, daqueles que votaram em Dilma, o verdadeiro rosto do novo governo.

Se Aécio Neves tem a pretensão de ser o próximo candidato à presidência pelo PSDB, ele deve seguir os conselhos do seu conterrâneo Aureliano Chaves, que foi ex-presidente do Brasil, e de seu avô Tancredo Neves, pela ordem abaixo citados:

“Quem não ouve com paciência não decide com precisão”.

“Política não é projeto, é destino: vamos esperar para ver o que o destino me reserva”.

E você caro leitor o que acha: já é hora de pensar nas eleições de 2014?

Notas:
(1) Batidores do Poder


http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-01-01_2011-01-31.html

Imagem:

http://jrholanda.files.wordpress.com/2010/01/aecio_neves.jpg

7 de janeiro de 2011

Professor: sorria você está sendo controlado




Adaptamos o título deste post ao tomar conhecimento da obra da pesquisadora Sonia Mansano, autora do livro “Sorria, você está sendo controlado – Resistência e poder na sociedade de controle (1)”, no qual ela relata que estamos cada vez mais rodeados por dispositivos de controle.

Segundo o Blog da Cultura, “O neologismo “Big Brother” (grande irmão) veio da fantástica obra de George Orwell, 1984, no qual um líder oculto – invasivo e espião – vigia tudo e a todos com suas teletelas (um mix de televisor e câmera de vigilância, podendo, simultaneamente, transmitir a programação oficial do governo). Ironicamente, Orwell previu em 1948 que o Estado vigiaria as massas milimetricamente, mas nunca poderia prever que as massas pagariam pelo entretenimento de vigiar os outros” (2).

No mesmo blog antes citado nos é informado que “não há dados exatos, mas, estima-se que mais de 2 milhões de câmeras estão instaladas em locais públicos no País. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança só o Estado de São Paulo superou, em 2009, a marca de um milhão de câmeras de segurança instaladas, numa espécie de reality show às avessas com mais de 40 milhões de protagonistas. De acordo com a empresa RCI First Security, durante o trajeto de casa para o trabalho, um paulistano é filmado 28 vezes por dia. No Rio, a média é 10 vezes e em Belo Horizonte cinco”.

Lemos recentemente que os americanos estão testando uma nova maneira de melhorar a qualidade de ensino naquele país. A proposta é de instalar nas salas de aulas câmeras com o objetivo de avaliar o desempenho do professor. De posse do material colhido em gravações, especialistas irão estudar a melhor forma de tornar as aulas mais atraentes aos alunos.

A proposta – ainda em fase de testes – já gera muita polêmica naquele país, tido e havido como um dos que mais respeita os direitos individuais dos cidadãos. A instalação de tais dispositivos em salas de aulas afronta o direito à privacidade e à intimidade dos professores de seus alunos.

Como no Brasil ainda são muitos os plagiadores de tudo aquilo que ocorre nos Estados Unidos, não duvidamos que logo um dos nossos dignos congressistas apresente projeto de lei para que a medida seja implantada no país.

A instalação de câmeras em salas de aulas em algumas escolas no Brasil já é uma realidade, especialmente com o objetivo de garantir a segurança do patrimônio, sendo ainda raras aquelas que já instalaram tais dispositivos em salas de aulas. Na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo tramita um projeto de lei propondo a adoção dessa medida nas escolas infantis.

Se a moda pegar, e vindo dos Estados Unidos ela tem tudo para emplacar, nossas salas de aulas devem passar a concorrer com o reality show Big Brother.

Digam o preço, pois com certeza pagaremos para dar uma espiadinha.
Notas:


(1)- 2009, Summus


(2)- http://cultura.updateordie.com/2010/04/09/sorria-voce-esta-sendo-controlado/

A descriminalização das drogas

A descriminalização das drogas no Brasil voltou ao palco das discussões após uma entrevista dada recentemente pelo novo Ministro da Justiça. Em um programa de TV, o Ministro demonstra que é a favor de um amplo debate sobre o assunto, não descartando que ele seja objeto de uma consulta popular, via referendo ou plebiscito.

O Ministro não deu pistas de seu posicionamento sobre a polêmica questão, salientando que “posições muito vanguardistas são desastrosas”.

Tal questão já tem sido objeto de estudos em várias partes do mundo. Na vizinha Argentina, o porte de maconha para consumo deixou de ser crime. No México e Colômbia, tais medidas também foram adotadas, passando as atenções a serem direcionadas à repressão da produção e venda do produto e não ao consumidor.

A legislação brasileira difere das demais sobre o consumidor de drogas. Quando apanhado com pequenas quantidades – caracterizando que é para uso próprio -, o consumidor deve ser encaminhado a uma Delegacia de Polícia e à presença de um juiz, perante o qual deve assumir o compromisso de procurar um centro de tratamento. A partir de 2006 o usuário parou de ser responsabilizado criminalmente em nosso país.

Especialistas no assunto afirmam que a legislação brasileira é falha, na medida em que não explicita de forma clara o que caracteriza consumo ou tráfico de drogas. Todavia, salientam que de cada dez pessoas que são encaminhadas para um centro de tratamento, pelo menos seis delas continuam a se tratar depois.

Segundo fontes consultadas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos defensores da descriminalização das drogas. Para ele “guerra contra as drogas fracassou, e que é necessária uma mudança de paradigma na forma de se lidar com as drogas”. Como membro da Comissão Latino-Americana para Drogas e Democracia, o ex-presidente é considerado especialista no assunto.

Na mesma linha de pensamento do ex-presidente FHC, Antonio Maria Costa, diretor do Escritório de Drogas e Crime das Nações Unidas (UNODC), apóia a opção pela descriminalização. Ele afirma: “As pessoas que usam drogas precisam de ajuda médica, não de retaliação criminal".

Os defensores da descriminalização das drogas, adotam a linha de que os governos deveriam investir pesado em ações que tenham por objetivo dar tratamento aos viciados em drogas. O presidente da Fundação Villa Maraini (Itália), Massimo Barra afirma que os governos devem evitar políticas punitivas contra toxicodependentes. “Colocar um viciado na prisão é o mesmo que colocá-lo em uma universidade da criminalidade. Um consumidor de drogas é, em geral, mais prejudicial para si próprio que para os outros”.

O assunto é polêmico e certamente continuará a ser discutido em todo o mundo.

E você caro leitor o que acha? Apresente a sua opinião acrescentando um comentário neste post.

Fontes


http://opiniaoenoticia.com.br/opiniao/tendencias-debates/descriminalizacao-das-drogas-ganha-forca-no-mundo/


http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/149405-PARA-ESPECIALISTA,-DESCRIMINALIZACAO-DE-DROGAS-NAO-ALTERA-CONSUMO.html

Queda: inimiga mortal dos idosos





A dança é considerada um ótimo exercício físico. Quanto a isso nenhuma novidade. Mas que ela diminui o risco de quedas de idosos certamente é um fato desconhecido de muitos. É o que revela um artigo da Veja Saúde, publicado em novembro do ano passado.

Em todo o mundo, com o aumento da expectativa de vida e envelhecimento da população, o número de idosos que morrem após sofrer quedas tem sido maior.

Segundo pesquisas as quedas ocorrem na seguinte proporção: de 65 a 74 anos a ocorrência de quedas no ano é de 32%, na faixa de 75 a 84 o índice sobre para 35% e acima de 85 já chega perto dos 51%. Os idosos que caem duas vezes em seis meses já são considerados um “caidor crônico”, merecendo a máxima atenção de seus familiares.

Para os especialistas – geriatras -, as mortes de idosos após uma queda acontecem em decorrência de eles terem que ficar na cama, abrindo espaço para complicações pulmonares e outras moléstias naturais dessa inatividade. Por isso, após uma queda, o idoso deve iniciar uma fisioterapia que o coloque o mais rápido possível de pé.

Por se tratar de um assunto de utilidade pública, segue a publicação da Veja Saúde:


Para concluir devemos ter em mente que envelhecer não é passar da atividade para a passividade, de deixar de ser parte integrante de um complexo social, desde o natural, sua família -, aos mais complexos. Lugar de velho não é a sua casa, é o mundo que deve ser desfrutado por inteiro, sem limitações, num caminhar constante, tendo na mente sempre uma forte razão para viver.



“Torna-te velho cedo, se quiseres ser velho por muito tempo”. – Cícero (106-43 a.C.)

Em tempo: Sou idoso com muito orgulho.

Fonte:
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/exercicio-com-musica-diminui-quedas-entre-idosos

Imagem:
http://www.braian.com.br/wp-content/uploads/2008/12/idosos1.gif


 

5 de janeiro de 2011

Professor brasileiro: glamour eu tenho o que me falta é salário digno!





A primeira propaganda oficial do governo federal brasileiro em 2011 veiculada na TV, enfoca a necessidade de o país valorizar o professor. Traz, no seu bojo, um apelo para que os jovens venham a se interessar pela carreira, tão pouco procurada ultimamente.

Ao assistir aquela peça publicitária os professores brasileiros dirão, parodiando aquela comediante da Globo: "glamour eu tenho, o que me falta é salário digno!"

Pesquisas já realizadas confirmam que a remuneração paga ao professor é uma das principais causas do pouco interesse demonstrado pelo jovem brasileiro pela carreira de professor. Percebendo hoje um salário de até 40% menor que a remuneração paga para profissionais com o mesmo nível de escolaridade (jornada de trabalho de 40 horas semanais), trata-se, para muitos, de uma carreira com risco de extinção.

Além disso, há quem já perceba salário maior do que o mínimo oficial pago ao professor, exercendo atividades laborais que não se exige qualquer formação daquele que vai executá-las.

Diante dessa constatação, sem um aumento significativo do salário pago à categoria, a carreira docente seguirá sendo desvalorizada e pouco procurada. Como uma das  consequências disso, iremos continuar vendo o ensino brasileiro obtendo péssimos resultados nas avaliações a que é submetido.

Nesse sentido, Gustavo Iochpe, especialista em educação e articulista da revista Veja, afirma que "já virou clichê afirmar que a educação é uma das ferramentas estratégicas mais importantes – provavelmente a mais importante – para um povo que queira se desenvolver nos dias que correm”.

E o nosso Brasil caminha exatamente em sentido contrário, deixando de investir, como deveria, na educação e na valorização do professor.

Apesar de ter apresentado uma modesta melhora na última avaliação internacional - Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), o estudante brasileiro demonstra que avançou muito pouco em relação às avaliações anteriores.

Segundo reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo, 08/12/2010, no Brasil, a distância entre as pontuações obtidas pelos estudantes das redes públicas e privadas saltou de 109 para até 121 nos últimos três anos. Todavia, o fosso que separa as escolas públicas das privadas no País aumentou nos últimos três anos.

Disso resulta que, enquanto o aluno que estuda numa escola particular alcança 519 pontos em média - o nível 3 na escala de proficiência (patamar considerado razoável pelos organizadores da avaliação) -, o da pública (federal, estadual e municipal) faz 398 pontos e não sai do primeiro nível de desempenho .Ou, em outras palavras, com 15 anos, os alunos das escolas particulares conseguem ao menos ler um texto e extrair sua idéia principal, identificando argumentos contraditórios e pouco explícitos. Também são capazes de relacionar informações com situações do cotidiano. Estudantes da rede pública só entendem informações explícitas e não são capazes de perceber trechos mais importantes numa leitura.

Ao assumir recentemente a presidência do Brasil, Dilma Rousseff garantiu que fará os investimentos que a nossa educação precisa. É bom que comece logo, pois as reformas somente surtirão resultados a longo prazo.

E para que isso seja possível, a valorização do professor deve consistir em oferecer-lhe um salário digno, pois apenas de “glamour” não é possível viver e muito menor ensinar bem.

Força Chico, " e o salário... oh!".

Fontes:

 
Simone Iwasso - O Estado de S.Paulo.

 







Nota:

A imagem de Chico sintetiza bem o presente post. É utilizada para representar a nossa homengem a um dos maiores comediantes brasileiros, neste momento em que ele trava uma luta heróica para continuar vivendo e nos proporcionando com a sua arte inigualável momentos de alegria.















4 de janeiro de 2011

ProMédio - Bolsas de Estudos no Ensino Médio - uma feliz iniciativa




Dilma Rousseff ao longo da campanha eleitoral e mesmo após ter sido oficialmente declarada vencedora do pleito, afirmou a sua intenção de criar um sistema de bolsas de estudos nos moldes do ProUni, para atender os alunos matriculados no ensino médio.

A medida anunciada, se colocada em prática, deve merecer o aplauso de todos os brasileiros, permitindo que a disputa pelas vagas oferecidas pelas universidades públicas seja feita em condições iguais por candidatos oriundos de todas as classes sociais. Hoje a maioria dessas vagas é ocupada por alunos de classes sociais privilegiadas que realizaram seus estudos pré-universitários em escolas particulares.

Além de garantir a plena eficácia do princípio de igualdade previsto em nosso texto constitucional, acreditamos que em curto prazo as bolsas do atual ProUni perderão a razão de existir.

A maior prova disso são as pesquisas que ultimamente demonstram o aumento significativo da migração de alunos das escolas públicas para as privadas na educação básica. Uma das principais razões apontada é a melhoria da renda das classes C e D, que outrora só podiam manter seus filhos em escolas mantidas pelo Estado.

Todavia, a mudança de comportamento de usuários da rede oficial de educação básica demonstra, por outro lado, que a qualidade das instituições privadas nesse segmento da educação continua superior às públicas, o que faz dos seus egressos candidatos potencialmente fortes na conquista das vagas oferecidas pelas universidades públicas.

Dados recentes (1) das avaliações a que são submetidos os alunos do ensino básico demonstram que nas séries iniciais do ensino fundamental, o Ideb (2) da rede pública saltou de 4,0 para 4,4 entre 2007 e 2009, o intervalo da avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela coleta e análise dos dados. Nas escolas privadas, a média saltou de 6,0 para 6,4. O índice coloca as escolas particulares dessa etapa no mesmo nível dos países desenvolvidos, que teriam nota 6,0 no Ideb.

A diferença é ainda maior no 9º ano do ensino fundamental e no ensino médio. Nas séries finais, as escolas públicas obtiveram nota 3,7 em 2009. Enquanto na rede privada foi de 5,9. As públicas cresceram 0,2 ponto entre 2007 e 2009. As privadas, 0,1 ponto. No ensino médio, etapa que obteve os menores crescimentos do País, as públicas ficaram com média 3,4 e as particulares, 5,6.

Em razão disso, e para permitir o acesso dos alunos oriundos de escolas públicas ao ensino superior, o ProUni beneficiou de 2005 a 2010 quase 800.000 ex-alunos. Esses alunos, pela formação que tiveram no ensino fundamental e médio realizados em escolas mantidas pelo Poder Público, não tinham qualquer possibilidade de disputar uma vaga nas universidades públicas.

Hoje, do total de alunos matriculados no ensino superior no Brasil, praticamente dois terço estão na rede privada. Apesar de ter sido verificado um aumento de vagas nas universidades mantidas pelo governo federal, houve uma sensível queda de vagas naquelas administradas pelos governos estaduais e municipais. Com isso, o crescimento de vagas no ensino superior mantido pela iniciativa privada aumentou, principalmente graças às bolsas do ProUni.

Esperamos que as instituições privadas que venham receber os futuros alunos bolsistas para o ensino  médio sejam escolhidas pelo governo pelo critério da qualidade do ensino que oferecem segundo o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), pois só assim justificaria a medida anunciada pelo novo governo federal de criar o ProMédio.

Notas:

(1) http://ultimosegundo.ig.com.br/

(2) O Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica -, fornece os Indicadores da evolução na qualidade da educação em todos os níveis de ensino - primeira e segunda etapas do ensino fundamental e ensino médio.

(3) PROUNI - O  Programa Universidade para Todos tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. Criado pelo Governo Federal em 2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, em 13 de janeiro de 2005, oferece, em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas instituições de ensino que aderem ao Programa. http://prouniportal.mec.gov.br

Imagem:


http://3.bp.blogspot.com/_-QWAMsfNfFc/SrfezDUVHJI/AAAAAAAAAbI/J8i-

O segundo abacaxi que Dilma terá que descascar.


Já postamos neste blog que Dilma recebeu de Lula, no último dia do mandato daquele ex-presidente, um grande abacaxi para descascar. O caso Battisti e as repercussões geradas pela negativa de o governo brasileiro de conceder a sua extradição solicitada pela Itália.

Não resolvido esse primeiro imbróglio, surge o segundo. Agora no cenário político interno ante as notícias de que já existe insatisfação do PMDB com relação ao que se convencionou de rateio de cargos no governo da Presidente Dilma.

Ao perder espaço na máquina federal, a cúpula do partido já está exigindo que Temer, vice-presidente, discuta tal assunto com Dilma.

Pressionada pelo seu próprio partido, que se julga no direito de ter mais espaço no governo, e agora também pelo seu maior aliado, o PMDB, Dilma precisará mostrar muita habilidade para resolver tal impasse.

A base de sustentação política conquistada nas eleições pela nova Presidenta (1), fato que tese iria lhe dar a segurança para a aprovação dos projetos de seu programa, já demonstra certa fragilidade diante da ganância desenfreada dos partidos que a compõe por cargos em todos os escalões do governo federal.

Ao contrário de Janio Quadros e de Fernando Collor de Melo, dois ex-presidentes que ousaram governar sem dar a atenção aos partidos aliados e aos seus respectivos interesses, e por isso não conseguiram terminar os seus mandatos, Lula foi hábil em costurar todos os tipos de alianças e de atender todos os desejos daqueles que o apoiavam. Com isso, conseguiu manter-se no poder por 8 anos, garantir uma popularidade invejável e ainda eleger a sua sucessora.

Resta saber o que fará Dilma diante desse impasse político.

A ela desejamos boa sorte, pois a “briga” promete ser boa.

NOTAS:

(1) Os dicionários de Língua Portuguesa admitem o uso da expressão “Presidenta”, que, aliás, parece ter sido adotado por Dilma e desprezado por boa parte dos meios de comunicação. Em homenagem à primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente do Brasil, estamos adotando a expressão neste post.

Imagem:

http://www.bionectar.com.br/uploads/produtos/img/abacaxi3.jpg

3 de janeiro de 2011

Dilma já tem um abacaxi para descascar



Quem imagina que Lula deixou para Dilma uma estrada pavimentada para que ela percorra com tranquilidade os primeiros quilômetros do seu governo pode estar equivocado. No seu último dia como presidente da república, Lula  negou a extradição de Cesare Battisti pedida pela Itália.

O que a princípio poderia apenas causar apenas um mal estar diplomático nas relações entre Brasil e Itália, pode ganhar contornos diferentes. Países da União Européia, em solidariedade à Itália, ameaçam reagir contra a medida adotada pelo governo brasileiro.

Segundo informações de Eliane Cantanhêde, colunista da Folha, “o que mobiliza a Europa não é a decisão em si, mas o descumprimento de um acordo prévio entre os governos italiano e brasileiro para que a decisão do ex-presidente Lula não questionasse o Estado de Direito e as instituições da Itália. O acordo foi intermediado por Viegas diretamente com o próprio Lula. Apesar disso, o então presidente na última hora se baseou num parecer da AGU (Advocacia-Geral da União) dizendo que Battisti poderia ser "submetido a agravamento de sua situação" em seu país”.

Ainda com base no que informa a citada colunista, como retaliação, o Parlamento italiano poderá negar a aprovação de um acordo de cooperação militar com o Brasil para a construção de navios e fragatas. Já o novo ministro da justiça José Eduardo Cardozo, Lula agiu em "consonância" com a decisão do Supremo Tribunal Federal e que não teme retaliações.

Na verdade é o primeiro abacaxi que Dilma terá que descascar por obra de um presente de grego dado na última hora a ela por Lula.

A novela Battisti que tinha o seu último capítulo previsto para os derradeiros dias de Lula no poder, deve continuar, com uma audiência em alta e com a inesperada entrada de novos atores.

Já chegamos ao fundo do poço?

        A crise moral, política e financeira que se abateu sobre o nosso país não nos dá a certeza de que já chegamos ao fundo do poço....